segunda-feira, 27 de junho de 2011

O segredo da felicidade

O texto a seguir é uma redação cujo tema é "O que há de errado com a felicidade?" que fiz hoje, numa avaliação de Língua Portuguesa. Espero que gostem. :*

Busca-se a felicidade em cada aparelho tecnológico recém-lançado no mercado consumidor, enquanto esta está onde poucas pessoas pensam em procurá-la. A felicidade não é algo palpável, mas nos proporciona uma sensação indescritível, não pode ser encontrada em objetos caros da atualidade, no entanto, ao abrirmos os olhos para ver o nascer-do-sol, podemos senti-la. Esse sentimento nomeado "felicidade" é muito mais simples do que se imagina, é muito mais barato do que se estima e pode até mesmo não custar nada.
Todo ser humano tem a capacidade de ser feliz, basta-nos saber identificar o que é alegria e o que é ilusão momentânea. A euforia de receber um aumento salarial é passageira, pois sabemos que dali a alguns meses aquela quantia não mais será suficiente, até o homem mais rico e bem sucedido sentir-se-a infeliz, a felicidade não é algo que esteja a venda, não é algo que o dinheiro possa pagar. Seremos eternos insatisfeitos se insistirmos na ilusão de que a felicidade está nos bens materiais, ela vai muito além do que conseguimos planejar, a felicidade nos surpreende com situações improváveis e acontecimentos inesperados. Há quem sinta-se verdadeiramente feliz lecionando para crianças e adolescentes, há quem prefira dirigir ou correr numa maratona, há quem se contente em ler um livro ou tocar algum instrumento musical, sentir as notas ganhando vida a partir do nada. Há quem encontre a alegria no sorriso sincero de uma criança ou no abraço de alguém que por algum tempo esteve distante.
Há quem não se cansa de procurá-la, e a estes eu digo: aquieta-te, que um dia ela te encontra.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Procura-se...

Procura-se: um sorriso sincero, um olhar brilhante - talvez até apaixonado -, uma mão que acalme, que saiba ser firme e leve, forte e carinhosa. Procura-se alguém que valorize os pequenos gestos, que ame os detalhes. Alguém com a capacidade de desvendar mistérios, que compreenda a intensidade de sentir extremos, do nada ao amor imenso, a dor como único sentimento. Procura-se alguém que esteja perto mesmo quando distante, e que jamais vá para longe. Procura-se alguém de andar discreto, que tenha o abraço certo e as palavras que preciso escutar. Alguém que compreenda meu silêncio de objeto, que na noite faz-se ainda mais quieto, e mesmo assim aceita os poucos gestos que me permito não conter.
Procura-se alguém e não sei ao certo quem, sei que preciso encontrar. Preciso de sua voz desconhecida, mas que ao ouvir, eu reconheceria, como se de outras vidas já a tivesse em minha memória. Minha memória que está cheia de não-fatos, de lembranças inventadas e sonhos confusos que não consigo organizar.
Procura-se...
Não importa onde ou quando, mas procura-se alguém para amar, e que esse amor seja a conjugação do indefinido, do infinito, do que não se pode enganar, não se pode ignorar. Um amar que seja leve e livre, que nos permita respirar e sentir falta um do outro, mas que no momento certo nos inflame o coração, que torna-se um só. Um coração tão grande que não se possa controlar, que abrigue um amor tão grande que não possamos nos deixar.
Não peço o "para sempre", apenas busco algo que seja verdadeiro "por enquanto".

sábado, 4 de junho de 2011

Now I'm alone... And you too.

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina."
(Charles Chaplin)

Você diz que não, mas só eu te buscava na sua casa e te levava de volta depois, não importava a hora, só pelo seu pânico bobo de estar sozinha e desprotegida. Sabe, eu jamais deixaria qualquer coisa ruim te acontecer, nada te machucaria enquanto eu estivesse por perto. E você faria (e fazia) o mesmo por mim. Era eu quem te cuidava nos seus dias amargos de solidão, te vi dormir e acordar inúmeras vezes, ora com lágrimas nos olhos, ora com um sorriso lindo nos lábios. Lágrimas que também me machucaram e sorrisos que ainda me afetam. Eu te pegava nos braços e tinha tanta certeza de que seria para sempre que me dói lembrar tudo o que aconteceu, tudo o que se perdeu.
Não culpo você e não culpo a mim. Talvez nosso tempo tenha simplesmente acabado, mas durou o suficiente para ser inesquecível, como já disse algum poeta, o qual não me recordo o nome... Não sei ao certo o que aconteceu, realmente não posso explicar, nossos mundos se distanciaram cada vez mais. Você não se lembra, mas o último dia em que nos vimos eu te deixei dormindo como uma criança pequena e indefesa, que foi obrigada a crescer rápido demais, da forma mais cruel. Mas você sempre foi meu anjo caído, e eu não vou negar a falta absurda que sinto de te ter ao meu lado. Não vou negar que te odiei por alguns dias, por suas atitudes, só para admitir mais tarde que te amo tanto, que não suporto o fato de te perder assim, por nada. Porque nada aconteceu, apenas se perdeu... Se perdeu o amor, o carinho, a admiração. Se perdeu o respeito, a razão...
Agora eu tenho meu coração sem direção, voando só por voar, sem saber onde chegar, sonhando em te encontrar... Como na música que você um dia disse ser nossa, e talvez ela seja nossa mesmo... Por isso que agora perdi os sonhos dentro de mim, talvez por isso vivo na escuridão. Tanto faz. Você não se comoverá com minha dor e não me iludo com tal tolice.
Eu sei que acabou, por mais que doa. Sei que não tem volta... E aceito, aceito... Peço a Deus que te proteja pois você já não me permite tal proximidade. Peço que te impeça de continuar com essa auto-destruição ridícula que você chama de "viver", peço que te guie, abra seus olhos... E que te traga, um dia, de volta para mim.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Something inside.

Eu estou tentando, estou tentando mais uma vez e já não suporto falhar.
Algo está simplesmente errado, completamente errado. E me dói não poder consertá-lo. Preciso escrever, urgentemente, as palavras estão todas contidas em mim e não querem abandonar-me. Estão presas em meu interior, nas paredes de minh'alma, como estrelas num céu negro - estrelas que não vão chover. Ficarão sempre lá, protegidas da vida, imortalizadas pelo seu próprio brilho que não recebe metade da atenção que merece. Como a Lua, sozinha.
Essa é apenas mais uma tentativa que me fere a cada erro, a cada fracasso. É um pedido de desculpas - pela ausência, pelo vazio presente nas poucas palavras aqui deixadas. Talvez eu deva desculpar-me por tentar incansavelmente, por forçar sentimentos traduzidos onde não há nada de bonito ou memorável. Mas eu preciso tentar. Desistir seria permitir o fim, deixar isso partir.
Perdoem-me pela brutalidade de não conseguir, pela agonia que tem se fundido a mim nos últimos dias, semanas. Perdoem-me pelas palavras que sempre prometi e que não consigo cumprir.
Eu estou tentando, estou tentando e preciso que dê certo, custe o que custar.
Aceito um amor que me faça sofrer e desabar em palavras, aceito o peso do mundo sobre meus ombros, aceito a dor de um sobrevivente de guerra, aceito o que me for imposto. Mas quero a escrita de volta.

"A palavra é o meu domínio sobre o mundo."
E onde está?