quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sensibilidade

Significado de SENSIBILIDADE:
Capacidade de sentir;
Facilidade para se ofender; que tende a se magoar facilmente;
Facilidade para se machucar por algum motivo, ou agente, externo: suscetibilidade ao sereno.;
Tendência/disposição a ser dominado pelos sentimentos/emoções;
Aptidão para apreender e demonstrar sentimentos;
Refere-se à percepção aguçada ou receptividade a respeito de algo, como por exemplo as emoções de um indivíduo.



"Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho." Martha Medeiros

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014

Posso dizer sem receio que 2014 foi um ano-desafio, minha rotina e estilo de vida foram alteradas bruscamente de uma forma que eu não me considerava preparada para encarar... Mas encarei.
Encarei também a dificuldade que é não ter tempo livre e a sensação de estar presa a algo que eu nem mesmo havia escolhido... Mas escolhi, porque felizmente não sou vitima da vida e me considero responsável pelo que me acontece.
Os primeiros meses foram difíceis – a sensação de estar amarrada a algo que eu não queria me sufocava e eu sentia um peso sobre mim a cada dia, foi quando tomei a decisão de voltar pra psicoterapia... Provavelmente, essa foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.
Só quem já esteve em contato verdadeiro consigo mesmo e com aquilo que sente sabe que não há valor que pague o fato de pertencer a si mesmo, de investir em si, se respeitar e aprender cada vez mais o que é ser verdadeiramente.
Depois de voltar pra terapia eu não permiti que ninguém me ofendesse ou me machucasse sem que eu me defendesse, não fui submissa e não admiti que me tratassem com injustiça
Foi depois da psicoterapia que eu compreendi que eu não gostava de certas coisas, foi quando aprendi a me respeitar e a dizer não a o que ia de encontro ao meu sentimento. Aprendi a falar o que eu sinto. Aprendi a assumir meus sentimentos. Aprendi que se algo me afeta é porque eu me permito afetar, e que não é válido culpar ninguém pelo que acontece comigo... Porque eu sou responsável por mim mesma, assim como cada um é por si.
Eu aprendi a escutar as pessoas e senti a alegria que é poder ajudar alguém a se sentir melhor.
Eu voltei a fazer coisas que eu gostava e a me dedicar a mim mesma.
Depois da psicoterapia, passei a ser minha maior prioridade e entendi que ninguém pode fazer nada por mim se eu não quiser ser ajudada, e que também não devo moldar meu comportamento em prol do agrado alheio...
Em 2014 eu enfrentei desafios e superei etapas que me fizeram ver algumas coisas de uma perspectiva diferente... Mudei de opinião inúmeras vezes e abandonei preconceitos, aprendi que quem é inflexível demais sofre e decidi que não quero isso pra mim.
Em 2014 eu aprendi que não se deve querer que o outro aja ou pense de determinada maneira, pois cada um é livre para ser o que é... E que se deve confiar no ser humano e nas outras pessoas, porque só assim elas poderão desenvolver aquilo que há de melhor nelas. É de extrema importância que se acredite.
Tudo isso me faz pensar no ano vindouro e em tudo o que a vida nos reserva...
Meus planos para o futuro se resumem em um único desejo: tornar-me uma pessoa melhor. Quero ser mais solidária e ajudar o próximo. Quero lutar contra as injustiças e defender os oprimidos, desfavorecidos e indefesos. Quero fazer sorrir muitas pessoas e se lhes couber melhor o choro, estarei presente também. Quero aprender a não guardar mágoas, compreender o silêncio e respeitar o outro acima de tudo... Quero aprender com meus erros e com os erros dos outros e aprender a perdoar.
Em 2015 quero estudar e ler muitos livros, quero gastar mais tempo com amores e amigos. Quero optar .pelo que me faz bem e pelo que faz meu coração pulsar... cada vez mais. Acima de tudo, quero ser eu mesma. E quero que os outros também o sejam.


