sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Monólogo de indignação

Tenho visto tantos discursos de ódio, tantos atos de intolerância, discriminação, desrespeito... E tento entender: o que faz o ser humano (teoricamente, o único animal racional existente), crer ser superior a outras pessoas por características físicas, afetivas, geográficas ou tantas outras?
O que os faz pensar que há superioridade ou inferioridade entre uma pessoa e outra? O que os faz acreditar tão cegamente que uma característica pode ser melhor ou pior que outra?
As pessoas são únicas... e todas são dignas!
Eu sei, há a cultura, educação... que nos ensinam desde o início de nossas vidas o que é certo e errado, o que é normal e o que não é, o que é aceitável e o que não é. E então nós, seres humanos (teoricamente, os únicos animais racionais existentes) discriminamos, desrespeitamos, assassinamos... outros seres humanos. Haja racionalidade! Haja inteligência!
De que adianta ser racional se aceitamos o que é dito e imposto sem questionar, se não fugimos da mesmice, se não buscamos nossos próprios ideais? De que adianta ser inteligente se não utilizamos nosso potencial para fazer algo diferente num mundo tão - mas tão! - cruel?
Não tenho o objetivo de criar uma lição de moral, até porque tenho plena consciência de que cada pessoa acredita naquilo que é agradável, naquilo que não lhe desafia, que não lhe tira da zona de conforto... Do seu mundo seguro e estável.
Eu tenho visto histórias de pessoas que tiveram suas vidas invadidas a ponto de perderem suas famílias, suas casas e, em casos extremos - e cada vez mais comuns!! - perderam seu próprio direito à vida... Porque tiveram a infelicidade de se deparar, ao longo de sua trajetória, com pessoas extremamente ignorantes que se julgaram melhores e acharam que tinham o direito de lhe tirar a vida...
O pior de tudo isso é que, cada vez mais, essas situações não impressionam à maioria das pessoas. Está se tornando normal, comum... Mortes, assaltos, violação dos direitos humanos... E quem não quer ver/ouvir desliga a televisão, ignora as manchetes, as notícias.
O fato é que ninguém se preocupa com nada disso até que não lhe afete diretamente. Ninguém se importa se pessoas são mortas injustamente, ninguém se importa se há pessoas vivendo em condições nulas de dignidade. Eu não digo precárias, eu digo NULAS. Porque existem pessoas passando fome... Existem pessoas sendo espancadas e excluídas por não serem iguais à maioria.
E tudo isso me indigna. E de nada vale minha indignação... De nada vale.
Somos todos filhos de uma sociedade doente e que tende ao terrorismo... Porque guerra não é bombardear um pais inimigo, guerra é não ajudar o próximo, guerra é não ensinar um filho a respeitar o próximo independente de concordar ou não com o que esse próximo seja ou prefira, guerra é manter-se em silêncio perante tamanha desumanidade...
Fazer parte da massa de pessoas intolerantes e preconceituosas não é AGIR dessa forma, é também não combater tais atitudes.

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