sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Se você acha exageradas as coisas que eu escrevo pra você, é porque não viu as que eu apago." (Bruno Fontes)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pensamentos noturnos I

Há um momento na madrugada - que a cada noite se repete - em que tudo permanece em silêncio. Não há vento lá fora, nem chuva no telhado, nem a respiração ao lado, nem um ruido sequer... Apenas o silêncio que despertar os rumores de dentro - as angustias e medos guardados pela vida inteira, deixados de lado a cada dia. Silêncio que não nos permite descansar - tira o sono,
Passamos a vida tentando evitar esse momento noturno em que nada nos protege de nós mesmos, pois o perigo está em nossas mentes... Há quem se vicie em psicotrópicos, há quem dance noite adentro - noite afora - tentando enganar a si mesmo sobre a solidão que assola todos nós... E que se mostra presente em cada silêncio. Ninguém desliga o celular, a tv, a música... É o medo da solidão, de não-pertencer, de não-saber... Medo triste de quem não se encontrou no mundo, e talvez nunca se encontrará.
Quando nossos pensamentos vagam pelas ruínas da mente, poucas pessoas têm coragem de enfrentá-los - verbalizar. A maioria permanece na zona de conforto onde nada de ruim pode acontecer - inquebráveis -, não desafiam as regras, as leis, o outro, e, pior, não desafiam a si mesmos. Fecham os olhos perante o absurdo como se fosse normal... Ignoram a realidade insuportável perante olhos humanos - humanizados -, porque a maioria das pessoas não enxerga o sofrimento alheio, está demais centrada na própria dor...
E todos fogem. Poucos enfrentam, e até os que enfrentam encontram uma forma ou outra de se distraírem do que sabem... O que os diferencia é a forma como escolhem fugir.

Texto de 25/05/2014, às 22h33.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Reflexão em um dia a mais III

Que vontade de ficar em casa, fingir que esqueci... das obrigações, dos horários.
Que vontade de sair, fingir que esqueci... perder horas com algo que me faça sentir bem.
Que vontade de fugir, fingir que esqueci... que há algo aqui que me prende, e não é o que deveria.
Deveria calar ou fazer algo, não sou do tipo que gosta de reclamar, me vitimizar...
Acontece que simplesmente sei o que preciso fazer, mesmo que não goste.

Dias vazios, noites curtas.
Desejo constante: de estar com quem se gosta, de fazer qualquer coisa que fuja do comum...

A vida.
A gente cresce e deixa tanta coisa pra trás... e carrega tanta coisa que não precisaria...
Sorri sem vontade, por educação, respeito... mas sorrir não seria desrespeitar a própria dor, o próprio sofrimento? Ou é uma forma de encarar os obstáculos da vida?
Na minha mesa de trabalho tem uma mensagem... "não torne a vida mais difícil do que ela precisa ser", fui eu mesma que a coloquei lá, dias atrás, em dias melhores. O hoje vai passar, como cada dia, e talvez essa angustia passe também.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Reflexão em um dia a mais II

Me sinto como se a vida acontecesse lá fora...
E o tempo aqui dentro fosse eterno. In-ter-mi-ná-vel.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Insanidade é não fugir às regras...

Reflexão em um dia a mais

Grande espírito tem aqueles que se permitem a loucura... Pois, na sanidade, até o próprio desespero parece bobagem, desnecessário. Como gente que não se permite sentir, gente que não se permite chorar... Desesperar.
Eu li há alguns dias em um livro que o amor e a loucura são inseparáveis, e há mesmo de ser, afinal, não imagino explicação que justifique a devoção que se tem por quem se ama, apesar das imperfeições, apesar das divergências. Eu digo, do amor, que não o compreendo, mas o sinto com cada célula do meu corpo, e me desespero apenas com o pensamento de uma vaga chance de não tê-lo mais.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Eu me despeço

Eu me despeço daquilo que me faz mal, de quem sorri falsamente e ao mesmo tempo pensa mal de mim. Eu me despeço e digo: vou tarde! Deveria ter ido antes, muito tempo atrás, antes de aprender com a experiência que tem gente no mundo que não quer o bem de outrem, que se aproxima por interesse, se aproveita, e não vai embora sem antes abrir feridas que demoram a curar. Eu me despeço com um sorriso: há despedidas que devemos comemorar! Há distâncias que devemos preservar!