domingo, 25 de dezembro de 2011

É ter na mente

"Talvez não seja nessa vida ainda, mas você ainda vai ser a minha vida." (Armandinho)

Há algo em mim além do querer estar contigo, como se pelo simples fato de ter te encontrado significasse que não, eu não posso te perder, não suportaria. Há algo em você e há algo em nós que não me permite aceitar que a nossa história tenha chegado ao fim... Ainda há muito a ser vivido, ainda há muito a ser dito, sentido. Amor, eu não quero e não vou desistir do teu sorriso irônico, da tua voz sonolenta, dos teus olhos profundos, dos teus braços protetores, do teu beijo envolvente. Eu não quero viver sem a tua presença, sem o teu carinho. Eu me nego a sorrir por qualquer razão que não seja você. E o teu rosto é imagem constante no meu pensamento, e tua voz e tua pele e teu sorriso e teu beijo são desejos constantes de meu coração.
Eu não te quero por uma noite, por um mês ou dois. Nem mesmo te quero por um ano. Te aceito como você me aceitar, sem obrigações ou intenções. E quando os quilômetros me levarem pra longe de ti quero te ver chegando, me contando sobre a sua vida, sobre o que mudou e o que permaneceu.
Talvez não passe de um pensamento ingênuo e doentio, mas o que nós sentimos não é algo que se sinta por qualquer pessoa, não é algo que se encontra em qualquer lugar, não é algo que se descarta por descartar. Não é algo que se perde, mas quantas vezes 'inda vamos nos reencontrar? Nessa vida ou n'outra, sob o céu ou acima dele... Quantas vezes, anjo, quantas vezes 'inda iremos nos amar? E quantas vezes já nos encontramos e já nos amamos e nos perdemos...?
Fuja para os meus braços, fujo para o teu lado.
Ainda iremos viver muito, meu amor, e distância alguma desfará o laço de nossas almas, por mais que impeça o entrelaçar de nossos dedos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um poema na madrugada vazia

Teu olhar ferido
teu rosto cansado
tua voz baixa
e as palavras ecoando
a barba por fazer
os dias por viver
o que fizeram, meu bem,
me diz
o que fizeram com você?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Carta de Natal

Querido Noel, sei que estou um pouco crescidinha para lhe escrever, apesar disso, lhe escrevo... Porque eu precisava escrever, sabe? Para alguém que não fosse me julgar, entende? E às vezes eu preciso muito escrever, mas algo me impede. Talvez seja o medo de ser lida, de ser compreendida... Constantemente me sinto como uma criança, uma criança de quase 18 anos que não quer mais crescer, e não quer responsabilidades e todas as coisas ruins que a fase adulta envolve. Uma criança assustada.
Eu fiz uma lista não muito grande de presentes que eu gostaria de ganhar nesse Natal. Presentes materiais, que nada tem a ver com o que eu quero de verdade, com o que eu realmente preciso...
Eu gostaria de ganhar duas canecas lindas que eu vi numa loja hoje de manhã, e também gostaria de ganhar um perfume(igual ao que minha mãe me deu no ano passado, no Natal), e porta-retratos; mas quero porta-retratos com fotos e lembranças. Quero lembranças, doces lembranças. E aí já não há nada de material, apenas o desejo inocente de poder fechar os olhos e sorrir - com lágrimas ou sem - pensando nos momentos que eu já vivi.
Também quero que aceitem - que respeitem - a situação pela qual estou pasando. Quero que respeitem as minhas escolhas, as minhas dores, minhas alegrias e medos ininteligíveis. Quero que aceitem que às vezes a gente precisa chorar um pouco, e precisa se calar um pouco, pra entender o que se passa em nosso interior. E não quero ser criticada por isso, não quero que me olhem com desdém pelo simples fato de eu estar fazendo o que sei ser necessário para mim. Não peço atenção maior, Noel, mas me dói ser deixada de lado, como um trapo que já foi usado e não interessa mais...
E me sinto especialmente infantil quando penso assim, quando me doem estas dores... Já não posso ignorar, não consigo. Se o faço, sinto como se estivesse traindo a mim mesma, e também não posso me trair pelo que irão pensar e dizer(porque sei que irão pensar e dizer) quando eu não sorrir ou tiver os olhos marejados de sentimentos cansados...
Quero, Papai Noel, e este é o meu pedido mais sincero, que não deixe as coisas bonitas acabarem. Essas coisas que hoje me fazem sorrir e chorar ao mesmo tempo, de amor e medo de perder, sabe, Papai Noel? Não deixe que essas coisas bonitas se percam. Não deixe, não deixe, não deixe.
Suporto o desprezo de quem nunca se importou comigo, mas não suporto a indiferença das pessoas que sempre amei e cuidei. Não deixe as coisas bonitas irem embora assim, simplesmente porque eu estou indo embora, pois tudo o que eu quero, Papai, é ficar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Como se diz adeus?

“Nem que eu lute contra mim todos os dias. As coisas vão mudar…” (Caio F.)

Tenho buscado uma maneira de me expressar, e admito que até mesmo as palavras tem tido uma aparência pouco atrativa, mas são tudo o que tenho, então escrevo.
Hoje faltam dois meses - dois meses exatos - para que tudo mude, para que tudo seja deixado para trás. Estaca zero, nenhum abraço pra me acolher, nenhum sorriso que eu ame tanto olhar... Apenas o frio da noite e o vazio dos dias...
O tempo passa, indomável, e eu observo as coisas irem embora, passando diante dos meus olhos sem a oportunidade de um adeus, de uma última palavra.
Eu percebo tudo se afastando, eu percebo as pessoas partindo sem despedidas, sem reconhecimento, sem merecimento... Por que tudo deve acabar? Pois não há nada mais cruel nesse mundo que o fim de algo que por muito tempo se construiu... As coisas acabam, queiramos nós ou não, somos obrigados a aceitar, e aceitamos, o que nos resta? Algumas declarações a fazer, umas palavras a considerar... E a primeira delas é um fato inquestionável: eu não estava preparada para gostar de alguém, e, principalmente, eu não estou preparada para gostar de alguém que não estará ao meu lado nos próximos meses. Também não estou preparada para fingir que estou feliz, que está tudo bem, que não estou morrendo por dentro, que cada dia tem sido uma luta - porque o tempo passa, indomável, e eu observo as coisas irem embora...
Não há uma certeza na qual eu possa me firmar, não há uma garantia sobre o que acontecerá amanhã ou depois. Há apenas a esperança de que, talvez, um dia eu acorde e tudo tenha passado... Mas o tempo não passa assim, como sonhos ou pesadelos. A realidade nos obriga a vivê-la e não se pode evitar, vivemos. Às vezes tropeçando, caindo, mas vivemos... E ainda temos força para prosseguir. Pois apesar das lágrimas e dos medos, somos pessoas muito fortes...
E eu falo assim, no plural, para não me sentir tão sozinha... Para fingir que tem alguém perto de mim, alguém que se importa, que tenta me confortar, alguém que não seja assim, tão indiferente, que não tenha tanto cinismo no olhar... Me doem também esses olhares indiferentes que antes foram tão acolhedores, tão compreensíveis, me doem tanto que fico sem reação, então o silêncio toma conta de mim, e no silêncio permaneço, como se estivesse tudo absolutamente bem, como se não houvesse uma guerra repleta de destruição dentro de mim. Eu estou me despedaçando, estou me quebrando ao meio e não consigo imaginar uma maneira de melhorar...
Tenho essa mania de sofrer antecipadamente, de chorar pelo que virá, de implorar por algo que ainda não preciso... Acontece que eu me sinto tão sozinha, e nada vejo além dessa solidão.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como uma ferida aberta e incurável

“Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você.” (Caio Fernando Abreu)

Sabe quando você sente um vazio que antes não existia?
É nisso que dá se entregar a um amor inexistente, vão-se embora os planos, os sonhos, os beijos e abraços, fica apenas a ausência do que nem sequer chegou a me pertencer. Como se as coisas um dia pertencessem a alguém... E não pertencem. E de tudo o que parte, fica algo. Mesmo que uma parcela pequena de tudo o que se perdeu, mas fica. Fica e dói, lateja, pesa.
Como uma ferida aberta e incurável... A lembrança de um sorriso ingênuo que não mais será igual, a lembrança de um olhar intenso que já não se encontrará... Porque olhares se perdem do destino, e sorrisos se desmancham por instinto: o medo de sofrer.
Medo este que não me constituía, mas que fazer com tudo o que a vida ensina?
Eu estive assim, extasiada por uns dias, brincando de ter uma realidade que parecia um sonho, sorrindo por nada, ignorando tudo o que me fazia distante: por uns dias, fui imensamente feliz. E como tudo passa e eu sempre soube que passaria, passou. Passou rasgando, destroçando, e ainda passa, mas que diferença faz um pouco mais de dor?
Um pouco mais de dor é só mais um pouco e eu sou muito forte. E sou mais forte que esse vazio que insiste em tentar me preencher, e mais forte que a saudade que já começa a chegar... "Sou forte, sou forte", digo, tentando me convencer, e esse ato talvez traga em si alguma força, coragem... Tanto faz. Só não quero essa ausência de coragem ou força ou esperança, só não quero dias amargos, descoloridos, já me basta a ausência dos braços e olhos e lábios que envolvem, me basta o lento esquecimento, os longos meses que em horas hão de acabar.