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sábado, 6 de dezembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

É o que me interessa

"Daqui desse momento, do meu olhar pra fora, o mundo é só miragem..."

Quando você se conhece melhor e passa a definir aquilo que é, o que gosta e o que não gosta, quando se está mais próximo daquilo que se é de verdade, descobrindo sentimentos e sensações novas e bem-vindas... Passa a se defender porque finalmente compreende o que sente e consegue se defender diante das injustiças da vida, distingue melhor o que gosta, se afasta de quem não faz bem, de quem aprisiona e limita - porque quando se tem contato consigo mesmo se percebe que não dá pra gostar de tudo e de todos, e que não é preciso gostar de determinada pessoa para respeitá-la...
Então você se torna você mesmo com uma força cada vez maior... e vai se tornando cada dia mais. E sente que seu compromisso maior é consigo mesmo - o compromisso de ser fiel àquilo que faz bem, o compromisso de agir de acordo com o que se sente independente do agrado ou desagrado alheio, independente de aprovações externas.
E vai se libertando dos rótulos e da necessidade de aceitação daqueles que não se importam, vai se respeitando e se aceitando e aceita e respeita o outro também, sem precisar moldar-se, sem precisar moldá-lo...
Então se é mais leve e essa leveza significa o mundo... E o que interessa deixa de ser o que agrada outrem ou exige em demasia pra ser verdadeiro e ser, finalmente, aquilo que interessa. É como estar em paz.

Só o que me interessa.


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Somos, a cada dia, modificados pelas relações interpessoais no nosso cotidiano, e nem por isso deixamos de ser quem somos.
A mudança é um fenômeno inerente ao ser humano... E eu digo "fenômeno" porque a muitos assusta, tal como uma tempestade  que se aproxima e fazer uivar o vento lá fora...
É importante que sejamos corajosos para permitir-mo-nos a experiência de conhecer e deixar-nos conhecer por outrem, permitir-mo-nos afetar e afetar-nos... Sem a ilusória crença de que se não nos aproximarmos não sofreremos.
Como dizia algum poeta outrora, mais vale o sofrimento do que o não sentir.
Sentir é estar vivo. Seja dor, seja amor.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Devaneando a insensatez humana

Até que ponto vale a pena seguir as normas e os padrões impostos pela sociedade hipócrita em que vivemos?
Até que ponto devemos viver e agir de modo socialmente aceito, quando isso vai de encontro àquilo que acreditamos, somos e sentimos?
Até que ponto vale a pena abandonar quem somos verdadeiramente para atuarmos como pessoas agradáveis e felizes, porém vazias?
O que eu mais tenho em mim é preenchimento...
Não há sequer um único espaço que não esteja repleto de intensidade e vida. Eu sinto dentro de mim uma força que se nutre de boas relações, boas leituras e bons momentos, e é o que tenho buscado viver.
O amor que me move é puro e cheio de ternura, não é possessivo, não busca benefício, não vê maldade pelo mundo a fora. O amor que eu sinto é sincero e vive passando por transformações, tal como eu mesma, e apesar de algumas dificuldades permanece resistente, faz molhar os olhos vez ou outra por descobrir-se tão grande, ou tão imperfeito...
A verdade é que o mundo quer que nos moldemos em perfeição, mas eu sou do meu próprio jeito, cheia de defeitos, bem como o meu amor...
Há quem se renda diante da impossibilidade por medo de errar, porque o mundo lhe ensinou que não se perdoa o sofrimento de quem falhou.
Temos de ser bons e não se admite imperfeição.
Temos de sorrir e se fraquejamos somos fracos.
Mal sabe esse mundo cruel que a loucura é uma tentativa de não sucumbir a inconsistência da hipocrisia social... Mal sabe que não há indivíduo mais forte do que aquele que se permite chorar, cair e se reconstruir a partir dos próprios escombros.

