quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A todos os blogueiros e escritores de gaveta.

Tire-me a escrita e será como se meus olhos deixassem de ver, como se minha boca não mais soubesse falar, como se melodia alguma eu pudesse escutar.
Tire-me a escrita e nada mais poderei fazer, apenas aceitar em silêncio a dor de já não viver. Porque das minhas palavras eu tiro o ar que respiro e a luz que vejo.
Tire-me a escrita e perceba-me vazia, sem razão ou destino, apenas um corpo frio parado no tempo. Tire-me a escrita e notarás o quão necessário é, para mim, conjugar verbos em sentimentos, criando sensações involuntárias a quem lê. É isso o que eu faço: eu escrevo, e nada além me descreverá tão bem quando tal ato: eu escrevo, e apenas disso vivo, as estrelas guiam o caminho pelo qual eu sigo, o sol ilumina até os dias nublados e frios, as flores nascem e morrem, olhos transbordam, corações batem, dedos entrelaçados se afastam, silêncios dizem adeus, amores surgem, cartas queimam, velhas lembranças dissipam-se, grandes momentos acontecem, segundos são congelados numa fotografia em preto e branco, cortes tornam-se visíveis, dias chegam ao fim, a lua cheia no céu, fogos de artifício, o sorriso no rosto da pessoa amada, uma vida alcoolizada se acaba, uma tempestade se inicia, a saudade aperta, o medo, a loucura, doze meses se passaram. Eu escrevo.
E é só disso que sou feita, apenas isso farei, hoje e todos os dias de minha vida, apenas isso serei, minhas palavras, minhas verdades.
Eu escrevo, e agradeço a Deus pelo que faço, agradeço entre lágrimas que imploram, agradeço em um dia ensolarado e nada mais importa se não o sentimento intocado de amar.
Amar tudo o que foi citado e um pouco mais, amar o que os olhos não vêem e o coração sente. Amar o que foi, o que será, o que é. Amar cada minuto dos meus dias, bons ou ruins. Amar a dor, amar tudo o que se faz sentir. E transformar todo esse amor em palavras, porque eu escrevo, é isso que eu sou.

Um feliz ano novo a todos, meus queridos. "Que seja doce!" ♥

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cause it's you and me.

Nessa tarde de céu branco e vento levemente frio, penso em ti.
Assim como penso em todas as outras tardes e manhãs e noites, seja frio ou calor. Acontece que, hoje, algo diferente ocorreu, não que nunca tenha ocorrido. Mas às vezes a dor me consome de forma tão total, tão definitiva que me pergunto se poderei suportar outro golpe, mesmo que um só. E essa dor, esse golpe, é sua ausência. Sua ausência que se faz presente quase todo o tempo. Então eu penso naqueles momentos tão bons contigo, quando vivemos noites enluaradas no silêncio confortável de um abraço contínuo.
Talvez a noite de hoje seja tão doce e memorável quanto aquelas outras em que estive contigo, talvez seja apenas a escuridão sem teus olhos pra me guiar, a solidão sem você pra me curar. Talvez seja apenas.
Ouço músicas que são tão minhas quanto suas e sorrio em silêncio. Em algum lugar você está. Provavelmente andando por ruas quase vazias, direcionando seus passos a qualquer lugar que te não seja o meu lado, nesse momento. Não posso me queixar se nossos pontos de descanso não são sempre os mesmos, afinal, ainda é necessário viver, entretanto, várias vezes me descubro pensando em planos que não poderiam se concretizar num espaço curto de tempo. E é essa incerteza que me fere. Mas é a sua certeza que me cala, me acalma, me abala. Ou seja, de uma forma ou de outra o que eu sinto não pode - e nem deve - ser explicado.
Pois enquanto houver o sentimento, haverá também toda essa ternura, e talvez, um dia, a exatidão.
Mais tarde estarei em seus braços e direi o quanto senti sua falta: muito mais do que eu posso afirmar. E você sabe, você sabe tão bem quanto eu. Então deixe que o tempo passe, eu não irei pra casa essa noite, aceitarei o céu estrelado se ele vier e correrei sob a chuva se for necessário, mas não saio do seu lado, não essa noite.
Porque eu gosto mesmo de você, e não sei exatamente o que fazer. Apenas deixe que as horas aconteçam naturalmente, deixe que a vida ande enquanto esquecemos a dor que nos destroça por dentro, porque essa noite estaremos completos, e nada será mais forte do que esse sentimento.