Ei darlings, como vão vocês? Sei que estive ausente por um bom tempo... E saibam que isso não me agrada de forma alguma. Estive vazia, não consegui escrever sequer uma linha nas últimas semanas, até que hoje - não por um motivo muito bom - consegui, e aqui está. Espero que gostem. Desculpem-me os sumiços, mas tenham certeza de que eu sempre volto... Fiquem bem, e obrigada de coração pelo número lindo de seguidores na coluna ao lado.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eu digo sim

‎"Não se apaixonar profundamente equivale a não viver. Mas você tem que tentar, porque, se não tentar, nunca vai viver."

O que eu peço não é assim, demais, não é assim, impossível. Eu só quero alguém pra amar, pra sorrir, abraçar. Olhar nos olhos no fim dos dias e pensar que talvez seja real, talvez seja pra sempre. Eu aceito até mesmo a incerteza de um talvez, porque às vezes é preciso arriscar, sabe? Arriscar tudo, mesmo que isso signifique perder tudo, mas se ganhar será tão mais bonito do que se pode imaginar...
Então eu arrisco. Sem medo. Sem limites.
Porque é necessário, indispensável. Arriscar significa viver.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aqui jaz um coração

"A vida é mais que um mero poema, ela é real." (Rosa de Saron )


Essa não é uma carta de amor, essas não são palavras doces de um sentimento bonito, aliás, o sentimento foi bonito, o mais bonito que já senti, sabe? E foi jogado fora de maneira tão cruel. A realidade não é, na maioria das vezes, o que nós queremos ver, mas não podemos ignorá-la todo o tempo. Eu resolvi enfrentá-la, assim, com a força que me resta, com a coragem que eu tenho, e só. Eu e a realidade que transforma-se rapidamente em pesadelo. Acontece que hoje eu acordei com a vontade quase imperceptível de escrever sobre essa realidade medíocre em que vivemos, e se essa realidade é dura e é amarga que posso fazer senão retratá-la da maneira mais sincera?
Tenho percebido que a cada decepção eu endureço um pouco mais, mas ainda consigo amar sem restrições, desde que eu me permita sentir. E eu me permiti sentir depois de tanto tempo e depois de tanto tempo me machuquei como antes ou talvez um pouco mais. Conclui que o amor é o sentimento mais lindo e ao mesmo tempo o mais ruim, e aprendi que amor sincero é só aquele que brilha no olhar de quem vê sua criança pela primeira vez, e que perde horas observando-a dormir. Amor sincero que eu com toda a alegria do mundo já senti.
Esse amor que tanto se diz sentir é ilusão, é a mais pura exploração, doação. E nele doa-se até o que não se tem, e muito mais do que se pode doar, e muito além do que se pode aceitar. O amor machuca, perfura, destroça, mas faz viver. É sentimento doloroso, desastroso, e é tão incrível amar... E perdoem-me essas palavras duras e amargas, que só existem porque o coração que as remete está ferido. Ferido e cansado, mas se recuperará, sabe?
Porque tudo se recupera, tudo passa. Tudo passará.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Esquizofrenia de amar.

"As pessoas são livres pra colocarem as suas malas nas costas e irem embora quando bem entenderem. Claro que dói, claro que faz falta, mas o tempo trata de recompor (porque substituir não dá) a vida da gente. Aquele papo de taquicardia amorosa, sabe? Mas sempre fui um esquizofrênico no amor." (Cadu Moraes)

Sabe o que mais me dói entre todas as dores? O desamparo, as palavras amargas direcionadas a mim, que já sinto meu coração estraçalhado, destruído em mil pedaços. Eu já tive várias pessoas, e todas elas de alguma forma foram especiais para mim, e entre todos esses corpos que eu toquei, nenhum fez comigo o que você, há centenas de quilômetros fez. "Fez", assim, no passado, porque agora não há ninguém que tenta me consolar, me curar. Estão todos presos dentro de seus próprios castelos de horror e dor.
Meus últimos dias foram lutas intermináveis, e cada sorriso sincero foi uma vitória - sim, houveram sorrisos sinceros, não sou assim, tão triste -, mas cada olhar perdido foi um punhal em minh'alma que vaga, sozinha, por ruas escuras e abandonadas. Já não me sinto vazia, estou preenchida por uma confusão tão grande e um querer-não-querer que tem me matado cada vez mais, pois a cada noite eu me deito esgotada, dando o máximo de mim para não pensar em você, para não ferir ainda mais minha dor já cansada, que não supera o amor, amor que chamei de maldito mas que nunca deixei de querer bem.
Agora já não sei. Preciso de algo que garanta que se eu fechar os olhos e apostar tudo nessa loucura, ao abri-los, não haverão lágrimas transbordando, lágrimas estas que já perderam o gosto de tanto chorar. Preciso de algo que me diga que dessa vez eu não amarei sozinha, que não haverá vazio ou distância que nos faça recuar.
Mas eu sei que é pedir demais. Pedir um pouco de coragem, pedir que amar não seja só sofrer, que não seja só buscar, que seja enfrentar, nem que seja com a força que não se tem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"E teve um arrepio. Foi nesse arrepio que soube." (Caio Fernando Abreu)


Há pouco minutos atrás me vi encurralada por meus próprios sentimentos, sentada no chão do banheiro, lamentando com cada célula do meu corpo o fato de não poder tê-lo comigo e, ao contrário da criança que fui, não chorei, e isso machuca muito mais, significa que já chorei muito, ou que pressinto algo mais profundo, mais intenso. Mas se for pra sofrer, que seja por amor, por esse maldito amor que não sai dos meus pensamentos um só minuto nas últimas semanas, por esse amor que eu ainda não soube admitir, mas que soube me devastar. É isso. Eu estou devastada, destruída, machucada, e não quero que mintam que se importam, não quero falsas promessas, quero - pelo menos uma vez - algo que seja verdadeiro, algo que valha a pena, que não se apague depois de alguns meses, que não se esqueça por mera ausência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

I'm yours

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
(Mário Quintana)

Me basta fechar os olhos para encontrar-me com o teu rosto, que está tão perto do meu. Já sei os contornos exatos do teu corpo, teus traços certos, a cor dos teus olhos. Conheço o perfume da tua pele e tua risada divertida. Sei de cor cada palavra e ainda assim você me surpreende e eu lhe dou meu mais verdadeiro sorriso. Tenho o encaixe dos teus dedos, da tua boca, do teu abraço. Lembro-me daquela noite em que lhe vi, em que pensei "eu poderia facilmente me apaixonar por você", senti que se nossos olhares se encontrassem talvez resolvessem, por si, o que deveria ser feito, que algumas coisas não podem esperar, precisam existir. Eu sempre estive completamente perdida, e então você surgiu.
As coisas não serão fáceis, eu sei, mas agora eu tenho você.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sou eu assim sem você

"Por que é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim..." (Adriana Calcanhoto)

Vou desligar a luz e chorar em silêncio, imaginando tudo o que poderemos ser, um dia. Não é fácil tudo isso sem você, sabe? Eu não ocupo a mente, eu não canso o corpo, eu só penso em você. Não quero ser assim, uma pessoa que vive em prol de outra, mas é o que estou fazendo. Vou mergulhar nos estudos, fingir que nada está acontecendo, fingir que noite após noite eu não sonho com o seu beijo, fingir que não me importo se algo der errado e eu for obrigada a viver o futuro sem você ao meu lado. Minha mente me diz que você pode conhecer alguém, que pode me esquecer em poucos minutos e encantar alguém que não seja eu. Eu, que já sou sua, que aceito seus motivos e ausências como ninguém mais aceitaria, que entendo seus anseios como ninguém mais entenderia. E apesar de aceitar e de entender, eu quero você. E quero logo, se pudesse, agora, mas não posso, amor, e é essa impossibilidade que me mata.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Simples e direto II

Ama-se pelo que não se pode explicar, e só. Que mais seria senão apenas e completamente amar? Ama-se pela existência, pela resistência. Que mais haverei de suportar por isso que chamo de amor quando na verdade nada sei? Pouco suportei até agora, afinal, faz tão pouco tempo que esbarramos por aí, nas esquinas de nosso mundo em comum. Minha espera até então resume-se em alguns dias d'uma angustia que eu, até então, desconhecia. Mas essa pequena ausência valeu a pena, só por saber que você sentiu minha falta como eu senti a sua. E eu senti tanto. Cheguei a chorar a saudade do que não tive, dos planos que fiz, sozinha, no vazio do meu quarto. Tenho tantos momentos para acontecer, para viver, e cada um é tão único e tão especial que não saberia por onde começar. Eu não quero nada programado, nada imaginado, quero algo que me surpreenda, que me faça sorrir como a sua presença me faz. Meu coração implora todos os dias, que eu suporte, que a distância permita. As vezes eu imagino que você está aqui, dizendo que ficará tudo bem, que daqui alguns meses estaremos juntos, e que meses são apenas dias, apenas horas. É quase real, e então eu percebo as lágrimas molhando o meu rosto, lágrimas estas que eu não choraria se você estivesse realmente aqui comigo, no seu lugar.

domingo, 17 de julho de 2011

Lágrimas induzidas

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." (O Pequeno Príncipe)

Basta que eu lembre do seu rosto para que as lágrimas invadam meus olhos, basta pensar em ti. Mas como não pensar? Como esquecer-te? Não sei e nem quero, não quero uma vida sem você.
Não tenho notícias suas, eu disse "estou com saudades" e você respondeu que também está, "minha flor", se soubesse como me faz sorrir ao chamar-me assim...
Tudo me faz pensar em ti, e cada parte do meu corpo implora pela sua presença, mas como te fazer presente, meu anjo, com mil e trezentos quilômetros entre nós? Minhas lembranças são umas poucas imagens na tela do computador, sorrindo pra mim, como se eu pudesse esticar os braços e te tocar... Sabe, anjo, tenho passado horas pensando em você, todos os dias, todas as noites, principalmente de noite, quando a saudade fica mais forte e as lágrimas são mais difíceis de conter...
Penso em você, não importa a hora, penso ao escutar qualquer palavra de amor, penso quando eu acordo e quando eu me vejo - é, te imagino assim, do meu lado, dedos entrelaçados, sorriso bobo no rosto, brilho no olhar.
Pela primeira vez a minha intensidade não tem me assustado, parece-me natural sentir tudo o que eu sinto. E eu sinto, meu bem, como eu sinto... Sinto tão que, garanto, se a distância não fosse tão grande, logo eu fugiria pro seu lado, pro's seus braços, pr'onde você quiser.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reflexões d'uma madrugada insone II