Escritos de 22 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Amor...
Hoje eu sonhei que te perdia, sonhei que já não havia amor no seu olhar, ou qualquer tipo de consideração por mim. Sonhei que não te tinha mais ao meu alcance, que você não queria mais estar ao meu lado, que eu não era boa ou importante o suficiente...
Me deparei com sofrimento genuíno - doía, amor, no próprio sonho doía me dar conta de que havia perdido você, que é meu refugio sempre. Lembro que ninguém era capaz de acolher a minha dor, nem de me proporcionar um mínimo conforto, afinal, esse papel é seu desde que nos conhecemos.
O resultado disso tudo: acordei chorando como uma criança, tive medo e consciência do quão importante você é na minha vida. Quis te abraçar e não largar, quis te dizer que o meu amor é imenso e sempre será. E quis escutar você dizendo o mesmo, e que não me trocará por nada nem ninguém, que o meu sonho foi um pesadelo bobo e que jamais acontecerá... E foi o que você fez, você, como bom refugio que é - acolhedor dos meus sofrimentos e mágoas como ninguém - tranquilizou meu sofrimento com poucas palavras.
Amor, meu doce amor... Ainda bem que em 2012 trocamos olhares e números de telefone e tudo o mais, ainda bem que depois disso trocamos carinho e gentilezas, ainda bem que temos um ao outro e que apesar das dificuldades mantemos o equilíbrio.
Te amo muito, não sei mais viver sem você.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Monólogo de indignação

Tenho visto tantos discursos de ódio, tantos atos de intolerância, discriminação, desrespeito... E tento entender: o que faz o ser humano (teoricamente, o único animal racional existente), crer ser superior a outras pessoas por características físicas, afetivas, geográficas ou tantas outras?
O que os faz pensar que há superioridade ou inferioridade entre uma pessoa e outra? O que os faz acreditar tão cegamente que uma característica pode ser melhor ou pior que outra?
As pessoas são únicas... e todas são dignas!
Eu sei, há a cultura, educação... que nos ensinam desde o início de nossas vidas o que é certo e errado, o que é normal e o que não é, o que é aceitável e o que não é. E então nós, seres humanos (teoricamente, os únicos animais racionais existentes) discriminamos, desrespeitamos, assassinamos... outros seres humanos. Haja racionalidade! Haja inteligência!
De que adianta ser racional se aceitamos o que é dito e imposto sem questionar, se não fugimos da mesmice, se não buscamos nossos próprios ideais? De que adianta ser inteligente se não utilizamos nosso potencial para fazer algo diferente num mundo tão - mas tão! - cruel?
Não tenho o objetivo de criar uma lição de moral, até porque tenho plena consciência de que cada pessoa acredita naquilo que é agradável, naquilo que não lhe desafia, que não lhe tira da zona de conforto... Do seu mundo seguro e estável.
Eu tenho visto histórias de pessoas que tiveram suas vidas invadidas a ponto de perderem suas famílias, suas casas e, em casos extremos - e cada vez mais comuns!! - perderam seu próprio direito à vida... Porque tiveram a infelicidade de se deparar, ao longo de sua trajetória, com pessoas extremamente ignorantes que se julgaram melhores e acharam que tinham o direito de lhe tirar a vida...
O pior de tudo isso é que, cada vez mais, essas situações não impressionam à maioria das pessoas. Está se tornando normal, comum... Mortes, assaltos, violação dos direitos humanos... E quem não quer ver/ouvir desliga a televisão, ignora as manchetes, as notícias.
O fato é que ninguém se preocupa com nada disso até que não lhe afete diretamente. Ninguém se importa se pessoas são mortas injustamente, ninguém se importa se há pessoas vivendo em condições nulas de dignidade. Eu não digo precárias, eu digo NULAS. Porque existem pessoas passando fome... Existem pessoas sendo espancadas e excluídas por não serem iguais à maioria.
E tudo isso me indigna. E de nada vale minha indignação... De nada vale.
Somos todos filhos de uma sociedade doente e que tende ao terrorismo... Porque guerra não é bombardear um pais inimigo, guerra é não ajudar o próximo, guerra é não ensinar um filho a respeitar o próximo independente de concordar ou não com o que esse próximo seja ou prefira, guerra é manter-se em silêncio perante tamanha desumanidade...
Fazer parte da massa de pessoas intolerantes e preconceituosas não é AGIR dessa forma, é também não combater tais atitudes.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O prigilégio de tornar-me quem sou

