quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Devaneando a insensatez humana

Até que ponto vale a pena seguir as normas e os padrões impostos pela sociedade hipócrita em que vivemos?
Até que ponto devemos viver e agir de modo socialmente aceito, quando isso vai de encontro àquilo que acreditamos, somos e sentimos?
Até que ponto vale a pena abandonar quem somos verdadeiramente para atuarmos como pessoas agradáveis e felizes, porém vazias?
O que eu mais tenho em mim é preenchimento...
Não há sequer um único espaço que não esteja repleto de intensidade e vida. Eu sinto dentro de mim uma força que se nutre de boas relações, boas leituras e bons momentos, e é o que tenho buscado viver.
O amor que me move é puro e cheio de ternura, não é possessivo, não busca benefício, não vê maldade pelo mundo a fora. O amor que eu sinto é sincero e vive passando por transformações, tal como eu mesma, e apesar de algumas dificuldades permanece resistente, faz molhar os olhos vez ou outra por descobrir-se tão grande, ou tão imperfeito...
A verdade é que o mundo quer que nos moldemos em perfeição, mas eu sou do meu próprio jeito, cheia de defeitos, bem como o meu amor...
Há quem se renda diante da impossibilidade por medo de errar, porque o mundo lhe ensinou que não se perdoa o sofrimento de quem falhou.
Temos de ser bons e não se admite imperfeição.
Temos de sorrir e se fraquejamos somos fracos.
Mal sabe esse mundo cruel que a loucura é uma tentativa de não sucumbir a inconsistência da hipocrisia social... Mal sabe que não há indivíduo mais forte do que aquele que se permite chorar, cair e se reconstruir a partir dos próprios escombros.

Escritos de 22 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Amor...
Hoje eu sonhei que te perdia, sonhei que já não havia amor no seu olhar, ou qualquer tipo de consideração por mim. Sonhei que não te tinha mais ao meu alcance, que você não queria mais estar ao meu lado, que eu não era boa ou importante o suficiente...
Me deparei com sofrimento genuíno - doía, amor, no próprio sonho doía me dar conta de que havia perdido você, que é meu refugio sempre. Lembro que ninguém era capaz de acolher a minha dor, nem de me proporcionar um mínimo conforto, afinal, esse papel é seu desde que nos conhecemos.
O resultado disso tudo: acordei chorando como uma criança, tive medo e consciência do quão importante você é na minha vida. Quis te abraçar e não largar, quis te dizer que o meu amor é imenso e sempre será. E quis escutar você dizendo o mesmo, e que não me trocará por nada nem ninguém, que o meu sonho foi um pesadelo bobo e que jamais acontecerá... E foi o que você fez, você, como bom refugio que é - acolhedor dos meus sofrimentos e mágoas como ninguém - tranquilizou meu sofrimento com poucas palavras.
Amor, meu doce amor... Ainda bem que em 2012 trocamos olhares e números de telefone e tudo o mais, ainda bem que depois disso trocamos carinho e gentilezas, ainda bem que temos um ao outro e que apesar das dificuldades mantemos o equilíbrio.
Te amo muito, não sei mais viver sem você.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Monólogo de indignação

Tenho visto tantos discursos de ódio, tantos atos de intolerância, discriminação, desrespeito... E tento entender: o que faz o ser humano (teoricamente, o único animal racional existente), crer ser superior a outras pessoas por características físicas, afetivas, geográficas ou tantas outras?
O que os faz pensar que há superioridade ou inferioridade entre uma pessoa e outra? O que os faz acreditar tão cegamente que uma característica pode ser melhor ou pior que outra?
As pessoas são únicas... e todas são dignas!
Eu sei, há a cultura, educação... que nos ensinam desde o início de nossas vidas o que é certo e errado, o que é normal e o que não é, o que é aceitável e o que não é. E então nós, seres humanos (teoricamente, os únicos animais racionais existentes) discriminamos, desrespeitamos, assassinamos... outros seres humanos. Haja racionalidade! Haja inteligência!
De que adianta ser racional se aceitamos o que é dito e imposto sem questionar, se não fugimos da mesmice, se não buscamos nossos próprios ideais? De que adianta ser inteligente se não utilizamos nosso potencial para fazer algo diferente num mundo tão - mas tão! - cruel?
Não tenho o objetivo de criar uma lição de moral, até porque tenho plena consciência de que cada pessoa acredita naquilo que é agradável, naquilo que não lhe desafia, que não lhe tira da zona de conforto... Do seu mundo seguro e estável.
Eu tenho visto histórias de pessoas que tiveram suas vidas invadidas a ponto de perderem suas famílias, suas casas e, em casos extremos - e cada vez mais comuns!! - perderam seu próprio direito à vida... Porque tiveram a infelicidade de se deparar, ao longo de sua trajetória, com pessoas extremamente ignorantes que se julgaram melhores e acharam que tinham o direito de lhe tirar a vida...
O pior de tudo isso é que, cada vez mais, essas situações não impressionam à maioria das pessoas. Está se tornando normal, comum... Mortes, assaltos, violação dos direitos humanos... E quem não quer ver/ouvir desliga a televisão, ignora as manchetes, as notícias.
O fato é que ninguém se preocupa com nada disso até que não lhe afete diretamente. Ninguém se importa se pessoas são mortas injustamente, ninguém se importa se há pessoas vivendo em condições nulas de dignidade. Eu não digo precárias, eu digo NULAS. Porque existem pessoas passando fome... Existem pessoas sendo espancadas e excluídas por não serem iguais à maioria.
E tudo isso me indigna. E de nada vale minha indignação... De nada vale.
Somos todos filhos de uma sociedade doente e que tende ao terrorismo... Porque guerra não é bombardear um pais inimigo, guerra é não ajudar o próximo, guerra é não ensinar um filho a respeitar o próximo independente de concordar ou não com o que esse próximo seja ou prefira, guerra é manter-se em silêncio perante tamanha desumanidade...
Fazer parte da massa de pessoas intolerantes e preconceituosas não é AGIR dessa forma, é também não combater tais atitudes.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O prigilégio de tornar-me quem sou

Tenho ouvido relatos e opiniões de pessoas próximas de mim no cotidiano e tenho visto o ser humano com bons olhos – olhos limpos de pré-julgamentos e pré-conceitos... Tenho tentado me libertar de tudo o que aprisiona – a mente, o coração, o corpo  -, e considero de suma importância o processo de tornar-me quem eu sou. Acho tão digno, e não por julgar-me melhor que outrem, não! Mas por sentir na própria pele o sentimento maravilhoso que é o de dedicar a si mesmo tempo e cuidado. Todos deveriam querer e poder fazê-lo.
Nesse processo eu percebo a infinitude do ser, e me percebo mais aberta ao novo, menos rígida em relação ao resto e, absolutamente, mais leve e feliz em relação a vida!
Tenho me respeitado e agido conforme os meus próprios sentimentos, tenho sido verdadeira, e sinto uma alegria imensa, algo como uma ternura por mim mesma, que me impulsiona adiante... Até a tristeza eu consigo vivenciar com mais veracidade, mas nenhum sofrimento perdura pois eu sei que sou mais forte, e que posso superar cada dificuldade ou obstáculo, pois estou inteira, cada vez mais, e cada vez mais, serei!

Escritos de 01 de setembro de 2014


“Aquele que olha para fora sonha.
Mas o que olha para dentro, desperta.”
(Carl Jung)