Perdi-me em lembranças e até esqueci do presente que me aflige, talvez seja este o segredo: perder-se. E se for, perco-me sem remorso, às vezes eu quero tanto ser feliz. Não temerei o futuro, levantarei meus olhos e direi "venha, surpreenda-me, quero ver do que você é capaz, e se puder, derrube-me e lhe mostrarei que sou forte o bastante para me reerguer com um sorriso no rosto", sorriso de quem sabe que a morte não é nada além do inevitável, assim como a vida, então morrer não é muito diferente de viver.
Eu ouvi o barulho da noite nesse silêncio frio, depois que todos adormeceram eu fiquei, fiquei porque a realidade parece boa para mim, fiquei porque não me interessa a sensação de morte que é dormir. E eu estou tão contente que logo cairei num abismo tão profundo que me questionarei mais uma vez se não tenho a famosa bipolaridade, mas não, é claro que não, não sou idiota o suficiente para exibir tal hipótese que às vezes me parece tão real.
Não sei sobre o meu futuro mas tenho mil planos, recomeçar tudo absolutamente do zero, e daqui alguns meses ainda serei capaz de sorrir. E sorrirei como se não houvesse amanhã, assim como escrevo nesse momento, a pressa tão nítida que mal se distinguem as letras, mas sinto que não posso parar. E então agradeço a Deus pelo dom e pela inspiração, agradeço pelas palavras doces de incentivo que recebi nos últimos dias, eu agradeço.
É tão abstrato o que sinto nesse momento, adoraria congelar essa sensação e prová-la sempre que a angustia voltar, pois o que eu sinto agora é convicção, é força, impulso, coragem, e se eu pudesse gritaria ao mundo que eu posso tudo, mesmo o impossível, porque este não existe, minha alma se expande cada vez mais e o impossível já não me parece tão complicado assim. Porque tenho as palavras, mais uma vez eu tenho as palavras, e isso sempre me bastou.
Que venham as noites de insônia e a cada uma delas uma nova história hei de escrever. Direi e serei o que escrevo, meus olhos serão como páginas de um livro em branco, com uma história fascinante que está prestes a começar. Minha alegria transborda, e não há medo que me faça parar. Isso é o que eu sou, e mais uma vez eu agradeço.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hoje a noite não tem luar e eu estou sem ela.

Nesta noite não direi mentira alguma, tenho as estrelas como testemunhas de minha sanidade. Tenho necessitado dizer tantas coisas ao mundo, às pessoas e à mim mesma. E são tantas coisas que acabo calando-me, por não saber por onde começar. Sou a favor do silêncio quando não há palavra certa, mas preciso quebrar a quietude que há em meu interior, e hoje resolvi tentar, estou numa praça abandonada, sob um céu negro e estrelado, e uma luz que está prestes a se apagar, esse é meu grito silencioso, que ninguém ouve mas se olharem-me nos olhos seriam capazes de sentir. Sentir como eu sinto, essa loucura que tenho vivido e que nomeiam "vida", eu estou tão cansada disso, mas sei que não tenho opção, portanto, vivo. E vivo. E vivo. Porque não há saída, o dia me acorda e o vento sussurra: "viva, pelo amor de Deus", como n'um filme sobre uma pessoa de tão bom coração que cuidava da felicidade de todos, exceto da própria.
E essa pessoa foi capaz de provocar um sorriso sincero em cada rosto antes triste, mas deitava-se em sua cama, noite após noite, contendo as lágrimas que não eram bem vindas, mas que ela era obrigada a chamar de "companhia". Lágrimas são como punhais quando não há alguém para enxugá-las, e palavras não ditas doem tanto quanto não saber o que esperar. Eu espero. Algo. Alguém. Não sei, mas espero. Sinto a espera crescendo dentro de mim, sinto uma dor que não é minha, mas que se acumula sempre mais.
E eu estou desesperada, desamparada. É exatamente assim que me sinto. Saí numa noite quase fria, sentei-me sob um poste de luz fraco que aos poucos vai se apagando, e quando na escuridão eu ficar não haverá ninguém para me distinguir das trevas da noite, nesta noite sem luar.
O vento despenteia meus cabelos, eu já esperava por isso, e mesmo assim vim com eles soltos, essa é minha aceitação. Eu digo sim. Não há pergunta, então minha resposta é absoluta e inútil, eu digo sim e ninguém pode me ouvir. O vento não me diz nada essa noite, ou deixei de compreender suas palavras. Hoje perguntaram-me sobre a solidão que escolho, o vazio que sinto, e eu disse "bom, eu fui obrigada a aprender", mas agora questiono-me: aprender o que? Aprender a viver sozinha? A aceitar o abismo? A queda? Aprender a preencher o vazio? Mas nada disso eu sei. Só sei que me doem as incertezas, me dói tudo o que não há, logo eu que sempre aceitei sofrer por amor, agora não tenho em quem pensar.

Escrito na noite de primeiro de julho de 2011.
Depois de algum tempo, eu acho que deveria chamar esse texto de "Basta", mas seja como for... Disseram-me que eu estou muito exigente comigo mesma, e talvez seja mesmo verdade, não consigo gostar de nada do que escrevo, mas espero que de alguma forma vocês gostem. Eu estou de férias, tentarei postar com mais frequência. Fiquem bem. <3

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O segredo da felicidade

O texto a seguir é uma redação cujo tema é "O que há de errado com a felicidade?" que fiz hoje, numa avaliação de Língua Portuguesa. Espero que gostem. :*

Busca-se a felicidade em cada aparelho tecnológico recém-lançado no mercado consumidor, enquanto esta está onde poucas pessoas pensam em procurá-la. A felicidade não é algo palpável, mas nos proporciona uma sensação indescritível, não pode ser encontrada em objetos caros da atualidade, no entanto, ao abrirmos os olhos para ver o nascer-do-sol, podemos senti-la. Esse sentimento nomeado "felicidade" é muito mais simples do que se imagina, é muito mais barato do que se estima e pode até mesmo não custar nada.
Todo ser humano tem a capacidade de ser feliz, basta-nos saber identificar o que é alegria e o que é ilusão momentânea. A euforia de receber um aumento salarial é passageira, pois sabemos que dali a alguns meses aquela quantia não mais será suficiente, até o homem mais rico e bem sucedido sentir-se-a infeliz, a felicidade não é algo que esteja a venda, não é algo que o dinheiro possa pagar. Seremos eternos insatisfeitos se insistirmos na ilusão de que a felicidade está nos bens materiais, ela vai muito além do que conseguimos planejar, a felicidade nos surpreende com situações improváveis e acontecimentos inesperados. Há quem sinta-se verdadeiramente feliz lecionando para crianças e adolescentes, há quem prefira dirigir ou correr numa maratona, há quem se contente em ler um livro ou tocar algum instrumento musical, sentir as notas ganhando vida a partir do nada. Há quem encontre a alegria no sorriso sincero de uma criança ou no abraço de alguém que por algum tempo esteve distante.
Há quem não se cansa de procurá-la, e a estes eu digo: aquieta-te, que um dia ela te encontra.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Procura-se...

Procura-se: um sorriso sincero, um olhar brilhante - talvez até apaixonado -, uma mão que acalme, que saiba ser firme e leve, forte e carinhosa. Procura-se alguém que valorize os pequenos gestos, que ame os detalhes. Alguém com a capacidade de desvendar mistérios, que compreenda a intensidade de sentir extremos, do nada ao amor imenso, a dor como único sentimento. Procura-se alguém que esteja perto mesmo quando distante, e que jamais vá para longe. Procura-se alguém de andar discreto, que tenha o abraço certo e as palavras que preciso escutar. Alguém que compreenda meu silêncio de objeto, que na noite faz-se ainda mais quieto, e mesmo assim aceita os poucos gestos que me permito não conter.
Procura-se alguém e não sei ao certo quem, sei que preciso encontrar. Preciso de sua voz desconhecida, mas que ao ouvir, eu reconheceria, como se de outras vidas já a tivesse em minha memória. Minha memória que está cheia de não-fatos, de lembranças inventadas e sonhos confusos que não consigo organizar.
Procura-se...
Não importa onde ou quando, mas procura-se alguém para amar, e que esse amor seja a conjugação do indefinido, do infinito, do que não se pode enganar, não se pode ignorar. Um amar que seja leve e livre, que nos permita respirar e sentir falta um do outro, mas que no momento certo nos inflame o coração, que torna-se um só. Um coração tão grande que não se possa controlar, que abrigue um amor tão grande que não possamos nos deixar.
Não peço o "para sempre", apenas busco algo que seja verdadeiro "por enquanto".

sábado, 4 de junho de 2011

Now I'm alone... And you too.

