sábado, 22 de janeiro de 2011

Comigo mesma.

"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos." Caio Fernando Abreu.


Sento-me à porta, o calor do dia toca minha pele. Nada como o verão, mas sinto falta de outras estações, talvez não tão vivas e brilhantes quanto essa, mas encantadoras de formas distintas. Sou uma contradição, gosto de opostos. Branco. Preto. Verão. Inverno. Noite. Dia. Tanto faz, eu adoro. Adoro a vida - mesmo quando dolorosa - e não temo a morte. Não a minha.
Às vezes fico repleta de sonhos e sensações. Às vezes não sinto nada, e isso também machuca, talvez não como a dor do não-amor ou da perda, mas como uma dor que implora por motivos, razões. Mas nada acontece, e essa dor desnecessária é que me preenche nas horas vagas, e nela até sorrio... Não sou triste como pareço, embora não saiba quem e o que sou, sei o que não sou. E não sou triste. Apenas tenho um curioso afeto pelo que machuca, ah, as pessoas detestam tanto o que fere, que sinto piedade, e poderia pô-los em meu colo para protegê-los de tantas palavras más a seu respeito. Palavras machucam, trazem lágrimas até aos olhos mais alegres e brilhantes.
Tenho os olhos de quem sonha, de quem quer. E acho que essa seja uma boa definição para mim, tão simples e clara. Alguém que sonha. Alguém que quer.
Mas isso não descreve exatamente minha essência, pois sou também alguém que sente. E sendo assim, choro, rio, sor-rio, também me calo, observo e falo sem parar. Me desespero, sinto medo, tédio. Fujo para dentro de mim, caio em meus abismos, pulo de precipícios. É isso que sou. Isso e um pouco mais, porém não sei, às vezes todas minhas certezas tornam-se pó e não é nada fácil reconstruí-las.
Gosto de imobilidade, tenho medo de escuro, sou perfeccionista, detalhista e dezenas de outros adjetivos que podem ser bons e ruins - ao mesmo tempo.
Agora, o vento balança as folhas dessa árvores que é uma memória viva de minha infância. Eu adoro o vento, adoro a sensação de leveza que ele me traz - ou do peso que às vezes carrego. Adoro o vai e vem da rede e odeio o vai e vem do amor. Amo e não amo, amo e não amo, e isso também machuca.
Tenho essa mania de ir e vir, mas também sou definitiva: ou permaneço ou digo adeus. Dói dizer adeus, principalmente quando existe esperança. Dói viver, dói morrer - por dentro. Dói chorar escondido, no escuro, em um canto. O que vale a pena dói, o que não vale também. Vez ou outra sou tão dolorosa, tão dolorida, que chego a sorrir, e acolho a dor, porque ninguém mais a quer. E rejeição dói muito mais.

Acaso?

Não acredito no acaso, portanto, não digo que foi por acaso, mas exatamente hoje encontrei um presente no blog da Thaís, o Remember. Primeiramente quero agradecer a essa garota tão talentosa, de palavras exatas, certeiras, que agradam os olhos e alma, muito obrigada. E o possível "acaso" seria porque hoje é meu aniversário, 17 aninhos, quem diria, sou quase uma adulta! Haha. Mas, bem, vamos às regras.

1. Falar dez coisas sobre mim.
2. Indicar dez blogs ao selo.
3. Avisar os blogs que receberem o selo.


Dez coisas sobre mim:
Adoro surpreender. Quando era mais nova, viajava e relatava tu-do em um caderninho que eu mesma decorava. Já participei de um show de calouros (não sei porque estou contando esse triste fato a vocês). Eu sempre tenho papéis à mão, caso tenha um momento de inspiração. Tenho medo de ficar sozinha em casa. Moro numa cidade que não tem quinze mil habitantes (lamentem por mim). Tenho ciúmes estranhos. Sou com-ple-ta-men-te apaixonada por Caio Fernando Abreu. Quero (e vou) estudar em alguma faculdade federal. Jamais me descreverei exatamente como sou.

Os blogs que eu indico são:

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Yesterday.

Balançava-se na rede, um livro negro nas mãos. A chuva caia, fria, o vento tocava sua pele e esta se arrepiava instintivamente. "Um chá, talvez", pensou, mas o que se via à distância não permitia-me ouvir seus pensamentos ou simplesmente fitar seus olhos, pois estes estavam perdidos entre folhas e linhas e palavras de segredos alheios, mas o chá à aqueceria, eu sei, acalmaria seu coração sempre descontrolado, confortaria a dor inesgotável. Era por isso que o fazia, fervia a água, despejava-a em sua caneca cheia de mosaicos - presente de seu amado irmão - com dois sachês de chá, deixava-os lá por vinte minutos, adoçava - pois o amargo da vida não lhe era suportável. O aroma despertava-lhe os pensamentos. Cessava a leitura, envolvia a caneca com ambas as mãos - para aquecê-las -, olhava o céu, escutava a chuva, fechava os olhos e por fim sorria.

Sobre mim.

Já lhes disse que senti saudades daqui? É incrível como eu me acostumei com tê-los comigo, como estão? Recebi esse desafio do talentoso escritor Wilian Wenzel, dono do blog In-diferentee, que escreve textos maravilhosos, agradeço pelo desafio, gostei muito de respondê-lo. *-*

- Descrição -
Nome: Daniela Filipini
Idade: 16 anos.
Aniversário: 22/01.
Emprego: Não tenho. 
Estado Civil: Namorando.
Onde vive (casa ou apartamento): Casa.
Irmãos: Dois.
Animais: Prefiro que fiquem no zoológico, rs.
Fuma: Não.
Bebe: Não.