Ei, pessoas lindas. Desculpem-me a ausência dos últimos dias, again, e obrigada por estarem aqui, de verdade, lendo, seguindo, comentando. Isso é realmente muito importante pra mim e espero merecer o reconhecimento de todos. Desejo-lhes um Natal maravilhoso, que seus corações transbordem de alegria e amor, não se esqueçam do real significado dessa data, não percam-se no mundo do capitalismo. Sejam mais alma do que matéria. Os meus mais sinceros votos de felicidade a vocês, fiquem todos com Deus, e obrigada.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ter-lhe.

A chuva cai lá fora e em alguma rua fria você está. Há poucos minutos nossos braços se entrelaçavam num carinhoso abraço, mas você se foi, como sempre tem de ir... Mas chegará a noite em que contaremos as estrelas no céu e nada nos impedirá de vivermos aquele momento. Eu quero estar com você, apenas, nem que seja simplesmente para te olhar de longe e escutar sua risada que tanto gosto.
Quero só ter-lhe por perto, e saber que você quer o mesmo. Quero exatamente o que você é, pois já é muito melhor do que eu poderia imaginar. Eu lhe espero mesmo que os dias sejam longos, lhe espero mesmo quando não puder te encontrar. lhe espero, e isso resume tudo.
E se alguém me perguntar o porque de tanta devoção, palavras faltar-me-ão, pois jamais conseguirei explicar - até mesmo pra mim - esse sentimento de alegria e paz por ter-lhe comigo, mas lhe quero e lhe espero pelo que você é, e qualquer pessoa que venha a conhecer-lhe entenderia o quão espetacular és.
Pois você quer tornar meus sonhos realidade, quer transformar minhas palavras em fatos e não percebe que o que eu digo é pobre e indigno diante do que você me proporciona.
Me dói não ter-lhe por perto, não sentir sua presença, seu abraço, sua respiração, seu coração pulsando sob a pele quente. Me dói ter-lhe por tão pouco tempo, e não digo isso da boca pra fora.
Ei, sorria pra mim, sabe que seus olhos tem uma cor diferente de tudo o que eu já vi? Quando os encaro é como um degrade de sentimentos. Diante do Sol é como o infinito. Mas a verdade resumida é que seus olhos tem me guiado na escuridão, e isso é uma breve síntese de algo sem explicação.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dias de angustia.

Relato um.
Permita-me amar-lhe, mesmo que apenas no silêncio involuntário da não-reciprocidade. Não assombre-me com perguntas contidas enquanto eu busco incansavelmente respostas que me levem até você. Porque por uma razão ou outra eu sei até onde o destino nos levará.
As horas tem passado mais lentas enquanto espero por lhe encontrar, os dias tem sido como anos. A expectativa abalou meu coração quando ouvi uma voz dizendo que você viria, por uma mera desculpa que eu acabara de cair. E você veio e poderia escutar meu coração pulsando tão rápido se soubesse, mas você não sabe, e partiu depois de uma despedida breve e tímida. E no meio do caminho, olhou pra trás, e aquele olhar tirou o meu chão e o meu ar, porque tudo o que se espera de uma pós-despedida é aquele olhar de quem parte e queria ficar, tudo o que eu pude fazer foi chorar. Chorar no frio da noite, em silêncio.

