domingo, 11 de dezembro de 2016

Dentro de mim

Há dias não consigo deixar de pensar nas atitudes hostis de pessoas que, apesar da ciência, são pessoas. Há dias não consigo deixar de pensar nos dedos que apontam falhas, cutucam feridas, machucam pessoas... E também tenho pensado que pensar nisso não me faz bem, não me traz paz.
A verdade é que 2016 foi um ano muito bom, de muitas experiências e aprendizados, de muitas mudanças... E esse é o momento de finalizá-lo. E finalizá-lo significa refletir e aceitar cada sentimento vivo dentro de mim. No entanto, fazer isso está sendo um pouco complicado, pois sinto uma confusão caótica dentro de mim... Como se até o que era certo se fizesse inconstante, como se as coisas não fizessem mais sentido.
Já não sei se o que digo tem fundamento ou se estou me perdendo dentro da ânsia por me compreender... Preciso viver tudo isso e há semanas não sei o que é ter a mente vazia; há semanas não sei o que é ter o coração tranquilo. É como se sentisse tudo ao mesmo tempo, e não o compreendesse por nenhum milésimo de segundo. E às vezes surgem lampejos de compreensão que me dizem que não estou enlouquecendo, mas apenas me permitindo pensar e sentir e viver.
Conforme as expectativas alimentadas por anos a fio, 2016 foi magnífico... Me ensinou muito mais do que eu imaginava ser possível. 2016 me mostrou a dor de perto, o sofrimento mais profundo e verdadeiro. 2016 me proporcionou alegrias e sorrisos impagáveis. 2016 me provou o quanto as pessoas podem ser cruéis, e também o quanto podem ser bondosas...
Logo, repito, 2016 foi magnífico... 2016 me mostrou a riqueza que é ter um amigo verdadeiro, e o quão miserável é aquele que não o tem.
2016 veio repleto de oportunidades... E foi me mostrando, do início ao fim, que as coisas acontecem em conformidade com os nossos pensamentos, com o nosso querer mais profundo, aquele que, muitas vezes, não admitimos nem a nós mesmos. E foi assim que 2016 me trouxe desafios, angústias e felicidades. Do início ao fim, sei que o escolhi.
Hoje, iniciei esse texto pela angústia de sentir, dentro de mim, sentimentos negativos e pesados... Sentimentos que surgiram a partir da convivência com as pessoas citadas ali em cima, das atitudes hostis, do apontar de dedos, da crueldade.
Como sofrem as pessoas sensíveis!! Mas como são privilegiadas... Quão preciosa é a capacidade de sentir o que os outros sentem e transmitem, podendo auxiliá-los em suas lutas, ou sendo pessoalmente afetados pela energia e podendo então escolher quem ter por perto, e quem manter distante. Tudo é energia, tenho aprendido.
Parcial ou totalmente, sinto-me mais leve... O que me remete ao motivo pelo qual, ao longo dos anos, sempre retornei à escrita: pelo que me proporciona. Pela leveza. Pelo alívio. Pelo conforto.
Ao escrever e refletir tudo o que já aprendi teórica e vivencialmente constatei que não posso livrar-me desses sentimentos sem aceitá-los como meus. Então, aceito. E posso então mudar. Já dizia Carl Rogers...

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