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina."
(Charles Chaplin)

Você diz que não, mas só eu te buscava na sua casa e te levava de volta depois, não importava a hora, só pelo seu pânico bobo de estar sozinha e desprotegida. Sabe, eu jamais deixaria qualquer coisa ruim te acontecer, nada te machucaria enquanto eu estivesse por perto. E você faria (e fazia) o mesmo por mim. Era eu quem te cuidava nos seus dias amargos de solidão, te vi dormir e acordar inúmeras vezes, ora com lágrimas nos olhos, ora com um sorriso lindo nos lábios. Lágrimas que também me machucaram e sorrisos que ainda me afetam. Eu te pegava nos braços e tinha tanta certeza de que seria para sempre que me dói lembrar tudo o que aconteceu, tudo o que se perdeu.
Não culpo você e não culpo a mim. Talvez nosso tempo tenha simplesmente acabado, mas durou o suficiente para ser inesquecível, como já disse algum poeta, o qual não me recordo o nome... Não sei ao certo o que aconteceu, realmente não posso explicar, nossos mundos se distanciaram cada vez mais. Você não se lembra, mas o último dia em que nos vimos eu te deixei dormindo como uma criança pequena e indefesa, que foi obrigada a crescer rápido demais, da forma mais cruel. Mas você sempre foi meu anjo caído, e eu não vou negar a falta absurda que sinto de te ter ao meu lado. Não vou negar que te odiei por alguns dias, por suas atitudes, só para admitir mais tarde que te amo tanto, que não suporto o fato de te perder assim, por nada. Porque nada aconteceu, apenas se perdeu... Se perdeu o amor, o carinho, a admiração. Se perdeu o respeito, a razão...
Agora eu tenho meu coração sem direção, voando só por voar, sem saber onde chegar, sonhando em te encontrar... Como na música que você um dia disse ser nossa, e talvez ela seja nossa mesmo... Por isso que agora perdi os sonhos dentro de mim, talvez por isso vivo na escuridão. Tanto faz. Você não se comoverá com minha dor e não me iludo com tal tolice.
Eu sei que acabou, por mais que doa. Sei que não tem volta... E aceito, aceito... Peço a Deus que te proteja pois você já não me permite tal proximidade. Peço que te impeça de continuar com essa auto-destruição ridícula que você chama de "viver", peço que te guie, abra seus olhos... E que te traga, um dia, de volta para mim.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Something inside.

Eu estou tentando, estou tentando mais uma vez e já não suporto falhar.
Algo está simplesmente errado, completamente errado. E me dói não poder consertá-lo. Preciso escrever, urgentemente, as palavras estão todas contidas em mim e não querem abandonar-me. Estão presas em meu interior, nas paredes de minh'alma, como estrelas num céu negro - estrelas que não vão chover. Ficarão sempre lá, protegidas da vida, imortalizadas pelo seu próprio brilho que não recebe metade da atenção que merece. Como a Lua, sozinha.
Essa é apenas mais uma tentativa que me fere a cada erro, a cada fracasso. É um pedido de desculpas - pela ausência, pelo vazio presente nas poucas palavras aqui deixadas. Talvez eu deva desculpar-me por tentar incansavelmente, por forçar sentimentos traduzidos onde não há nada de bonito ou memorável. Mas eu preciso tentar. Desistir seria permitir o fim, deixar isso partir.
Perdoem-me pela brutalidade de não conseguir, pela agonia que tem se fundido a mim nos últimos dias, semanas. Perdoem-me pelas palavras que sempre prometi e que não consigo cumprir.
Eu estou tentando, estou tentando e preciso que dê certo, custe o que custar.
Aceito um amor que me faça sofrer e desabar em palavras, aceito o peso do mundo sobre meus ombros, aceito a dor de um sobrevivente de guerra, aceito o que me for imposto. Mas quero a escrita de volta.

"A palavra é o meu domínio sobre o mundo."
E onde está?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

"Ele não era um menino comum, isso eu soube desde que o vi...

...Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio."

Se minhas palavras não são, para você, hipocrisia de uma mente hiperativa, descreva isso - que você e diz sentir, como se fosse parte de si. Sinta a minha angustia, minha dor. Sinta o meu assombro, sinta o que me destrói. Sou alma demais para um só corpo. Estou apenas desesperada, em busca da parte de mim que se perdeu, se foi e não disse se voltará.
Eu estou implorando por um abrigo, um lugar pra ficar. E eu quero tanto lhe sentir, lhe sentir como se fôssemos apenas um. Preciso de alguém que me guie no escuro, que me proteja das sombras e dos becos de mim. Preciso de alguém que não vá me abandonar, alguém que me entenda - e sinta. E se você sente, então esse alguém é você e ninguém mais. Apenas você, na intensidade de um olhar que me paralise, na naturalidade de um beijo que me apaixone. Procurarei os poucos sonhos que me restaram, os guardarei comigo e fujirei rumo ao amor prestes a existir. Partirei em direção ao desconhecido. Porque o que eu preciso é muito mais do que uma simples presença. Você compreende o que é, para mim, vital?
Partirei ao amanhecer e quando o pôr-do-sol chegar lhe encontrarei. Então faça o que quiser de mim, a minha única exigência é que no final de tudo me permita descansar sob o seu abraço - onde for, quando for, não importa. Apenas deixe, e não me deixe.

domingo, 8 de maio de 2011

Reflexões d'uma madrugada insone.

"You're only the best I ever had."

Sua imagem cativou-me a distância, como se fosse possível, um dia, tocar-lhe... Mas não é, absolutamente. Só sei querer o impossível, o alcançável parece-me tão pequeno e irrelevante, quero mesmo o que jamais poderei ter. Há meses não tenho me permitido sonhar, possibilidades muito aceitáveis não me atraem. Quero o que machuca, o que fere, faz sentir e pulsar. Suas palavras - minhas velhas conhecidas - não foram suficientes para prender o meu olhar, não como o seu sorriso e os seus gestos - que jamais terei.
"Platônico" talvez seja a palavra apropriada, mas esse é só o começo e quem sabe se lembrarei da sua risada ao amanhecer? Hesito ao fechar os olhos - não quero esquecer - no entanto, não é algo que eu possa escolher, sou vítima de mim também. Tão absurdo, mas eu passaria a noite em claro para observar-lhe. Você se foi e já é tarde para algo mais.
Se a distância permitisse, guiaria suas mãos até minha cintura enquanto envolveria-o em um abraço que tornaria tudo mais verdadeiro - e real. Se a distância permitisse tomaria os teus lábios em minha boca, calaria a tua voz em um sussurro. Sua pele mesclar-se-ia à minha, e a noite transformaria-se em doces lembranças e mais tarde a saudade surgiria, como que por obrigação - só para lembrar-me de que já não o tenho, de que nunca o tive.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Breve reflexão de Cazuza, carta Dani.

"Escrevo numa tarde cinzenta e fria, trabalho pra espantar a solidão e meus pensamentos..."

Sábio Cazuza, que deixou-se morrer apenas depois de viver. Que compôs, cantou e viveu sob os olhares emocionados de quem não teve coragem de fazer o mesmo. Nasceu e morreu antes de eu existir, e isso não me dói de maneira alguma, só estou soltando palavras que estão há semanas perdidas em meus pensamentos. Eu pre-ci-so escrever, e nada parece bom o suficiente.
Vivi momentos que descompassaram meu coração e mesmo assim palavra alguma quis abandonar-me, pois a partir do momento em que escrevo, expulso de minh'alma tudo o que antes me habitou, fica só a saudade do que senti e passou. Palavras são traiçoeiras - apesar de serem leais, machucam apesar de salvarem.
Palavras fogem e não dão explicação alguma, voltam ou não; em tarde frias ou noites estreladas. Que as palavras sempre voltem.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um de meus raros poemas..

Hoje fiz um poema dadaísta na aula de Literatura, gostei do resultado e resolvi compartilhar com vocês.
Principais características do Dadaísmo:
Oposição a qualquer tipo de equilíbrio, combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, ceticismo absoluto e improvisação. Enfatiza o ilógico e o absurdo.
Como fazê-lo:
Pegue um jornal/revista e recorte palavras aleatórias que digam algo sobre você. Coloque-as em um envelope e lacre-o. Embaralhe as palavras e pegue uma por uma, sem olhá-las, e escreva-as num papel na ordem em que as pescou. O poema se parecerá com você.

O meu poema:

Escrever...
histórias;
uma peça de teatro;
uma mensagem na garrafa;
o livro dos recordes.
Minha vida...
porque bem-me-quer
um fantasma.
Limites...
Por que não?
Da noite para o dia.
Escrever...
dia e noite;
voar com a alma.
Revolucione! Seja!
Consequência... Simplesmente o destino.
Música. Ser essência.
Aprender, correr riscos.
Memória e destruição.
Ler...
Sem forças, machuca.
Arrisco.
Transformar crises...
Sumir? Gritar? Refletir...

sábado, 16 de abril de 2011

Just tonight.

"Eu não quero ficar sozinha essa noite."

Eu não quero o vazio de ter apenas a minha companhia, me sinto assim, tão pequena, frágil e indefesa. Não quero ficar sozinha essa noite, por mais que me doa precisar de outros corpos que não tenho, por mais que me doa o amor que eu quero e não sinto. Por mais que me doa ter de implorar por ajuda, eu não quero ficar sozinha essa noite, e não quero nenhuma vez mais, quero um corpo quente e amável que me abrace no escuro e que não deixe que eu sinta medo, esse medo que sempre senti, que me espreita todo o dia e na noite me envolve com seus braços frios. Quero apenas algo doce, para enfeitar a vida com cores e sabores que não irão me questionar ou criticar, que não me culparão por errar e errar e errar. Porque erro. Com toda a essência do meu ser: erro. E acho graça na possibilidade de acertar, talvez conseguir o que eu quero seja muito mais simples do que eu imaginei, mas ignoro o que torna tudo mais fácil. Eu gosto do complicado, do que machuca, do que aflige.
Então não me venha com soluções simples - o sofrimento faz de toda história algo mais emocionante de se viver, e chorar por noites inteiras não é algo que eu vá fazer, a minha dor eu vivo em silêncio, e poucas pessoas saberão ouvi-la, conheço duas ou três e elas estão tão distantes e perto de mim. Mas não me encontrarão se eu não permitir, não me salvarão se eu não consentir, estarão assim, ao meu alcance quando eu puder sentir de novo aquilo que eu chamo de falta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fragmentos de dias mal vividos.