Relato dois.
Sob a Lua solitária de uma noite morna e vento frio, envoltos pelo grama e por risadas e vozes distintas, você e eu. Você ali, tão perto de mim, eu pude até sentir o calor vindo do seu corpo a alguns centímetros do meu. E devo dizer que gastei todas as minhas forças em esforços para não te tocar, e de tantas forças gastas, meu corpo parecia ferro ao caminhar ao lado do seu, que era quase como um ímã.

E um conto quase real.
Cai a noite, olhos perdidos entre ruas e avenidas procurando um rastro da sua imagem que insiste em não aparecer, meu coração inquieto não me deixa esquecer que a qualquer momento vou te encontrar, mas os minutos passam como horas, o céu acinzentado pisca com um trovão distante que faz o chão tremer levemente. O vento frio é um aviso de que logo a chuva me atingirá, olhos para os lados, nenhum sinal de sua presença. Minha pele se arrepia subitamente e sua voz rouca sussurra, quase inaudível, muito perto do meu pescoço: "Demorei?", me viro e ali estás, o meio sorriso que eu tanto gosto acompanhado de suas mãos prontas para me proteger da escuridão.
"Pensei que não suportaria esperar nenhum minuto à mais", digo-lhe.
Você sorri e me abraça. Começa a chover, tudo bem, nossos dedos se entrelaçam naturalmente e nossos passos ecoam pela rua vazia, em direção a qualquer abrigo que possa nos salvar da tempestade que acaba de começar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fragmentos de uma (ir)realidade.

"(...) E eis-me aqui. Dura, silenciosa e heróica."

Tenho vivido dias à toa, buscando razões e explicações, respostas que justifiquem essa busca desnecessária. Porque não há nada a se encontrar, somente o caminho cheio de pedras e espinhos. Não há mais nada a fazer. Já li livros que distraíram meus pensamentos, assisti filmes que causaram medo. Já chorei no escuro, na luz. Chorei no banho, na rua, sob a Lua e todas as estrelas. Chorei diante do pôr-do-sol. E ri em ambas ocasiões. Escutei músicas que destroçaram minhas lembranças em dor e ódio, mas não consegui deixar de lembrar.
Eu fiz tudo o que pude e o que não pude pra me animar, voltar a sentir as cores, perfumes, voltar a ver as flores e ter novos amores. E talvez eu até tenha conseguido, por alguns minutos, e logo a luz se apagou. Mas dos amores que eu tive e pelas pessoas que fiz sofrer, me excluo de você. Dos seus planos, dos seus sonhos. Porque eu não suportaria a culpa das suas lágrimas. Porque eu não viveria em paz se houvesse dor no seu olhar.
Tenho esquecido das horas, dos dias. Vivo o ato de ignorar. Ignorar o meu coração que bate desordenado quando te vê chegar, ignorar a minha voz que se cala quando deveria falar. E por tudo isso eu digo: Me perdoe. Por lhe querer e lhe amar em silêncio; Por lhe imaginar comigo; Por me torturar por dentro; Por bani-lo do sentimento. Dou-lhe as minhas mais sinceras palavras, palavras de alguém que vibra ao lhe encontrar, mas que perde o rumo em sua ausência. Que desaba, que cai. Perdoe-me. É só o que eu lhe peço.

Desafio dos sete.

Recebi um desafio da Lys Fernanda e achei muito interessante, então, resolvi postar. São só curiosidades, algumas características que podem ser notadas facilmente por qualquer pessoa que me conheça de perto, então, bom, aí está...

7 Coisas que tenho que fazer antes de morrer:
• Conhecer a Hozze. *o*
• Ir à Europa.
• Publicar livros.
• Ver o mar.
• Ir a shows do Green Day e Linkin Park.
• Me formar em Letras/História/Psicologia/Filosofia/Teologia. (Estudar forever, rs)
• Xingar muito minhas professoras de Literatura e Português.

