quarta-feira, 11 de maio de 2011

"Ele não era um menino comum, isso eu soube desde que o vi...

...Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio."

Se minhas palavras não são, para você, hipocrisia de uma mente hiperativa, descreva isso - que você e diz sentir, como se fosse parte de si. Sinta a minha angustia, minha dor. Sinta o meu assombro, sinta o que me destrói. Sou alma demais para um só corpo. Estou apenas desesperada, em busca da parte de mim que se perdeu, se foi e não disse se voltará.
Eu estou implorando por um abrigo, um lugar pra ficar. E eu quero tanto lhe sentir, lhe sentir como se fôssemos apenas um. Preciso de alguém que me guie no escuro, que me proteja das sombras e dos becos de mim. Preciso de alguém que não vá me abandonar, alguém que me entenda - e sinta. E se você sente, então esse alguém é você e ninguém mais. Apenas você, na intensidade de um olhar que me paralise, na naturalidade de um beijo que me apaixone. Procurarei os poucos sonhos que me restaram, os guardarei comigo e fujirei rumo ao amor prestes a existir. Partirei em direção ao desconhecido. Porque o que eu preciso é muito mais do que uma simples presença. Você compreende o que é, para mim, vital?
Partirei ao amanhecer e quando o pôr-do-sol chegar lhe encontrarei. Então faça o que quiser de mim, a minha única exigência é que no final de tudo me permita descansar sob o seu abraço - onde for, quando for, não importa. Apenas deixe, e não me deixe.

domingo, 8 de maio de 2011

Reflexões d'uma madrugada insone.

"You're only the best I ever had."

Sua imagem cativou-me a distância, como se fosse possível, um dia, tocar-lhe... Mas não é, absolutamente. Só sei querer o impossível, o alcançável parece-me tão pequeno e irrelevante, quero mesmo o que jamais poderei ter. Há meses não tenho me permitido sonhar, possibilidades muito aceitáveis não me atraem. Quero o que machuca, o que fere, faz sentir e pulsar. Suas palavras - minhas velhas conhecidas - não foram suficientes para prender o meu olhar, não como o seu sorriso e os seus gestos - que jamais terei.
"Platônico" talvez seja a palavra apropriada, mas esse é só o começo e quem sabe se lembrarei da sua risada ao amanhecer? Hesito ao fechar os olhos - não quero esquecer - no entanto, não é algo que eu possa escolher, sou vítima de mim também. Tão absurdo, mas eu passaria a noite em claro para observar-lhe. Você se foi e já é tarde para algo mais.
Se a distância permitisse, guiaria suas mãos até minha cintura enquanto envolveria-o em um abraço que tornaria tudo mais verdadeiro - e real. Se a distância permitisse tomaria os teus lábios em minha boca, calaria a tua voz em um sussurro. Sua pele mesclar-se-ia à minha, e a noite transformaria-se em doces lembranças e mais tarde a saudade surgiria, como que por obrigação - só para lembrar-me de que já não o tenho, de que nunca o tive.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Breve reflexão de Cazuza, carta Dani.

"Escrevo numa tarde cinzenta e fria, trabalho pra espantar a solidão e meus pensamentos..."

Sábio Cazuza, que deixou-se morrer apenas depois de viver. Que compôs, cantou e viveu sob os olhares emocionados de quem não teve coragem de fazer o mesmo. Nasceu e morreu antes de eu existir, e isso não me dói de maneira alguma, só estou soltando palavras que estão há semanas perdidas em meus pensamentos. Eu pre-ci-so escrever, e nada parece bom o suficiente.
Vivi momentos que descompassaram meu coração e mesmo assim palavra alguma quis abandonar-me, pois a partir do momento em que escrevo, expulso de minh'alma tudo o que antes me habitou, fica só a saudade do que senti e passou. Palavras são traiçoeiras - apesar de serem leais, machucam apesar de salvarem.
Palavras fogem e não dão explicação alguma, voltam ou não; em tarde frias ou noites estreladas. Que as palavras sempre voltem.