sábado, 19 de março de 2011

II Fragmentos - de dias e noites.

21 de fevereiro de 2011.
"Foi só o tempo que errou..."
"Certas coisas não se definem.
Talvez não tenha sido o momento certo, um dia de sorte, uma noite nublada. Talvez tenha sido o minuto mal programado ou o pouco tempo que durou. Mas mesmo tendo sido errado, foi perfeito.
Dias nossos, tão nossos que ninguém entenderia, ninguém entenderá."

24 de fevereiro de 2011.
"Adormeci sobre o céu estrelado, enluarado, digno de se sonhar. Lágrimas me impediam de o admirar. Despertei cansada, calada, pesada. Os olhos fechando-se, a alma importando-se com o que não pára de perturbar.
Pela manhã, nuvens brancas e frias preenchiam o ar. Logo esquenta, só não esquenta o inverno de dentro. O sol vem, derrete o ferro, queima a pele, a alma treme, incansável. Os olhos temem, tão abalados. Acordei com pena de mim, sem entender. O que houve? Onde está você?
Está longe, mais longe do que eu posso tocar, e sua ausência me fere tão fundo que não mais sei em que pensar. Eu choro, eu tenho medo. Você não vê, não entende. Mas passará, e num dia ou n'outro você voltará. Enquanto isso, saudade..."

03 de março de 2011.
"Tenho lhe evitado. Não sei se é a escolha certa, sei que é covardia, mas seria masoquismo deixar crescer em mim, esse sentimento. Seria masoquismo aceitar mais um minuto da sua voz, mais um flash do seu sorriso. Isso perfuraria o meu peito e mais tarde destroçaria o meu coração.
Porque lembrar de algo que nunca existiu é tão doloroso quanto saber que não acontecerá. Planos e sonhos jogados fora, apenas o vácuo. Me dói tudo isso. Me dói o que não foi e o que não é. O que não será.
Me dói saber que você existe longe de mim, que não posso sentir e tocar sua pele. Me dói muito mais do que posso descrever. Só dói, e dói...
Dorme bem, meu anjo. Eu te amo, embora você não saiba e eu não aceite.
Eu te amo."

09 de março de 2011.
"Eu sinto uma falta tremenda de ti, sinto um vazio que preenche quando sei que não pensas em mim. Estás em outros braços, tens um outro amor - amor este que chegou antes de mim. Ah, sinto tanto por não estar ao seu lado, por não poder tocar a sua pele. Sei que sou uma completa idiota, mas talvez você sinta minha falta também."

10 de março de 2011.
"Não venha me dizer que lhe esqueci, como se eu pudesse fazê-lo, como se conseguisse fazê-lo, como se quisesse. Lhe deixar pra  trás seria o mesmo que desistir de mim. Se os meus gestos não fossem um poucos seus, se o meu beijo é como o seu e se meus olhos lhe buscam involuntariamente; o que posso fazer além de aceitar-me como sou? Assim: completamente você. Involuntariamente você.
Me acostumei com a tua boca, o seu jeito, e guardei tudo bem dentro de mim, e cada pedaço de você eu carrego. Sua voz e seu cheiro, suas manias e seus beijos. Lembranças nossas. Tudo pra sempre comigo. Então diga que esqueci, use o verbo que for, mas não o único que eu não sei conjugar.
Tudo o que é meu leva seu nome, como se você sempre tivesse estado ao meu lado, tornei-me mais sua que minha e você nunca tem nada a me dizer."

12 de março de 2011.
"Para onde foram as palavras? Para onde fugiram? Pois foram-se, eu sei. Foram-se enquanto eu implorei que ficassem, e agora imploro que voltem."

Meus queridos. O primeiro post de "Fragmentos" foi no dia 05 de outubro de 2010, esse é apenas uma continuação, como eu já disse naquela ocasião, esses são trechos deslocados, que não renderam um post digno, mas que às vezes encantam-nos os olhos. Tenho tentado postar frequentemente, me digam se tenho conseguido, rs. Fiquem bem. <3

16 comentários:

  1. Tem conseguido postar frequentemente e tem conseguido encantar frequentemente!
    Todas essas palavras, todo esse tom poético, todos esses fragmentos, Dani. Eles me deixam pensativa e doce. Sim, doce. Adocicam a alma. Aquietam o coração acelerado.

    Gosto dessa sua doçura poética.

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  2. eu tive que aumentar aqui as letrinhas pra conseguir entender tudo, e valeu apena, eu já escrevi sobre isso, exatamente,ou quase, com as mesmas palavras que você, adorei! Adoro resumo dos dias, e de como o tempo muda tudo de um dia pro outro, ou como uma semana pode parecer um dia, pq nada sai do lugar..
    gosto do jeito que o tempo procura pra ser maldito!
    MALDITO!

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  3. Tem conseguido sim... rsrs...
    São os seus fragmentos que alimentam a alma!!

    Beijos lindona!

    Bom domingo

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  4. Poético. Acho que a perda de um amor é sempre difícil e transformá-lo em palavras é sempre uma boa válvula de escape, apesar de tudo.

    beijos, coração :]

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  5. "Eu te amo, embora você não saiba e eu não aceite."

    esse é o tipo de frase sincera que é sempre ótimo ler num texto. escrever é basicamente isso.

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  6. "Certas coisas não se definem."... pra mim n funciona assim... todas as coisas podem ser definidas...todas!rá!

    *feliz final de semana..

    besos.

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  7. Dani, nem sabes o quanto me encantastes com esses trechos soltos. O primeiro e o terceiro foram para mim os mais tocantes, talvez por eu ver parte de mim escrita nele, assim publicamente.
    " Dias nossos, tão nossos que ninguém entenderia, ninguém entenderá. "
    " Porque lembrar de algo que nunca existiu é tão doloroso quanto saber que não acontecerá. "
    " Eu te amo, embora você não saiba e eu não aceite " Maravilhosos, é o que posso dizer. Beijo.

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  8. É uma saga de amor, loucura e paixão...
    aquilo que faz parte da tua história e não vai asir jamais!

    bjs;

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  9. Oiie, Dani.
    É claro que você consegue postar frequentemente e continua a nos trazer seus textos mais belos. Parabéns!!! ^^
    Beeijos :*

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  10. "(...) só não esquenta o inverno de dentro."

    Suas palavras derretem esse inverno, acredite. Se não em você, ao menos em nós que lemos. Nós, sortudos leitores seus.
    Nada a me queixar quanto à sua frequência, e centenas de elogios quanto à sua intensidade quando publica qualquer coisa aqui.

    Espero que tenhas gostado da minha primeira carta. Aguardarei sua resposta! E em seguida, já tenho planos de coisas para escrever e uma foto para lhe enviar. Um beijo, querida!

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  11. "Mas mesmo tendo sido errado, foi perfeito.
    Dias nossos, tão nossos que ninguém entenderia, ninguém entenderá."

    Esse trecho me lembrou o grande Caio F. Abreu.

    Já cansei de dizer que já passou da hora de tu escrever um livro guria!
    Tens talento!

    Adorei!

    Beijos

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  12. Se eu pegasse meus pedacinhos de textos inconclusos, que vou escrevendo em páginas soltas a cada instante de inspiração, teria uma bagunça de medos e vontades loucas de sumir ou amar, misturadas em paravras sem noção.

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