quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Pensamentos de uma manhã cinzenta

Tenho procurado respostas para perguntas que não sei verbalizar - nem sequer as compreendo, mas sinto-as aos gritos desde o fundo de minha alma: por quê?
Há milhares de perguntas que morrerão sem respostas - porque não cabe a nós sermos conhecedores de toda a verdade antes do tempo certo. Há um tempo certo para tudo, do começo ao fim, do nascimento à morte... E apesar de não ter recebido respostas às perguntas que desconheço, mas que me corroem, aprendi que tudo acontece quando tem que acontecer, e por que tem que acontecer, gostemos ou não.
O não saber sempre foi algo que me incomodou profundamente: a incerteza das coisas, as possibilidades... Hoje, sinto que não há o que possa ser feito, e que sofrer em vão não me levará a lugar nenhum: há de se sofrer com um propósito.
Aprendi ainda que nossos pensamentos tem tamanho poder que aquilo que procuramos, nos procura mutuamente. É mais ou menos como o fragmento de Nietzsche, que citei pouco tempo atrás aqui no blog... "Quando você olha muito tempo para um abismo, o abismo olha pra você", e então, as respostas não importam mais, não há mais perguntas, só há a simplicidade do reconhecimento de si mesmo: quando a gente se encontra, depois de tantos anos distorcidos por essa sociedade doente e individualista... Quando a gente se encontra, transcendemos todo o resto.
Transcendemos a dor, porque compreendemos, finalmente, que ela é essencial ao nosso crescimento, à nossa evolução. Transcendemos o egoísmo, a inveja, o orgulho, pois sabemos que estes não nos levarão a lugar nenhum...
Só não transcendemos o amor - pois esse é o próprio significado da transcendência. E então estamos prontos para viver.

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