"Tenho estado ausente de mim e também de você. Espero que não me culpe, mas as muitas vezes em que fugi de você, foi pra dentro de mim que eu corri, e pra mim não é fácil admitir a covardia, ainda mais por julgar-me tão corajosa, mas não sou, de forma alguma sou. Sou a pessoa mais incerta que conheço, preencho-me de anonimatos e reflexões, não sou ao certo um ser completo e estou mais desesperada do que aparento estar."
Escrito em 31 de março de 2011.

"Para onde foram as palavras que em alimentam? Fugiram na noite de verão e hoje tremem de frio em algum lugar. O outono chegou, e com ele veio a névoa das manhãs. Me pergunto às vezes se esse frio de fora corresponde ao frio de dentro e não sei, tenho medo da verdade. Talvez eu precise apenas de novas distrações - algo que atraia os olhos e o coração."
Escrito em 01 de abril de 2011.


Perdoem-me a ausência. Sinto falta de vocês.

terça-feira, 29 de março de 2011

Two years.

Escrito na madrugada do dia 29 de março de 2009, postado pela segunda vez hoje, dois anos depois.

"Não sei descrever muito bem como me sinto agora, confusa, não penso em nada, em ninguém, não tenho ninguém pra pensar; Não tenho segredos, antes de dormir penso em histórias de ficção imaginando cada palavra lida.
Dando vida à pessoas que nunca vi e dificilmente voltarei a ver. Perdi costumes, abandonei sonhos, vontades. Sorri de saudade e chorei de alegria, o quão fui falsa com as minhas emoções. Senti e não senti, tive medo. Joguei fora. Falei coisas sem propósito, matando o tempo em pensamentos, imagens, sorrisos, suspiros. Perdi a noção, tive medo, chorei, me recuperei, recai. Tive vontades, desejos. Medo. Muito medo...
Ouvi a melodia, senti as notas, falei as palavras, ouvi o que não queria, li o que temia. Vivi momentos, não teve importância, nem falta. Bebi o veneno, acertei o alvo. Me perguntei o porque. O porque da vida, do céu, do inferno. O porque da tristeza, da alegria, do medo. O porque das flores, das pedras. O porque de mim, de você. O porque da saudade.
Não encontrei respostas. Li. Pesquisei. Busquei problemas, encontrei. Sorri fracamente, um sorriso que não atingiu os olhos. Senti saudade, senti falta. Mas falta de que? De quem? Recai, ouvi os sons, senti os desejos. Pensei nos textos, livros, autores. Discussões. E o porque daquilo. O porque disso. O sentimento, o abraço, sorriso, beijo. A paixão, o amor, o ódio. Sentimentos tão diferentes e tão iguais, distantes e próximos. E o desejo mais uma vez. Leve tentação."

Tenho um carinho imenso por esse texto, não sei ao certo porque, mas sou cheia de "talvez".
Talvez porque foi ele quem me motivou a voltar a escrever - eu já tive outros blogs, algumas pessoas que me acompanham aqui, já me acompanharam em outro blog, anos atrás.
O momento em que escrevi esse texto era de infinita dor. Eu estava sozinha, aliás, talvez não estivesse, mas me sentia tão sozinha quanto vocês podem imaginar - ou mais. Enfim, era domingo. Madrugada de domingo. Me lembro exatamente do local onde escrevi, das cores, da sensação, da dor. Ainda sinto as palavras, já não sinto a dor. Hoje o blog comemora dois anos. Dois anos. Nem parece. Passou tão rápido... Nem sempre eu pude atualizar, nem sempre eu quis atualizar, afinal, detesto obrigações, prazos, planos. Muitas vezes não lhes proporcionei o que vocês precisavam, mas sim o que eu precisava. Muitas vezes não mereci a atenção de vocês, e ainda assim vocês não me deixaram sozinha. Estiveram ali, um mais que os outros, e isso não importa, o que importa é que estiveram, e ainda estão. À vocês, o meu mais sincero obrigado. De coração, obrigado, obrigado e obrigado. Porque quando eu quis desistir vocês disseram-me: "Não!" e era o que eu precisava ouvir. E cuidaram de mim quando ninguém mais cuidou, mesmo distantes, fizeram-se presentes. Não posso e nunca poderei explicar a alegria que eu sinto por saber que - em algum lugar do Brasil - alguém me lê, e se comove, e me entende, e se identifica... É inexplicável, inestimável. Então, mais uma vez: obrigado.
Obrigado pelos comentários de motivação e crítica. Pelas horas de conversas e terapias. Obrigado pelos e-mails, recados. E eu tenho um obrigado ainda mais especial - não que os demais não sejam. Obrigado às pessoas que eu conheci aqui e levarei pra sempre, pessoas que me ligaram em momentos de solidão, que me escreveram as mais sinceras e doces palavras numa folha de papel que viajou milhares de quilômetros. Não citarei nomes, mas sei que estes saberão. Eu não tenho palavras para descrever-lhes o quanto vocês são e sempre serão essenciais na minha vida.
Eu não direi que amo vocês, por mais que muitas vezes eu tenha certeza disso. Não vou banalizar o amor, não mais. Jurei isso à mim mesma e estou a cumprir. Obrigada pelos mais de quatrocentos seguidores - eu nunca imaginei que chegaria até aqui. Obrigado pelas centenas e centenas de comentários, nem sei quantos. Obrigada pelas milhares visitas. Vocês estão e sempre estarão junto de mim. Seja aqui ou em qualquer lugar.
Acreditem sempre em vocês.

"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."

Dani.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pra não falar que não falei de amor.

Amor? Mas, afinal, por que deveria? O que você foi pra mim? Não senti seu toque nem seu perfume. O que ocorreu foi que vi seu sorriso por dois imperceptíveis segundos e isso quase me matou. O que ocorreu foi que ouvi sua voz muito menos do que o planejado. Sendo assim, por que deveria?
Por que deveria dar-lhe exclusividade sendo que há mais de um ano não sou prioridade alguma pra você? Será porque mesmo nunca tendo-o nunca deixei de lhe querer? Será porque apesar do seu silêncio ensurdecedor nunca deixei de lhe esperar? Talvez seja.
Talvez seja pela profundeza do seu olhar que não me fitou, pela energia da sua boca que não me calou. Talvez seja pelo seu abraço que nunca chegou. E talvez seja, acima de tudo, pela impossibilidade absoluta de um dia poder chamá-lo meu. O mais estranho é que me conformo, aceito essa dor amarga com uma doçura irracional, com uma leveza desproporcional. E aceito seus defeitos e sua ternura de palavras amanhecidas. Aceito sem cobranças ou exigências, apenas aceito.
Venha quando quiser, quando puder. Eu vou vivendo, mas estou sempre pronta pra você.


Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. [Caio Fernando Abreu]

sábado, 19 de março de 2011

II Fragmentos - de dias e noites.

21 de fevereiro de 2011.
"Foi só o tempo que errou..."
"Certas coisas não se definem.
Talvez não tenha sido o momento certo, um dia de sorte, uma noite nublada. Talvez tenha sido o minuto mal programado ou o pouco tempo que durou. Mas mesmo tendo sido errado, foi perfeito.
Dias nossos, tão nossos que ninguém entenderia, ninguém entenderá."

24 de fevereiro de 2011.
"Adormeci sobre o céu estrelado, enluarado, digno de se sonhar. Lágrimas me impediam de o admirar. Despertei cansada, calada, pesada. Os olhos fechando-se, a alma importando-se com o que não pára de perturbar.
Pela manhã, nuvens brancas e frias preenchiam o ar. Logo esquenta, só não esquenta o inverno de dentro. O sol vem, derrete o ferro, queima a pele, a alma treme, incansável. Os olhos temem, tão abalados. Acordei com pena de mim, sem entender. O que houve? Onde está você?
Está longe, mais longe do que eu posso tocar, e sua ausência me fere tão fundo que não mais sei em que pensar. Eu choro, eu tenho medo. Você não vê, não entende. Mas passará, e num dia ou n'outro você voltará. Enquanto isso, saudade..."

03 de março de 2011.
"Tenho lhe evitado. Não sei se é a escolha certa, sei que é covardia, mas seria masoquismo deixar crescer em mim, esse sentimento. Seria masoquismo aceitar mais um minuto da sua voz, mais um flash do seu sorriso. Isso perfuraria o meu peito e mais tarde destroçaria o meu coração.
Porque lembrar de algo que nunca existiu é tão doloroso quanto saber que não acontecerá. Planos e sonhos jogados fora, apenas o vácuo. Me dói tudo isso. Me dói o que não foi e o que não é. O que não será.
Me dói saber que você existe longe de mim, que não posso sentir e tocar sua pele. Me dói muito mais do que posso descrever. Só dói, e dói...
Dorme bem, meu anjo. Eu te amo, embora você não saiba e eu não aceite.
Eu te amo."