- Aparência -
Piercings: Não.
Tatuagens: Não.
Aparelho nos dentes: Sim, infelizmente.
Roupas: Calças jeans, camisas largas, rasteirinhas, all star.
Cor dos olhos: Castanho claro.
Cor do Cabelo: Castanho claro.

- Favoritos -
Cor: Branco.
Número: -
Animal: Panda.
Flor: Rosa.
Comida: Churrasco.
Sabor de Sorvete: Morango, torta alemã.
Doce: Chocolate.
Bebida Alcoólica: Nenhuma.
Tipo de música: Rock, muito resumidamente. 
Banda/artista: Green Day.
Música: Wake me up when september ends.
Livro: Fora de mim, Martha Medeiros.
Filme: O som do coração.
Programa de TV: - 
Melhor amigo: Andrei Filipini.
Dia da Semana: Sábado.
Esporte: -

- Vida Amorosa - 
Nome da Pessoa Amada: R. C.
Estão juntos há quanto tempo: Menos de um mês, rs.
E de casados, há quanto tempo: -
Local em que se conheceram: Na Pastoral da Juventude.
Foi amor à primeira vista? -
Quem deu o primeiro passo? -
Já te deu flores? Não.
A coisa mais doce que ela te deu? Um panda de pelúcia. *-*
Um sonho de vocês dois? -
Uma curiosidade do casal? -
Quem tem mais ciúme? Eu.
Ela se dá bem com a sua família? -
E você com a dela? Sim.

- Outros - 
Sabe dirigir? Não.
Tem carro/ moto? Não.
Fala outra língua? Portunhol, haha.
Coleciona algo? Livros (?).
Fala sozinha? Quando estou triste, sim.
Se arrepende de alguma coisa? Com certeza, mas acredito que tudo o que vivemos nos leva a algum lugar e nos ensina algo, isso torna mais fácil o ato de aceitar meus erros.
Religião: Cristã, católica.
Confia nas pessoas facilmente? Não.
Perdoa facilmente: Depende..
Se dá bem com os teus pais? Mais ou menos, poderia ser melhor.
Desejo antes de morrer: Publicar livros!
Maior medo: Perder minha família.
Maior fraqueza: Eu mesma.
Toca algum instrumento? Não.

- Alguma vez... -
Escreveu alguma poesia? Sim.
Cantou em público? Sim.
Fez alguma performance em palco? Sim.
Andou de Patins? Sim.
Teve alguma experiência que quase morreu? Não que eu me lembre.
Sorriu sem razão? Sim, todos os dias, graças a Deus.
Riu tanto que chorou? Claro.
Como você está se sentindo hoje? Bem, aliás, anormalmente bem.
O que te faz feliz? A presença de Deus na minha vida, ver minha família feliz, estar com amigos, ler, ouvir a chuva, escrever.
Com que roupa está agora? Short jeans, camisa branca e meu chinelinho marrom, modelo Grendha tropical, rs.
Cabelo? Preso em um coque.
Brincos? Sim, embora sejam bem pequenos.
Algo que você faça muito? Leio, leio, leio e leio. Fico na internet, deito-me na rede da varanda. Escrevo, escrevo e escrevo. Olho o céu.
Conhece alguém que faça aniversário no mesmo dia que você? Sim, uma menina chamada Iara que conheci quando era criança...
Está confortável com o teu peso? Sim, mas pretendo voltar a malhar no início do mês.

- Acabe a frase - 
Gostaria de ser... uma filha melhor.
Eu desejo... paz, apenas.
Muitas pessoas não sabem... como eu realmente sou e criam suas versões de mim, criticando antes mesmo de me conhecer.
Eu sou... apenas eu mesma.
O meu coração é... onde eu me escondo, é meu mundo, meu refugio. Tenho necessidade de ficar em silêncio, e nesses silêncios é pra dentro de mim que eu vou, escondendo-me em meu próprio corpo.

Repassar para cinco bloggeiros:

sábado, 15 de janeiro de 2011

Simples e direto.

"Não é porque o céu está nublado que as estrelas morreram."

Uma semana sem você, sete dias vividos de precipício em precipício, sempre beirando meus abismos, evitando e desejando quedas pro fundo de mim, para a essência de meu ser, minh'alma. Sete dias de paisagens fascinantes, um ar mais puro, uma chuva suave. Sete dias de um céu muito mais estrelado, de músicas melhores, bonitas, selecionadas.
Porém, sete dias sem o seu toque, o seu olhar, a sua voz. Sete dias longos e vazios sem a sua presença. Sete dias e nenhuma história, apenas a cansativa rotina de um dia diferente do outro. Mas antes de todos esses fatores, o que mais me fascina é a forma como você me preenche, me entende. É extraordinário o modo como você me acomoda nos seus braços e me faz sorrir com tão pouco. Eu devo agradecer-lhe por tê-lo, mesmo que a distância.
Você, como mais ninguém, me encanta, com seus olhos claros que eu sempre fico a observar.
"Não foi nada, eu apenas quero guardar a lembrança da cor dos seus olhos e do que eles me transmitem. E só. Não se preocupe."
Durma bem, anjo meu, que os seus olhos nunca se apaguem da minha lembrança.

Escrito dia 12 de janeiro de 2011, às 0 horas e 36 minutos, em São Miguel do Oeste, Santa Catarina.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vi-a-jar.

"Eu resisti, resisti até não poder mais. E então meus gestos deixaram de ser meus, felizmente."

Venho avisar-lhes que estarei ausente nos próximos quinze dias, pois irei viajar para Santa Catarina. Não preciso dizer que sentirei saudade de vocês, certo? rs. Prometo que, quando voltar, postarei novos textos para vocês. Fiquem com Deus e um ótimo começo de ano a todos.
Um sorriso.