Tenho ouvido relatos e opiniões de pessoas próximas de mim no cotidiano e tenho visto o ser humano com bons olhos – olhos limpos de pré-julgamentos e pré-conceitos... Tenho tentado me libertar de tudo o que aprisiona – a mente, o coração, o corpo  -, e considero de suma importância o processo de tornar-me quem eu sou. Acho tão digno, e não por julgar-me melhor que outrem, não! Mas por sentir na própria pele o sentimento maravilhoso que é o de dedicar a si mesmo tempo e cuidado. Todos deveriam querer e poder fazê-lo.
Nesse processo eu percebo a infinitude do ser, e me percebo mais aberta ao novo, menos rígida em relação ao resto e, absolutamente, mais leve e feliz em relação a vida!
Tenho me respeitado e agido conforme os meus próprios sentimentos, tenho sido verdadeira, e sinto uma alegria imensa, algo como uma ternura por mim mesma, que me impulsiona adiante... Até a tristeza eu consigo vivenciar com mais veracidade, mas nenhum sofrimento perdura pois eu sei que sou mais forte, e que posso superar cada dificuldade ou obstáculo, pois estou inteira, cada vez mais, e cada vez mais, serei!

Escritos de 01 de setembro de 2014


“Aquele que olha para fora sonha.
Mas o que olha para dentro, desperta.”
(Carl Jung)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Estou cada vez mais convencida de que sonhos não morrem, apenas adormecem... Anos a fio, talvez, mas um dia despertam, voltam a brilhar, e nosso coração bate naquele compasso outra vez.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Se você acha exageradas as coisas que eu escrevo pra você, é porque não viu as que eu apago." (Bruno Fontes)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pensamentos noturnos I

Há um momento na madrugada - que a cada noite se repete - em que tudo permanece em silêncio. Não há vento lá fora, nem chuva no telhado, nem a respiração ao lado, nem um ruido sequer... Apenas o silêncio que despertar os rumores de dentro - as angustias e medos guardados pela vida inteira, deixados de lado a cada dia. Silêncio que não nos permite descansar - tira o sono,
Passamos a vida tentando evitar esse momento noturno em que nada nos protege de nós mesmos, pois o perigo está em nossas mentes... Há quem se vicie em psicotrópicos, há quem dance noite adentro - noite afora - tentando enganar a si mesmo sobre a solidão que assola todos nós... E que se mostra presente em cada silêncio. Ninguém desliga o celular, a tv, a música... É o medo da solidão, de não-pertencer, de não-saber... Medo triste de quem não se encontrou no mundo, e talvez nunca se encontrará.
Quando nossos pensamentos vagam pelas ruínas da mente, poucas pessoas têm coragem de enfrentá-los - verbalizar. A maioria permanece na zona de conforto onde nada de ruim pode acontecer - inquebráveis -, não desafiam as regras, as leis, o outro, e, pior, não desafiam a si mesmos. Fecham os olhos perante o absurdo como se fosse normal... Ignoram a realidade insuportável perante olhos humanos - humanizados -, porque a maioria das pessoas não enxerga o sofrimento alheio, está demais centrada na própria dor...
E todos fogem. Poucos enfrentam, e até os que enfrentam encontram uma forma ou outra de se distraírem do que sabem... O que os diferencia é a forma como escolhem fugir.