09 de março de 2011.
"Eu sinto uma falta tremenda de ti, sinto um vazio que preenche quando sei que não pensas em mim. Estás em outros braços, tens um outro amor - amor este que chegou antes de mim. Ah, sinto tanto por não estar ao seu lado, por não poder tocar a sua pele. Sei que sou uma completa idiota, mas talvez você sinta minha falta também."

10 de março de 2011.
"Não venha me dizer que lhe esqueci, como se eu pudesse fazê-lo, como se conseguisse fazê-lo, como se quisesse. Lhe deixar pra  trás seria o mesmo que desistir de mim. Se os meus gestos não fossem um poucos seus, se o meu beijo é como o seu e se meus olhos lhe buscam involuntariamente; o que posso fazer além de aceitar-me como sou? Assim: completamente você. Involuntariamente você.
Me acostumei com a tua boca, o seu jeito, e guardei tudo bem dentro de mim, e cada pedaço de você eu carrego. Sua voz e seu cheiro, suas manias e seus beijos. Lembranças nossas. Tudo pra sempre comigo. Então diga que esqueci, use o verbo que for, mas não o único que eu não sei conjugar.
Tudo o que é meu leva seu nome, como se você sempre tivesse estado ao meu lado, tornei-me mais sua que minha e você nunca tem nada a me dizer."

12 de março de 2011.
"Para onde foram as palavras? Para onde fugiram? Pois foram-se, eu sei. Foram-se enquanto eu implorei que ficassem, e agora imploro que voltem."

Meus queridos. O primeiro post de "Fragmentos" foi no dia 05 de outubro de 2010, esse é apenas uma continuação, como eu já disse naquela ocasião, esses são trechos deslocados, que não renderam um post digno, mas que às vezes encantam-nos os olhos. Tenho tentado postar frequentemente, me digam se tenho conseguido, rs. Fiquem bem. <3

quarta-feira, 16 de março de 2011

O ato ou efeito de temer

Um metro e setenta e sete de altura, um corpo esguio e longos cabelos castanhos ao vento. O que houve comigo? Não que eu tenha sido muito diferente do que sou agora, mas evoluí tão significativamente que me assusto ao olhar o espelho. Sou agora tão tudo o que eu sempre quis que me questiono: Por quê? Talvez o que eu quis não fosse o melhor pra mim, e só agora percebo.
Dezessete verões completos, até um pouco mais. E o que eu aprendi com tudo isso? Talvez mais do que algumas pessoas que viveram tanto quanto eu, talvez muito menos. Não depende de mim, apenas vivi da melhor forma que pude - errando descontroladamente, rindo muito e chorando, aos prantos, trancando-me no meu universo particular, no meu mundo preto e branco, fugindo de tudo o que pudesse me ferir levemente, aceitando apenas extremos, correndo em direção dos grandes desastres do coração. Eu vivi da melhor forma que alguém pode querer - e eu quis sempre mais.
Mas quer saber o que realmente me assusta? O que me tortura mais profundamente? Eu cresci. Vejam só, algo tão almejado, natural, inevitável. E mesmo tendo crescido ainda sou jovem demais para qualquer conclusão, sou apenas indefesa e estou desesperada. Pra onde devo correr?
Machucar saber que meus antigos abrigos já não vão me acalentar. Machuca perceber que tudo é - na verdade - muito mais difícil do que eu imaginava. As provas da vida, a ausência de amor próprio, a sensação de abandono, obstáculos inimagináveis e ainda tão pequenos. Como irei suportar a vida durante toda a existência? Como irei suportar acordar manhã após manhã? Nem que eu troque a noite pelo dia, não mudaria, serei sempre prisioneira de mim mesma e é tão estranho sentir-me assim: preso no corpo.
Eu preciso de algo que peça tudo de mim e me impeça de desistir. Vivo procurando alívio em braços desconhecidos, abraços quase compreendidos, não fosse o meu velho medo de amar, o meu vício de descartar, e vou vivendo.
Um dia perco-me, n'outro me encontro. Eu tenho só dezessete anos e olhos que sorriem todos os dias. Distribuo sorrisos, palavras, e não sigo meus próprios conselhos. Me sinto um pouco Amélie Poulain, e me pergunto sobre os ossos de vidro que finjo ter. Como se não pudesse suportar os baques da vida. Não vou quebrar, despedaçar, sou mais forte, porém, não o suficiente para permitir a mim mesma que eu viva.

"Meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita."

domingo, 13 de março de 2011

Carta ao meu amor.

Hoje eu consegui perder-lhe, minha querida, e afastei de mim o meu outro amor - aquele que você conhecia e ria e sorria. Hoje eu perdi as duas pessoas que mais me faziam feliz, e eu sei que eu já não era sua fonte de alegria e ternura como um dia fui, mas não é culpa minha a dor dos golpes que a vida me deu. E ainda dói. Mas doem ainda mais as suas palavras sem pena, a sua amargura sem filtro, toda sua força num grito - que me calou.
Tentei falar-lhe sobre o que tem me machucado, tentei dizer-lhe que todas as noites eu choro, antes de dormir, no escuro. Sem que ninguém ouça, sem que ninguém veja. Apenas choro. E esperava que você entendesse essas lágrimas que agora cessam e transformam-se rapidamente em palavras.
Dar-lhe-ei seu espaço, viva sua dor, cultive um novo amor. Você tem meu número, meu endereço, meu sentimento. Você me tem e nem sabe, então, se precisar de mim, apenas sussurre o meu nome e minh'alma ouvirá. Eu estarei aqui, porque eu te amo.

"De um jeito que eu nunca amei ninguém..."
(23 de fevereiro de 2011)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Platônico.

Desde o início eu soube. que não teria sentido amar-lhe, querer-lhe, que era impossível, amor sem destino, enfim. Eu sempre soube... Porque você era certo demais pra mim, cheio de defeitos que eu estava (estou e sempre estarei, diga-se de passagem) disposta a aceitar, a respeitar. Você não entenderia o que eu sinto, essa preocupação por querer-lhe sempre bem, sempre feliz, mesmo que nos braços de outra, e não nos meus. Eu estava disposta a deixar tudo e ir ao seu encontro, se assim você me pedisse, mas você não pediu, e minha esperança adormeceu, porém permanece aqui, como você permanece.
Lembro perfeitamente do seu sorriso, do seu sotaque engraçado, dos seus olhos fitando os meus quando nem sequer nos tocamos. E me dói a lembrança, do mesmo modo que me recuso a esquecer. Pergunto-me: Porque precisou acabar? Eu era e sou tão apaixonada por você, e você sabe muito bem disso. Sabe também que me encanto facilmente e que sou muito mais sensível a você.
Mas despreza, ignora.
Sem o intuito de me machucar.. Mas machuca.
E eu vou suportando.

Madrugada de 09 de março de 2011, cerca de 02h11min.

quarta-feira, 9 de março de 2011

À vocês, meus sempre presentes.

Ah, tenho lhes falado do meu cansaço existencial, minha necessidade de observar o tempo passar escondida sob as páginas de um livro, uma história de amor qualquer, morta e enterrada no século XIX. Os olhos entreabertos, dias inteiros à deriva, sem o que buscar, sem nada encontrar. E assim vou-me, e assim resisto. Mas é certo que volto, sempre voltarei, assim como todo ano chega o inverno, assim como o ato de reapaixonar-se. Vou e volto, involuntariamente.
O frio preenchia-me quase completamente - ainda havia o vazio, mas passou, passou, passou como tudo passa. Estou embriagada com cafeína e esses meus amores incertos e incorrespondidos, talvez até inexistentes, que diferença faz?
O sorriso nos lábios está aqui, o brilho nos olhos também está, só falta-me a razão, onde estará?

sábado, 5 de março de 2011

Ainda não.

Oi, meus amores. Como vão vocês?
Ai, tenho mais um daqueles comunicados chatos, que ninguém gosta de encontrar aqui ou em qualquer outro lugar.. Estou sem tempo. É, vocês provavelmente já perceberam isso, mas eu estou sem tempo mesmo, e sem disposição. Estou começando o último ano da escola (vejam como sou nova, rs) e no dia 14 desse mês inicio um curso pré-vestibular no período noturno, ou seja, só me resta a tarde pra ficar aqui.
Me parte o coração, de verdade, essa ausência. Me parte o coração não atualizar, não ler vocês, não escrever.. 24 tornaram-se poucas para mim, rs, eu queria mais, 30 estaria bom, haha.
Quero dizer-lhes que eu não vou abandonar o blog, só não poderei atualizá-lo com tanta frequência, e nem posso garantir-lhes que conseguirei responder os comentários de cada um de vocês, que merecem uma atenção especial. Me sinto muito egoísta fazendo isso, mas uma pessoa que estuda e estuda (que eu imagino que seja o caso da maioria de vocês) me entenderia.
É. Ano que vem pretendo ingressar à faculdade de Psicologia, o que vocês acham? Já quis Jornalismo, História, Letras.. E não deixei de querer nenhuma destas, mas algo me diz que Psicologia é o certo.
Além de estudar, tenho outra "coisa" que é muito importante pra mim, que é a Pastoral da Juventude. Talvez vocês tenham ouvido falar, talvez não, mas, bem, é uma pastoral da Igreja Católica, da qual participo desde os primeiros anos de vida. Sou coordenadora de um grupo (eu e minha velha mania de querer dirigir tudo) e isso me toma um tempo precioso, mas muito bem aproveitado.
Agora vocês se perguntam: "Por que ela está nos contando tudo isso?", é, eu sei que vocês esperavam mais um texto tirado do fundo de minh'alma, mas por uma razão que desconheço senti essa necessidade de dividir com vocês o motivo da minha ausência na blogosfera. Bom, é isso.
Eu espero, de coração, que vocês não deixem de buscar minhas palavras. Ah, eu sempre estarei aqui. Se não aqui, nas livrarias, afinal, quem não sonha não realiza, certo? E eu sonho... Ah, eu sonho. Fiquem com Deus, cuidem-se.

