terça-feira, 26 de abril de 2011

Um de meus raros poemas..

Hoje fiz um poema dadaísta na aula de Literatura, gostei do resultado e resolvi compartilhar com vocês.
Principais características do Dadaísmo:
Oposição a qualquer tipo de equilíbrio, combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, ceticismo absoluto e improvisação. Enfatiza o ilógico e o absurdo.
Como fazê-lo:
Pegue um jornal/revista e recorte palavras aleatórias que digam algo sobre você. Coloque-as em um envelope e lacre-o. Embaralhe as palavras e pegue uma por uma, sem olhá-las, e escreva-as num papel na ordem em que as pescou. O poema se parecerá com você.

O meu poema:

Escrever...
histórias;
uma peça de teatro;
uma mensagem na garrafa;
o livro dos recordes.
Minha vida...
porque bem-me-quer
um fantasma.
Limites...
Por que não?
Da noite para o dia.
Escrever...
dia e noite;
voar com a alma.
Revolucione! Seja!
Consequência... Simplesmente o destino.
Música. Ser essência.
Aprender, correr riscos.
Memória e destruição.
Ler...
Sem forças, machuca.
Arrisco.
Transformar crises...
Sumir? Gritar? Refletir...

sábado, 16 de abril de 2011

Just tonight.

"Eu não quero ficar sozinha essa noite."

Eu não quero o vazio de ter apenas a minha companhia, me sinto assim, tão pequena, frágil e indefesa. Não quero ficar sozinha essa noite, por mais que me doa precisar de outros corpos que não tenho, por mais que me doa o amor que eu quero e não sinto. Por mais que me doa ter de implorar por ajuda, eu não quero ficar sozinha essa noite, e não quero nenhuma vez mais, quero um corpo quente e amável que me abrace no escuro e que não deixe que eu sinta medo, esse medo que sempre senti, que me espreita todo o dia e na noite me envolve com seus braços frios. Quero apenas algo doce, para enfeitar a vida com cores e sabores que não irão me questionar ou criticar, que não me culparão por errar e errar e errar. Porque erro. Com toda a essência do meu ser: erro. E acho graça na possibilidade de acertar, talvez conseguir o que eu quero seja muito mais simples do que eu imaginei, mas ignoro o que torna tudo mais fácil. Eu gosto do complicado, do que machuca, do que aflige.
Então não me venha com soluções simples - o sofrimento faz de toda história algo mais emocionante de se viver, e chorar por noites inteiras não é algo que eu vá fazer, a minha dor eu vivo em silêncio, e poucas pessoas saberão ouvi-la, conheço duas ou três e elas estão tão distantes e perto de mim. Mas não me encontrarão se eu não permitir, não me salvarão se eu não consentir, estarão assim, ao meu alcance quando eu puder sentir de novo aquilo que eu chamo de falta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fragmentos de dias mal vividos.

"Tenho estado ausente de mim e também de você. Espero que não me culpe, mas as muitas vezes em que fugi de você, foi pra dentro de mim que eu corri, e pra mim não é fácil admitir a covardia, ainda mais por julgar-me tão corajosa, mas não sou, de forma alguma sou. Sou a pessoa mais incerta que conheço, preencho-me de anonimatos e reflexões, não sou ao certo um ser completo e estou mais desesperada do que aparento estar."
Escrito em 31 de março de 2011.

"Para onde foram as palavras que em alimentam? Fugiram na noite de verão e hoje tremem de frio em algum lugar. O outono chegou, e com ele veio a névoa das manhãs. Me pergunto às vezes se esse frio de fora corresponde ao frio de dentro e não sei, tenho medo da verdade. Talvez eu precise apenas de novas distrações - algo que atraia os olhos e o coração."
Escrito em 01 de abril de 2011.


Perdoem-me a ausência. Sinto falta de vocês.