terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Por que fazemos o que fazemos?

Por que fazemos o que fazemos?
Tenho me questionado nos últimos dias, através da leitura de Mario Sérgio Cortella, cujo livro tem justamente o título desta postagem. O autor faz refletir sobre os sentidos, os significados e as motivações que nos levam a fazer o que fazemos... E a comum ignorância geral sobre isso.
Eu recomendo essa leitura e recomendo infinitas vezes esse questionamento. Por quê? Porque acho triste quando, depois de décadas de vida e trabalho, as pessoas dão-se conta de que desperdiçaram suas vidas com atividades que não lhes fizeram felizes... Pessoas que destinaram suas vidas à atividades que podem ter-lhes proporcionado conforto e estabilidade financeira, mas que durante todo o tempo, não foram felizes.
Pessoas que sentem que carregam fardos pesadíssimos em seus ombros, e que deixam de ver a vida com bons olhos. Pessoas que não encontram a paz. Pessoas que se sentem frustradas consigo e com todos. De que vale o dinheiro? De que vale a estabilidade financeira?
Não vejo vantagem em destinar anos de vida ao acúmulo de dinheiro e bens materiais, se uma parcela do que se ganha não for investido na vivência de momentos inesquecíveis, na busca pela felicidade.
A vida é agora e é rara!! Não podemos nos dar o luxo de poupar para viver depois, pois a cada dia o mundo nos mostra que o depois pode não existir. No entanto, além de viver, precisamos "sobreviver", ou seja, comer, vestir, o que requer gastos... O que requer que tenhamos uma fonte de renda que nos possibilite fazer isto e todo o resto (todo o resto, significa ser feliz!). E a necessidade de quase toda a população mundial surge como uma assombração: é preciso trabalhar. Trabalhar como castigo, como fardo, como uma jornada difícil e dolorosa que deve ser percorrida para alcançar todo o resto.
E tudo o que eu havia dito anteriormente sobre viver o agora, sobre ser feliz acima de qualquer coisa parece desaparecer. Como se não fosse possível trabalhar e ser feliz concomitantemente. Como se as duas coisas fossem absolutamente opostas. E por que tem de ser assim?
O trabalho é visto como algo negativo e árduo pela maioria das pessoas, no entanto, dificilmente deixará de ser assim se não encontrarmos sentidos, significados e motivações para o que fazemos. Se não olharmos para dentro de nós mesmos e refletirmos sobre o porquê de fazermos o que fazemos.
Se não gostamos do trabalho, reclamamos. Talvez encontremos outro emprego que, de início, nos satisfará, mas se não houver um sentido pessoal, um significado, logo tudo irá por água abaixo novamente.
É preciso autoconhecimento para gostar realmente do que se faz. É preciso conhecer a si mesmo e compreender seus porquês para ir em busca da felicidade. Aqui, ir em busca da felicidade não significa abandonar as obrigações, mas sim compreender que isso existe e que não há como livrarmo-nos de tal, mas que a vida não é só isso. A vida é muito mais do que viver com o botão "automático" ligado. Precisamos saber por que fazemos o que fazemos, ou viveremos vidas sem sentido, sem graça, sem alegria... Mesmo que tenhamos todo o dinheiro do mundo.
Se eu pudesse desejar algo às pessoas do mundo, eu desejaria que encontrassem algo que amassem fazer, e que isso pudesse servir-lhes de trabalho, de modo que pudessem amar seu trabalho. Se isso não fosse possível, que pudessem pelo menos compreender o porquê de estarem fazendo algo, que suas motivações fossem claras, de modo que não perdessem o sentido de viver.
Por último, eu desejaria que as pessoas nunca deixassem de sonhar, de buscar algo que fizesse seus corações vibrarem, que lhes permitisse sentirem-se VIVAS todos os dias, e não apenas nos finais de semana.

Esse texto não foi pensado pra ser post. Esse texto é resultado, como dito no início, da leitura do livro "Por que fazemos o que fazemos?", de Mario Sérgio Cortella. Esse texto é resultado das minhas reflexões e angústias, da minha busca constante por sentido em cada coisa que faço.

5 comentários:

  1. "Não vejo vantagem em destinar anos de vida ao acúmulo de dinheiro e bens materiais, se uma parcela do que se ganha não for investido na vivência de momentos inesquecíveis, na busca pela felicidade."

    Eis o capetalismo, como diz um professor meu. Mas eu também não vejo como cuidar da saúde mental e da saúde física sem dinheiro. Mas entendi a mensagem que quis passar. Um dinheiro gasto com uma viagem, por exemplo, é melhor investido se for gasto com matéria. Eu penso isso também.
    fiquei curiosa para ler esse livro.
    Curiosamente, tu estas escrevendo na mesma linha que o crush da psicologia.

    Beijos

    <3

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  2. Considero a felicidade um estado de espírito, é por isso que onde quer que estejamos devemos estar não por obrigação, mas por vontade, por amor. Tiveste uma ótima reflexão sobre o tema. Agradeço a você por contribuir com tão singelas palavras.

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  3. Oi Fily!! Achei seu blog lindo!!

    Havia comentado antes, mas meu comentário não apareceu! Sabe que tento buscar um sentido em tudo que faço o tempo todo e, as vezes, até sofro por isso. Infelizmente, a maioria das pessoas levam uma vida sem sentido, em busca de dinheiro, reconhecimento, status. E ainda, por nuitas vezes, a gente se depara com essa sensação de estarmos em modo automático, seguindo o que as pessoas querem que a gente siga, deixando pra trás o que realmente nos importa.

    Grande beijo e sucesso sempre!

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