Dani.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saudade.

Amar-te-ei, na noite fria e solitária, abatida pelas lembranças que outrora me fizeram sorrir, mas que hoje são apenas saudade. Saudade insaciável, que preenche minhas lacunas, saudade que transborda de meus olhos noite após noite, saudade que comprime meu coração já tão cansado. Saudade. Dolorosa e assombrosa saudade, que em consola nos momentos de alegria, quando me esqueço de ti, e me faz lembrar, e me faz recair, e quase não suportar.
É dessa saudade que destroça que eu falo. Essa saudade que apavora meu coração. Saudade que adormecerá nos meus braços por meses a fio, despertando no meio da noite, aos prantos, ao lembrar-se do vazio em mim. Porque essa saudade sou eu, sem fim.
Será no choro incessante, na voz gritante, que me calarei. Pois às vezes cansa-me a vida, e é tão egoísta escolher a morte, decidir pela terra enquanto o céu é tão limpo e azul. O sol me aquece nos intervalos da dor, quando é quase insuportável sentir, tudo passa, o que fica é a angustia, a certeza de já não tê-lo em mim.
O que fica é a tortura dos dias que não me deixam descansar um só minuto, os dias que me obrigam a viver, enfrentar a vida. Abrir os olhos, lavar o rosto e viver. Viver porque não há saída senão viver. Então eu vivo. Tropeçando e caindo, mas vivo.
Minhas asas estão quebradas, meus sonhos, despedaçados.
Minha voz está tão fraca e minha alma calada.
Silêncio habita em mim durante o dia. Durante a noite sou gritaria. Gritaria porque imploro, porque preciso. E o que eu peço é só que tudo seja diferente, que recomecemos do zero, desde o início de nossas vidas. Que completemos todos os anos outra vez, que seja lento e extraordinário, reviver, renascer. Recomeçar.
Não me peça essa verbo, essa conjugação, não me peça o que mais dói: deixar pra trás, recomeçar. Porque fechar os olhos pra isso é esquecer, e esquecer é inconjugável. Não é verbo, é inexistência.

18 de fevereiro de 2011.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dónde estás?

Passei o dia fingindo que te esqueci, que não importa, "tanto faz", tentei me convencer de que passou, coisa de momento, caso passageiro, rápido, por pouco não me convenci. Mas então chegou a noite e com ela toda a solidão das lembranças de quem lembra sozinho. Eu sei que você não pensa mais em mim. Algo tão pequeno como o que viveu comigo, insignificante, por que lembrar? Não fui nada além de qualquer uma, me pergunto o que me fez pensar que eu seria diferente, afinal, tenho olhos e cabelos castanhos como qualquer outra garota. Acontece que o meu olhar é mais firma que o delas e não gasto palavras em vão. Acontece que meu coração é um tanto mais forte e mais frágil, acontece que sou essa contradição alucinante e sempre me julguei muito dona de mim. Então você me olha e me desarma. Não é preciso dizer nada, apenas me olhar, e minha alma se enche de alegria e amor.

"Porque en tus ojos me encontraba y tantas veces me perdi. Porque en el punto exacto de la oscuridad no supe más de ti."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Without you.

De uma forma ou de outra eu soube desde o início que seria como pular de um avião sem um paraquedas para me salvar, agora eu caio a toda velocidade, cada vez mais fundo em meus abismos. Pude pressentir a dor antes de lhe tocar, eu sabia que nunca mais voltaria a ser como era. Quando lhe toquei surgiu em mim o que chamo de certeza: era isso e nada mais.
Fui precipitada, impulsiva. Tive medo, mas corri o risco e acertei em cheio: ficará. É o pouco que sei, ficará.
Senti o teu cheiro impregnado na minha pele, o teu beijo ainda presente na minha boca. Quis dormir nos teus braços sob a vigilância do teu olhar, mas fugi à meia noite, como aquela princesa que tanto já se ouviu falar. De mim, ninguém falará, sou tão anônima quanto posso suportar.
Ao desvencilhar-me dos teus braços eu soube: acabou. Acabou o que mal teve tempo de começar. Acabou e não voltará. Talvez você me ligue numa noite vazia, quando lembrar-se da minha pele contra a sua. Talvez sinta minha falta, talvez não sinta nada. "Como era mesmo o nome dela?" Porque as coisas tendem a ser assim, aprendi, e me dói não poder lhe tocar outra vez. Dói mais do que posso explicar ou até mesmo entender.
Nossos olhares trocados me perfuraram pela manhã, quando a noite acabou, quando a água levou do meu corpo o teu cheiro, quando entre lágrimas eu compreendi e sorri: é só o que tinha que ser, e o que tiver que ser, será.
A lembrança destroçou minha alma, a ausência queimou minha pele, onde você me tocou. Ficaram as marcas, as feridas que demorarão a se curar. Ficou a tua voz ecoando na minha cabeça.
Na noite fria, sob a chuva, vi teus passos levando-lhe para longe de mim, e doeu não ter um olhar de despedida à distância. Talvez não seja a hora de dizer adeus, as coisas acontecem como devem ser. Mas a esperança logo me abandonou, me deixando sozinha, com os olhos manchados e o coração doendo, minha boca pedindo mais, meu corpo pedindo mais, e você indo embora, rapidamente, como se tudo tivesse sido apenas um sonho que poderia ser minha eterna realidade.

Meus queridos, perdoem-me os intervalos entre postagens, não tenho tido tanto tempo para escrever e postar, e isso me perturba muito. As palavras me fogem, o tempo não resta. Minhas aulas voltaram, como a da maioria das pessoas da minha idade, e por isso tenho dividido minhas 24 horas diárias entre estudar, trabalhar (um pouquinho) e ler, escrever, ficar aqui. Mas nem sempre tenho como fazer tudo o que quero, então, minhas mais sinceras desculpas. Fiquem com Deus, com carinho, Dani.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Doce.

"Extranjera en tu corazón."

Amor, tenho lhe dito, já não suporto seu vazio a me preencher. Tem sido tão doloroso abrir os meus olhos pela manhã e não encontrar, nos teus, o brilho pelo qual eu me apaixonara, tempos atrás... Aliás, quando tempo passou?
Pelo calendário dos normais, pouco menos de vinte e seis meses. Vinte e seis meses. E durante toda essa nossa vida tão nossa, meu coração disparou - amanhecer pós amanhecer -, acordando ao lado teu. Eu te amei tão intensamente, tão "sem-limites", como você gostava de me chamar, mas, amor, eu sempre soube o momento exato de parar.
Lembro-me de nossos primeiros dias, semanas, meses. Era doce ter-lhe como meu abrigo em noites chuvosas, era doce viajar sem rumo pelas estradas de você, de mim. E dentro de ti, perdi-me. Em dois anos não me encontrei, e você já não me guia nessa escuridão.
Não encontrei outra estrela, outro farol, seja o que for. Você é único em minha vida, mas não suporto ver o fim desse amor chegando, tão manso. Os dias na praia estão tão distantes, as noites no campo. Tudo tão distante de mim. Tenho sentido-me incapaz... De viver-lhe, viver-me. Não quis aceitar que algo tão fatal nos tocasse, não suportei a dor de dizer-lhe adeus, então, parti.
Já não me encontrará onde eu sempre gostei de estar, terás-me apenas em seu interior. Me desculpe, me perdoe. Apenas não aguentei tanto amor acumulado em meu interior, e seus espaços tão lotados de mim. Eu te amei tanto que tornou-se insuficiente o seu corpo.
Agora vou-me, certeira de que paz já não encontrarei em lugar algum, mas não poderia mentir-lhe sobre o que fiz. Eu te amo, do modo mais sincero que se pode amar alguém. Que Deus e as estrelas lhe guiem, que sua alma não se perca, que seu coração não pare. Que sua mente não me apague de ti. Eu te amo.
Com carinho, D.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Comigo mesma.

"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos." Caio Fernando Abreu.


Sento-me à porta, o calor do dia toca minha pele. Nada como o verão, mas sinto falta de outras estações, talvez não tão vivas e brilhantes quanto essa, mas encantadoras de formas distintas. Sou uma contradição, gosto de opostos. Branco. Preto. Verão. Inverno. Noite. Dia. Tanto faz, eu adoro. Adoro a vida - mesmo quando dolorosa - e não temo a morte. Não a minha.
Às vezes fico repleta de sonhos e sensações. Às vezes não sinto nada, e isso também machuca, talvez não como a dor do não-amor ou da perda, mas como uma dor que implora por motivos, razões. Mas nada acontece, e essa dor desnecessária é que me preenche nas horas vagas, e nela até sorrio... Não sou triste como pareço, embora não saiba quem e o que sou, sei o que não sou. E não sou triste. Apenas tenho um curioso afeto pelo que machuca, ah, as pessoas detestam tanto o que fere, que sinto piedade, e poderia pô-los em meu colo para protegê-los de tantas palavras más a seu respeito. Palavras machucam, trazem lágrimas até aos olhos mais alegres e brilhantes.
Tenho os olhos de quem sonha, de quem quer. E acho que essa seja uma boa definição para mim, tão simples e clara. Alguém que sonha. Alguém que quer.
Mas isso não descreve exatamente minha essência, pois sou também alguém que sente. E sendo assim, choro, rio, sor-rio, também me calo, observo e falo sem parar. Me desespero, sinto medo, tédio. Fujo para dentro de mim, caio em meus abismos, pulo de precipícios. É isso que sou. Isso e um pouco mais, porém não sei, às vezes todas minhas certezas tornam-se pó e não é nada fácil reconstruí-las.
Gosto de imobilidade, tenho medo de escuro, sou perfeccionista, detalhista e dezenas de outros adjetivos que podem ser bons e ruins - ao mesmo tempo.
Agora, o vento balança as folhas dessa árvores que é uma memória viva de minha infância. Eu adoro o vento, adoro a sensação de leveza que ele me traz - ou do peso que às vezes carrego. Adoro o vai e vem da rede e odeio o vai e vem do amor. Amo e não amo, amo e não amo, e isso também machuca.
Tenho essa mania de ir e vir, mas também sou definitiva: ou permaneço ou digo adeus. Dói dizer adeus, principalmente quando existe esperança. Dói viver, dói morrer - por dentro. Dói chorar escondido, no escuro, em um canto. O que vale a pena dói, o que não vale também. Vez ou outra sou tão dolorosa, tão dolorida, que chego a sorrir, e acolho a dor, porque ninguém mais a quer. E rejeição dói muito mais.

