sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Divagando

Nesses dias tenho me questionado... Quanto tempo uma dor pode doer? Quantas vezes podemos superar algo e descobrir que, na verdade, não superamos nada? Quantas vezes é preciso deixar algo pra trás para, finalmente, deixar de ser perseguido por fantasmas?
Quanto é preciso lutar? Ou devemos nos resignar diante no incompreensível? Deixar pra lá? Talvez assim pare de doer.
E quando a gente põe pra fora, tenta entender, busca motivos... Há algo que nos diz: se acalme. O que há de ser será, na hora certa.

Às vezes, não conseguimos respostas para nossas questões porque, na condição em que estamos, não seríamos capazes de suportá-las.

Há alguns dias eu conheci a maior coisa do mundo e isso me fez olhar pro abismo de mim mesma... No primeiro momento, o abismo assusta - aterroriza -, mas logo ele nos olha de volta, como já disse um filósofo, e então encontramo-nos.


3 comentários:

  1. Algo que me aconteceu esse ano me propulsionou a uma reconstrução, um reafirmamento de mim mesmo. Tenho estado em intermitência por alguns momentos. É dor, alegria, e um turbilhão de muitas sensações que por vezes deixo apenas fluir. Saber o quanto uma dor pode doer, não sei... difícil dar uma resposta de bate pronto a uma questão assim. Por isso, me uso do velho jargão do tempo. "Deixa o tempo passar...". Fato é que não queremos deixá-lo passar. Queremos estar com ele. E entre passados e futuros, por vezes, conseguimos nos conscientizar de alguns presentes. O que mais tenho pensado é que o tempo tem seu próprio tempo. Até mesmo pra passar, ou pra curar a gente.

    ResponderExcluir
  2. quanto o tempo uma dor pode doer? não sei. acho que tá tudo aqui dentro, sabe? a gente meio que consegue ter o controle se quer de verdade. eu acho. prefiro acreditar. mesmo que isso signifique que estou falhando todo esse tempo. porque tem dor em mim que nunca viu rastro de cura, entende?

    ResponderExcluir
  3. Acho que dura até quando a gente permite,tem coisas que ás vezes ainda estão ali mas não doem mais,até que resolvemos cutucar a ferida.

    ResponderExcluir