7 Coisas que mais digo:
• Uow!
• Porra.
• Aff.
• Santo Diós.
• Eso!
• Come on! Go go go go go go go!
• Tá né.

7 Coisas que faço bem:
• Escrever.
• Ler.
• Bolos (modéstia parte. HUSEHUESHUESHU)
• Dormir.
• Reclamar
• Liderar. rs
• Cosplay de Hamtaro quando sorrio. *o*

7 Defeitos meus:
• Sou teimosa;
• Egoísta;
• Estressada;
• Ciumenta;
• Perfeccionista;
• Detalhista;
• Intensa(o que também pode ser considerado qualidade, depende do ponto de vista).

7 Coisas que amo:
• Deus.
• Minha família.
• Ler.
• Escrever.
• Chuva.
• Coca Cola com limão e gelo. (L)
• Meus cadernos e livros.

7  Qualidades:
• Sou determinada;
• Criativa;
• Sincera;
• Pontual;
• Confiável;
• Fiel;
• Sorridente. :D

7 Pessoas para fazer o jogo dos sete:
• Juliana, do blog • Momento Lala •
• Luiza,  do blog Vacas azuis voadoras.
• Pâmela, do blog Psicanálise da Escrita.
• Bandys, do blog Esconderijo da Bandys
• Sara, do blog Sunday Smile.
• Ju Fuzetto, do blog Um lugar ao sol, perto do vento.
• Larissa, do blog Minha Neologia.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Always by your side.

Não pense em mim como algo que se foi e não voltará. Tenho estado perto o suficiente para cuidar das suas dores e feridas que insistem em não cicatrizar. Você não me vê e tampouco escuta a minha voz, mas quando o vento sopra em sua direção, pode sentir meu perfume impregnado no ar. Eu estive ali, amor, ao seu lado. E não suporto ver essas lágrimas que brotam em seus olhos ao não me encontrar. Então sinta além do material, toque além do que pode ser visto.
Se você fechar os olhos e ignorar a dor, respirando lentamente, poderá sentir meus braços te envolvendo. E seu coração voltará, enfim, a pulsar calmamente, não como alguém que corre na escuridão, sem direção, mas como alguém que encontrou, no brilho das estrelas, a força pra continuar. Portanto, acredite no que tenho dito: O fim não existe. E mesmo que passem mil anos ainda assim estarei aqui. Por você. E só por você.

Hoje, às 13:26h.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Teto para desabar.

Preparo meu chá. Doce.
O sono me embala nestas notas simples de um velho violão cheio de lembranças e dores. E é como se todas as músicas de amor e solidão transmitissem a angustia de sentir. E dói. Dói viver, existir. Quando a realidade é dura, cruel.
Não é uma escolha o que eu tenho feito, mas sim uma realidade me imposta brutalmente. E brutalmente, em palavras desfez todo o meu mundo. Minhas cidades de vento, minhas avenidas e ruas e becos de memórias. Tudo findou-se num olhar determinado a matar. E neste mesmo olhar calaram-se as vozes que antes tentaram me proteger.
"É impossível", tento avisar-lhes, mas não. A destruição tem um afeto particular por mim, quer fazer-me sentir, intensamente. E eu fecho os olhos para a guerra à minha frente. Já não posso lutar, seria como um obstáculo a mais dentre os que buscam a paz com armas carregadas nas mãos.
Que o destino me leve para onde devo ir, recuso-me a entrar nessa luta onde morrem sonhos e esperanças. Não, eu não lutarei. Calo o grito interno que me enlouquece. O silêncio aqui dentro é resultado do vazio que me habita. As lágrimas que mostram minhas fragilidades não serão vistas por alguém, estou sob escudos e muros de proteção, também não verei o caos ou o céu, mas confortarei meu pranto com o falho pensamento de que tudo se resolverá. E assim será, outra vez.

29 de novembro. 14:10h

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A delícia da queda.

Sem mais palavras.
Apenas essa lembrança vaga de você. Coisas do passado, que não voltarão. Porque me nego à trazê-las à memória. Porque não quero mais a textura da sua voz. Porque sei que depois de um certo tempo, torna-se incontrolável, e eu não quero a queda.
Mas que maravilha era cair.

28 de novembro de 2010. Noite de insônia, 23:23h.