Acaso?

Não acredito no acaso, portanto, não digo que foi por acaso, mas exatamente hoje encontrei um presente no blog da Thaís, o Remember. Primeiramente quero agradecer a essa garota tão talentosa, de palavras exatas, certeiras, que agradam os olhos e alma, muito obrigada. E o possível "acaso" seria porque hoje é meu aniversário, 17 aninhos, quem diria, sou quase uma adulta! Haha. Mas, bem, vamos às regras.

1. Falar dez coisas sobre mim.
2. Indicar dez blogs ao selo.
3. Avisar os blogs que receberem o selo.


Dez coisas sobre mim:
Adoro surpreender. Quando era mais nova, viajava e relatava tu-do em um caderninho que eu mesma decorava. Já participei de um show de calouros (não sei porque estou contando esse triste fato a vocês). Eu sempre tenho papéis à mão, caso tenha um momento de inspiração. Tenho medo de ficar sozinha em casa. Moro numa cidade que não tem quinze mil habitantes (lamentem por mim). Tenho ciúmes estranhos. Sou com-ple-ta-men-te apaixonada por Caio Fernando Abreu. Quero (e vou) estudar em alguma faculdade federal. Jamais me descreverei exatamente como sou.

Os blogs que eu indico são:

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Yesterday.

Balançava-se na rede, um livro negro nas mãos. A chuva caia, fria, o vento tocava sua pele e esta se arrepiava instintivamente. "Um chá, talvez", pensou, mas o que se via à distância não permitia-me ouvir seus pensamentos ou simplesmente fitar seus olhos, pois estes estavam perdidos entre folhas e linhas e palavras de segredos alheios, mas o chá à aqueceria, eu sei, acalmaria seu coração sempre descontrolado, confortaria a dor inesgotável. Era por isso que o fazia, fervia a água, despejava-a em sua caneca cheia de mosaicos - presente de seu amado irmão - com dois sachês de chá, deixava-os lá por vinte minutos, adoçava - pois o amargo da vida não lhe era suportável. O aroma despertava-lhe os pensamentos. Cessava a leitura, envolvia a caneca com ambas as mãos - para aquecê-las -, olhava o céu, escutava a chuva, fechava os olhos e por fim sorria.

Sobre mim.

Já lhes disse que senti saudades daqui? É incrível como eu me acostumei com tê-los comigo, como estão? Recebi esse desafio do talentoso escritor Wilian Wenzel, dono do blog In-diferentee, que escreve textos maravilhosos, agradeço pelo desafio, gostei muito de respondê-lo. *-*

- Descrição -
Nome: Daniela Filipini
Idade: 16 anos.
Aniversário: 22/01.
Emprego: Não tenho. 
Estado Civil: Namorando.
Onde vive (casa ou apartamento): Casa.
Irmãos: Dois.
Animais: Prefiro que fiquem no zoológico, rs.
Fuma: Não.
Bebe: Não.

- Aparência -
Piercings: Não.
Tatuagens: Não.
Aparelho nos dentes: Sim, infelizmente.
Roupas: Calças jeans, camisas largas, rasteirinhas, all star.
Cor dos olhos: Castanho claro.
Cor do Cabelo: Castanho claro.

- Favoritos -
Cor: Branco.
Número: -
Animal: Panda.
Flor: Rosa.
Comida: Churrasco.
Sabor de Sorvete: Morango, torta alemã.
Doce: Chocolate.
Bebida Alcoólica: Nenhuma.
Tipo de música: Rock, muito resumidamente. 
Banda/artista: Green Day.
Música: Wake me up when september ends.
Livro: Fora de mim, Martha Medeiros.
Filme: O som do coração.
Programa de TV: - 
Melhor amigo: Andrei Filipini.
Dia da Semana: Sábado.
Esporte: -

- Vida Amorosa - 
Nome da Pessoa Amada: R. C.
Estão juntos há quanto tempo: Menos de um mês, rs.
E de casados, há quanto tempo: -
Local em que se conheceram: Na Pastoral da Juventude.
Foi amor à primeira vista? -
Quem deu o primeiro passo? -
Já te deu flores? Não.
A coisa mais doce que ela te deu? Um panda de pelúcia. *-*
Um sonho de vocês dois? -
Uma curiosidade do casal? -
Quem tem mais ciúme? Eu.
Ela se dá bem com a sua família? -
E você com a dela? Sim.

- Outros - 
Sabe dirigir? Não.
Tem carro/ moto? Não.
Fala outra língua? Portunhol, haha.
Coleciona algo? Livros (?).
Fala sozinha? Quando estou triste, sim.
Se arrepende de alguma coisa? Com certeza, mas acredito que tudo o que vivemos nos leva a algum lugar e nos ensina algo, isso torna mais fácil o ato de aceitar meus erros.
Religião: Cristã, católica.
Confia nas pessoas facilmente? Não.
Perdoa facilmente: Depende..
Se dá bem com os teus pais? Mais ou menos, poderia ser melhor.
Desejo antes de morrer: Publicar livros!
Maior medo: Perder minha família.
Maior fraqueza: Eu mesma.
Toca algum instrumento? Não.

- Alguma vez... -
Escreveu alguma poesia? Sim.
Cantou em público? Sim.
Fez alguma performance em palco? Sim.
Andou de Patins? Sim.
Teve alguma experiência que quase morreu? Não que eu me lembre.
Sorriu sem razão? Sim, todos os dias, graças a Deus.
Riu tanto que chorou? Claro.
Como você está se sentindo hoje? Bem, aliás, anormalmente bem.
O que te faz feliz? A presença de Deus na minha vida, ver minha família feliz, estar com amigos, ler, ouvir a chuva, escrever.
Com que roupa está agora? Short jeans, camisa branca e meu chinelinho marrom, modelo Grendha tropical, rs.
Cabelo? Preso em um coque.
Brincos? Sim, embora sejam bem pequenos.
Algo que você faça muito? Leio, leio, leio e leio. Fico na internet, deito-me na rede da varanda. Escrevo, escrevo e escrevo. Olho o céu.
Conhece alguém que faça aniversário no mesmo dia que você? Sim, uma menina chamada Iara que conheci quando era criança...
Está confortável com o teu peso? Sim, mas pretendo voltar a malhar no início do mês.

- Acabe a frase - 
Gostaria de ser... uma filha melhor.
Eu desejo... paz, apenas.
Muitas pessoas não sabem... como eu realmente sou e criam suas versões de mim, criticando antes mesmo de me conhecer.
Eu sou... apenas eu mesma.
O meu coração é... onde eu me escondo, é meu mundo, meu refugio. Tenho necessidade de ficar em silêncio, e nesses silêncios é pra dentro de mim que eu vou, escondendo-me em meu próprio corpo.

Repassar para cinco bloggeiros:

sábado, 15 de janeiro de 2011

Simples e direto.

"Não é porque o céu está nublado que as estrelas morreram."

Uma semana sem você, sete dias vividos de precipício em precipício, sempre beirando meus abismos, evitando e desejando quedas pro fundo de mim, para a essência de meu ser, minh'alma. Sete dias de paisagens fascinantes, um ar mais puro, uma chuva suave. Sete dias de um céu muito mais estrelado, de músicas melhores, bonitas, selecionadas.
Porém, sete dias sem o seu toque, o seu olhar, a sua voz. Sete dias longos e vazios sem a sua presença. Sete dias e nenhuma história, apenas a cansativa rotina de um dia diferente do outro. Mas antes de todos esses fatores, o que mais me fascina é a forma como você me preenche, me entende. É extraordinário o modo como você me acomoda nos seus braços e me faz sorrir com tão pouco. Eu devo agradecer-lhe por tê-lo, mesmo que a distância.
Você, como mais ninguém, me encanta, com seus olhos claros que eu sempre fico a observar.
"Não foi nada, eu apenas quero guardar a lembrança da cor dos seus olhos e do que eles me transmitem. E só. Não se preocupe."
Durma bem, anjo meu, que os seus olhos nunca se apaguem da minha lembrança.

Escrito dia 12 de janeiro de 2011, às 0 horas e 36 minutos, em São Miguel do Oeste, Santa Catarina.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vi-a-jar.

"Eu resisti, resisti até não poder mais. E então meus gestos deixaram de ser meus, felizmente."

Venho avisar-lhes que estarei ausente nos próximos quinze dias, pois irei viajar para Santa Catarina. Não preciso dizer que sentirei saudade de vocês, certo? rs. Prometo que, quando voltar, postarei novos textos para vocês. Fiquem com Deus e um ótimo começo de ano a todos.
Um sorriso.