Texto de 25/05/2014, às 22h33.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Reflexão em um dia a mais III

Que vontade de ficar em casa, fingir que esqueci... das obrigações, dos horários.
Que vontade de sair, fingir que esqueci... perder horas com algo que me faça sentir bem.
Que vontade de fugir, fingir que esqueci... que há algo aqui que me prende, e não é o que deveria.
Deveria calar ou fazer algo, não sou do tipo que gosta de reclamar, me vitimizar...
Acontece que simplesmente sei o que preciso fazer, mesmo que não goste.

Dias vazios, noites curtas.
Desejo constante: de estar com quem se gosta, de fazer qualquer coisa que fuja do comum...

A vida.
A gente cresce e deixa tanta coisa pra trás... e carrega tanta coisa que não precisaria...
Sorri sem vontade, por educação, respeito... mas sorrir não seria desrespeitar a própria dor, o próprio sofrimento? Ou é uma forma de encarar os obstáculos da vida?
Na minha mesa de trabalho tem uma mensagem... "não torne a vida mais difícil do que ela precisa ser", fui eu mesma que a coloquei lá, dias atrás, em dias melhores. O hoje vai passar, como cada dia, e talvez essa angustia passe também.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Reflexão em um dia a mais II

Me sinto como se a vida acontecesse lá fora...
E o tempo aqui dentro fosse eterno. In-ter-mi-ná-vel.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Insanidade é não fugir às regras...

Reflexão em um dia a mais

Grande espírito tem aqueles que se permitem a loucura... Pois, na sanidade, até o próprio desespero parece bobagem, desnecessário. Como gente que não se permite sentir, gente que não se permite chorar... Desesperar.
Eu li há alguns dias em um livro que o amor e a loucura são inseparáveis, e há mesmo de ser, afinal, não imagino explicação que justifique a devoção que se tem por quem se ama, apesar das imperfeições, apesar das divergências. Eu digo, do amor, que não o compreendo, mas o sinto com cada célula do meu corpo, e me desespero apenas com o pensamento de uma vaga chance de não tê-lo mais.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Eu me despeço

Eu me despeço daquilo que me faz mal, de quem sorri falsamente e ao mesmo tempo pensa mal de mim. Eu me despeço e digo: vou tarde! Deveria ter ido antes, muito tempo atrás, antes de aprender com a experiência que tem gente no mundo que não quer o bem de outrem, que se aproxima por interesse, se aproveita, e não vai embora sem antes abrir feridas que demoram a curar. Eu me despeço com um sorriso: há despedidas que devemos comemorar! Há distâncias que devemos preservar!


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sobre ser mãe

"Ensinar para uma pessoa o que é o mundo não é função fácil de se executar
Uma mãe mostrará ao seu filho o que é ser... ele mesmo
e ele vai aprender a ser conforme ela o ensina.
O olhar da mãe é que molda o filho, e o seu amor o guiará vida afora.

Não há função mais completa...
E por isso, como Carlos Drummond de Andrade, eu digo:
as mães deveriam ser eternas
porque eterno e infinito é o seu amor
e belíssima é a sua dedicação.

Por isso muito me emociona te ver assim
com um coração a mais batendo em outro corpo
e esse coração também bate em mim."


Hoje, 25/04/2014, aniversário da minha princesa e amada irmã, numa aula que não tinha nada a ver com isso, escrevi esse poema sobre ser mãe...
Eu o dedico a minha mãe, por tudo o que ela fez e significa pra mim, e a minha irmã de coração, Nany, que me honrou ao confiar-me ao cargo de segunda mãe de sua (nossa) linda filhinha!

À minha mãe, admiração e amor sem tamanho...
À minha irmã de coração, especialmente no último parágrafo, um sentimento que se intensifica nesses últimos dias...
Às quatro, meu amor sincero.

Obrigada.

terça-feira, 15 de abril de 2014



"Talvez não haja outra
saída para as loucuras humanas, a não ser olhar
o outro com mais respeito."

(Lya Luft)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Perdi as 
contas
de quantas
vezes olhei
para você
e me vi 
transbordando
em seus 
olhos.

