quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O tempo passa, incontrolável.
E que faremos quando tivermos a sensação de que tudo passou tão rápido que mal tivemos tempo de viver?
Que faremos? Pois não poderemos voltar... Reviver...
Os dias nascem um de cada vez... E cada minuto pode ser o último de nossas vidas.
E todas as noites florescem estrelas no céu... Ninguém as observa.

Eu não quero perder tempo com o que não me interessa, com o que não me faz feliz.
O mundo nos condiciona... Nos impõe que façamos isso e aquilo... Mas ele não sabe, não entende o que se passa no universo particular de cada um, cada necessidade singular que cada pessoa tem...
E eu tenho. E como tenho.

Se eu quero paz, por que não abandono o que me atormenta para buscá-la?
Por que o mundo impõe padrões que desagradam a maioria?
Por que os seguimos?

Eterno questionar...
Por quê? Por quê? Por quê?
Já há pouco tempo pra pensar...

domingo, 11 de agosto de 2013

Pelo direito de cada um de ser o que é

Pra me julgar você precisa vestir a minha pele, caminhar a minha história, rir meu riso, chorar meu pranto, sofrer minha dor... Pra me julgar você precisa sentir o que eu sinto, entender os meus motivos, aceitar a pessoa que eu sou do jeito que eu aceito. Pra me julgar você precisa de mais do que simplesmente "me conhecer" por algum tempo, precisa de mais do que saber meu nome e ter escutado minha voz algumas vezes... 
Você não pode enxergar através dos meus olhos, pra ver o mundo como eu vejo.
Você não pode sentir o vento através da minha pele.
Você não pode se emocionar com o que me emociona, porque você não sente o que eu sinto.
Você não pode relembrar os meus momentos, minhas dores, minhas alegrias, por que não os viveu. Sendo assim, não pode julgar-me pelo que eu fiz ou deixei de fazer, mas se tiver o bom senso de entender isso e respeitar, eu agradeço.


"Pelo direito de cada um de ser o que é, sem temer
o arrogante olhar alheio, de quem não vive a
própria vida plenamente e por isso, se sente
no direito de julgar quem o faz."

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Força interna

Quanto dura a eternidade do que é presente?
Até onde vai a dor da ferida que não se pode curar?
Há a saudade que maltrata e o medo do futuro que não se pode mudar.
Irremediável.
É irremediável tudo aquilo que não se pode acalmar... e tudo o que não se pode sanar.
Há desejos irremediáveis.
Há desfechos irremediáveis.
E sobre tudo o que é irremediável, eu digo: vá. Ou siga em frente ou descubra motivos para ficar. Mas não fique em vão, muitas vezes (ou sempre) é preciso continuar. Por mais que a alma grite, por mais que o sentimento não nos permita falar, sorrir... Há uma força interna que impulsiona cada pessoa ao crescimento, e cabe somente a cada pessoa encontrá-la. Porque há coisas, meus caros, que ninguém pode fazer por nós.

terça-feira, 25 de junho de 2013

É só saber da proximidade da despedida que o meu coração se enche de vazio...
Amor, o que é esse espaço que você ocupa quando você não está?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Cinco meses sem aparecer por aqui...
Cinco meses repletos dos melhores dias da minha vida.
E eu, que tanta saudade já senti, hoje, não sinto falta de nada.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Sobre o passado e o presente

Eu tenho um costume inconveniente de pensar muito nas coisas e pessoas do passado, e devo admitir que nem tudo eu soube deixar pra trás. E ainda não sei, mas afinal, ainda há tanto tempo para tentar e tentar. Uma hora dá certo, uma hora eu aprendo. Sinto saudade. Sinto uma falta imensa de tudo o que eu já vivi. Há um ano vi a minha vida ser devastada como por um furacão, vi tudo o que eu amava sendo arrancado de mim de uma forma cruel e muito, muito dolorosa. Eu sofri e quase superei. Quase. E nesse quase cabe um espaço imenso não preenchido, um espaço vazio que eu chamo de saudade, de algo que não teve fim, que não acabou como deveria. Inacabado. E inacabados ficaram os meus dias, desde o dia 23 de janeiro de 2012, em que eu parti deixando pra trás tudo o que jamais acreditei ser capaz de deixar. Ficou lá. Continua comigo, mas não de corpo presente. É mais como uma ferida que lateja nas noites solitárias, nas tardes vazias e nas manhãs em que nada parece acontecer. Nesse hiato eu me preencho e vivo como se nada pudesse me parar, como se nada pudesse me ferir ou me desequilibrar. Tenho esse semblante de quem sorri por tudo, por nada. Eu dou risada e canto, eu danço, eu saio. E quando eu pauso sinto uma falta que parece ter coração próprio, e desestabiliza os batimentos do meu. Me confunde, me assusta. E eu não a quero mais. Então eu jogo fora, descarto e me preencho. E esse semblante de quem sorri por tudo e por nada se mostra mais forte do que nunca. Como se nada pudesse me parar, me ferir ou desequilibrar. E lá vem a intensidade me dilacerar outra vez... Essa tendência a ser dominada facilmente pelos sentimentos me destrói cada vez um pouco mais, e cada vez dói somando todo o resto em uma pancada só. Não tem sido fácil, mas há de passar. O que não há de passar?
Passa o que é ruim, passa o que é bom... Passa, passa...
Passou um ano. Doze meses. Quarenta e oito semanas. E nesse tempo eu tive diversas oportunidades. Oportunidade de sorrir, de recomeçar. Oportunidade de jogar tudo pro alto e agir impulsivamente. Oportunidade de me importar com o que interessa e com o que não interessa. O mérito pelo que eu vivi é, principalmente, meu. O mérito pelo que aprendi é meu. O que eu sofri é meu. E eu escolhi seguir em frente, meio sem jeito, meio sem saber como, meio perdida na minha confusão, mas sigo, todos os dias, um dia de cada vez. Talvez mais tarde eu descubra que teria sido melhor se tivesse sido diferente, mas é assim que é, e isso me satisfaz.
Hoje eu queria estar em outro lugar, amanhã, não sei. O que se sabe dessa vida, que nos surpreende a cada esquina? Se eu fechasse os olhos agora e acordasse uma semana atrás, seria mais feliz do que um ano atrás, naquele amor que tanto me importou, tanto machucou; seria mais feliz que agora. Mas o agora é o que eu tenho, e também há de passar.