segunda-feira, 9 de abril de 2012

Se há, em ti, um mistério que me fere desvendar, qual é o sentido em persistir numa dor tão certa quanto amar?

domingo, 1 de abril de 2012

Que falar sobre o amor que eu tenho e sou?

Que falar sobre ti, amor, que hoje viria me ver, que me amava tanto e em tão pouco tempo encontrou alguém para pôr em meu lugar... Que falar sobre ti, que ainda me visita em sonhos e que ainda é em quem eu penso quando ouço qualquer música que fale sobre amor ou saudade... Que falar sobre ti, que invade meus pensamentos de tão em tão pouco tempo?
Que falar, amor?
Que sinto sua falta como se tivessem tirado uma parte de mim? Que morro de vontade de te ligar só pra ouvir sua voz rouca e sonolenta? Que eu poderia escrever um livro descrevendo cada traço do seu rosto? Que me lembro tão perfeitamente do seu jeito de me olhar que às vezes choro as lágrimas que outrora foram suas?
Que fazer, meu bem, desse amor que é o que me mata e o que me faz viver, que é minha doença e minha cura? Mesmo depois de todo esse tempo sem notícias suas eu não esqueci nada, eu sei quais escolhas você faria, com o se eu seguisse seus passos. Eu conheço suas manias, seus defeitos. Lembro-me de cada pequeno momento e me pergunto todos os dias se você ainda pensa em mim. Penso em você sempre que me deparo com algo que você gostaria de ver ou ouvir... Estou num lugar distante que não tem nada de você, mas te trago comigo como se ainda estivéssemos juntos...
Guardo suas cartas, nunca fui capaz de desfazer-me delas, nem ao menos cheguei a querer fazê-lo... Mas não as vejo, não as toco e nem sinto o perfume da camisa que você deixou comigo... É mais do que eu posso suportar, sabe? Ter esses vestígios, pedaços de você tão perto, e você tão longe... Eu sinto falta de você, mas constantemente digo a mim mesma que passa... Tem que passar.
Fecho os olhos e sua imagem surge automaticamente em meus pensamentos. Eu daria tanto para te ter mais uma vez...