Pâmela Filipini

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quando se é

Inquestionavelmente, se não seguirmos em frente, a vida nos ultrapassa.
Na dor e na alegria, a vida nos impulsiona adiante, e estagnar é ilusão: um ser que se transforma constantemente não pode permanecer inerte, não pode viver sob mentiras. Um ser que se transforma busca o seu melhor, indubitavelmente... Mesmo que se perca ou erre o caminho, mesmo que viva sob uma camada de magoa e frustração.
São poucas as pessoas que se conhecem profunda e verdadeiramente. Às vezes, o que a gente pensa que é, não é, e às vezes, o que a gente pensa que gosta, nos é indiferente. Existências superficiais... Afogadas nos conceitos pobres de normalidade. Quem poderá julgar um ser que, por ser exatamente o que se é, desagrada um ou outro?
Não há saída... Se você se encontra e se conhece, seja através de corridas matinais diárias, seja através do manejo de um instrumento musical ou de terapia, seja como for... Quando se sabe o que se é, agradando ou não, uma hora outra outra, a plenitude se alcança.


"Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens."
Livro das Evidências

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O amanhecer
ensolarado
e tantas coisas a fazer
e momentos a viver

É melhor acordar cedo
do que perder
o espetáculo do sol
o espetáculo do céu









poema de 15/01/2014

Você não é melhor do que ninguém (por Igor Natusch)

"Você não é melhor do que ninguém por ler determinados livros. Você não é melhor do que ninguém por ser vegetariano ou vegano. Você não é melhor do que ninguém por entender de economia, política ou estatística ou qualquer outra coisa do tipo. Você não é melhor do que ninguém por gostar de um determinado tipo de música. Você não é melhor do que ninguém por acompanhar o noticiário. Você não é melhor do que ninguém por fazer yoga ou pilates ou academia ou qualquer coisa remotamente semelhante. Você não é melhor do que ninguém por andar de bicicleta, de ônibus, carro ou a pé. Você não é melhor do que ninguém por praticar amor livre ou ser monogâmico fiel ou por ser virgem. Você não é melhor do que ninguém por ter algum talento artístico. Você não é melhor do que ninguém por respeitar ou descumprir leis. Você não é melhor do que ninguém por sair no sábado à noite ou ficar em casa. Você não é melhor do que ninguém por ficar na internet 10 minutos ou o dia todo. Você não é melhor do que ninguém por ter inúmeros projetos ou por apenas querer ficar em casa sem fazer nada. Você não é melhor do que ninguém por não ser preguiçoso. Você não é melhor do que ninguém por amar os animais. Você não é melhor do que ninguém por ser de esquerda ou de direita ou centro ou não ligar para política. Você não é melhor do que ninguém por falar várias línguas. Você não é melhor do que ninguém por fumar maconha ou por nunca beber uma gota de álcool. Você não é melhor do que ninguém por ter viajado o mundo ou ter ficado a vida inteira no mesmo lugar. Você não é melhor do que ninguém por ter um diploma. Você não é melhor do que ninguém por ter dinheiro ou por viver com pouco. Você não é melhor do que ninguém por ter nascido no RS ou em qualquer outro lugar do Brasil ou do universo. Você não é melhor do que ninguém por ter um ótimo emprego ou por tolerar um emprego ruim ou por viver sem trabalhar. Você não é melhor do que ninguém por sustentar uma família. Você não é melhor do que ninguém por nunca ter cometido um crime. Você não é melhor do que ninguém por sentir-se atraído por homens, mulheres ou ambos. Você não é melhor do que ninguém por tolerar diferenças. Você não é melhor do que ninguém por ser paciente, ponderado ou saber ouvir. Você não é melhor do que ninguém por dizer o que você diz, vestir o que você veste, amar quem você ama ou pensar o que você pensa. Você não é melhor do que ninguém. Você não é pior do que ninguém. E você não precisa ser melhor do que ninguém. Você precisa ser melhor."

Igor Natusch