segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Esquizofrenia de amar.

"As pessoas são livres pra colocarem as suas malas nas costas e irem embora quando bem entenderem. Claro que dói, claro que faz falta, mas o tempo trata de recompor (porque substituir não dá) a vida da gente. Aquele papo de taquicardia amorosa, sabe? Mas sempre fui um esquizofrênico no amor." (Cadu Moraes)

Sabe o que mais me dói entre todas as dores? O desamparo, as palavras amargas direcionadas a mim, que já sinto meu coração estraçalhado, destruído em mil pedaços. Eu já tive várias pessoas, e todas elas de alguma forma foram especiais para mim, e entre todos esses corpos que eu toquei, nenhum fez comigo o que você, há centenas de quilômetros fez. "Fez", assim, no passado, porque agora não há ninguém que tenta me consolar, me curar. Estão todos presos dentro de seus próprios castelos de horror e dor.
Meus últimos dias foram lutas intermináveis, e cada sorriso sincero foi uma vitória - sim, houveram sorrisos sinceros, não sou assim, tão triste -, mas cada olhar perdido foi um punhal em minh'alma que vaga, sozinha, por ruas escuras e abandonadas. Já não me sinto vazia, estou preenchida por uma confusão tão grande e um querer-não-querer que tem me matado cada vez mais, pois a cada noite eu me deito esgotada, dando o máximo de mim para não pensar em você, para não ferir ainda mais minha dor já cansada, que não supera o amor, amor que chamei de maldito mas que nunca deixei de querer bem.
Agora já não sei. Preciso de algo que garanta que se eu fechar os olhos e apostar tudo nessa loucura, ao abri-los, não haverão lágrimas transbordando, lágrimas estas que já perderam o gosto de tanto chorar. Preciso de algo que me diga que dessa vez eu não amarei sozinha, que não haverá vazio ou distância que nos faça recuar.
Mas eu sei que é pedir demais. Pedir um pouco de coragem, pedir que amar não seja só sofrer, que não seja só buscar, que seja enfrentar, nem que seja com a força que não se tem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"E teve um arrepio. Foi nesse arrepio que soube." (Caio Fernando Abreu)


Há pouco minutos atrás me vi encurralada por meus próprios sentimentos, sentada no chão do banheiro, lamentando com cada célula do meu corpo o fato de não poder tê-lo comigo e, ao contrário da criança que fui, não chorei, e isso machuca muito mais, significa que já chorei muito, ou que pressinto algo mais profundo, mais intenso. Mas se for pra sofrer, que seja por amor, por esse maldito amor que não sai dos meus pensamentos um só minuto nas últimas semanas, por esse amor que eu ainda não soube admitir, mas que soube me devastar. É isso. Eu estou devastada, destruída, machucada, e não quero que mintam que se importam, não quero falsas promessas, quero - pelo menos uma vez - algo que seja verdadeiro, algo que valha a pena, que não se apague depois de alguns meses, que não se esqueça por mera ausência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

I'm yours

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
(Mário Quintana)

Me basta fechar os olhos para encontrar-me com o teu rosto, que está tão perto do meu. Já sei os contornos exatos do teu corpo, teus traços certos, a cor dos teus olhos. Conheço o perfume da tua pele e tua risada divertida. Sei de cor cada palavra e ainda assim você me surpreende e eu lhe dou meu mais verdadeiro sorriso. Tenho o encaixe dos teus dedos, da tua boca, do teu abraço. Lembro-me daquela noite em que lhe vi, em que pensei "eu poderia facilmente me apaixonar por você", senti que se nossos olhares se encontrassem talvez resolvessem, por si, o que deveria ser feito, que algumas coisas não podem esperar, precisam existir. Eu sempre estive completamente perdida, e então você surgiu.
As coisas não serão fáceis, eu sei, mas agora eu tenho você.