sábado, 27 de novembro de 2010

The story of a great love.

Eu não seria tão bom nisso como você, ou como qualquer um deles. Simplesmente pela razão de ser quem sou, e você não aceita. Não pode aceitar. Estaria fugindo dos seus padrões de conjugação do verbo amar, se apaixonar. Eu me apaixonei por você no momento mais impróprio, na dor mais latejante. E desde então meus olhos nunca mais se fecharam para a escuridão de minhas pálpebras, mas somente para o teu olhar grandioso a me fitar. Somente para essa minha paixão desenfreada, que me preenche de forma tão completa que me faz duvidar de que eu possa voltar a ser, um dia, eu mesma sem você.
Porque cada partícula do meu corpo grita silenciosamente pelo seu nome. E eu já não seria eu mesma sem você... Seria um ser qualquer, que vive, mas que não ama, e sendo assim, logo, só existe.
O que seria é uma simples possibilidade de futuro. O que fui é uma lembrança rala do passado. Mas entre o passado e futuro, existe esse momento que chamamos de agora, e nesse momento, sou um espelho que busca gravar cada movimento seu, cada palavra dita ou calada, cada gesto feito ou contido, cada sentimento vivo ou ignorado. Porque a dor que te toca é só mínima perto do que eu sinto por não ter você. E qualquer explicação para isso seria basicamente insuficiente. Pois esse amor não se diz, não se escreve, mas se sente. E eu sinto, definitivamente.
Sinto a dor à cada batida do seu coração. Sinto a rejeição a cada encontro marcado ou não. Sinto saudade do que não existiu, sinto tanto, que sou só o sentir, e nada além.
Quero te mostrar o mundo visto de outros ângulos, invada meus pensamentos, olhe como tudo lembra o seu nome, o seu rosto. Perceba como as cores que eu vejo lembram sempre os seus olhos, perceba como todas as músicas me levam a você. Perceba, de uma vez por todas, que isso não é só uma idéia vaga de sentir. Não é só um desejo de te proteger, mas sim uma necessidade de saber se estás bem. De enfrentar a dor que te queima, te corrói, te destroça. De cuidar dos ferimentos que te fizeram tão impiedosamente.
Eu só preciso de uma palavra, um sinal. Algo que transpareça suas verdades e seus medos. Que seja sincero. Mas que não seja como um punhal em meu peito, e sim como uma brisa no meu rosto... Que alivie a dor que eu sinto, que alivie a dor que você sente.

"Estas alegrias violentas têm fins violentos falecendo no triunfo, como fogo e pólvora que num beijo se consomem."
(Romeu & Julieta; ato II cena VI)

Baseado em uma história real, mas não minha.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um aviso.

Ei, pessoas lindas, como vão vocês?
Esse post, como vocês já perceberam, é bem diferente do que geralmente posto aqui. Mas esse é um aviso, não muito agradável, porém, não tão desagradável..  Eu estou em semana de provas, é. E isso significa que não vou poder postar por mais alguns dias. Prometo voltar logo, só penso que seria injusto sumir assim, sem avisar...
Então, fiquem todos bem. Um grande beijo e um sincero sorriso.

D.F.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

From within my heart, my soul.

Abro meus olhos pela manhã, e o único fato que me motiva é o pré-encontro. Levanto-me, já cansada, consciente de que não posso impulsionar meu corpo com uma energia que não é minha, consciente de que não devo mais ignorar a existência do que eu deixei surgir.
O sol decora as paredes do quarto com o seu brilho incontrolável. Os desenhos das grades da janela limitados pela cortina opaca. Fecho os meus olhos sensíveis à luz. Logo nessa manhã tão bonita, logo quando dói existir, acordar. Mas é mais forte do que pode-se imaginar, e no exato momento em que surges, desvio o olhar, finjo estar ocupada com algo qualquer, uma frase ou livro, o céu azul pela janela ou simplesmente uma lembrança de uma música. Mal percebo que o primeiro lugar que olhas é onde estou,  porque sabes que estou aqui, todos os dias. E é bom quando, vez ou outra, me encho de coragem de sustentar o seu olhar, que sorri.
E eles dizem "Que bom que você está aqui.", e os meus dizem "Eu estava prestes a morrer, se você não chegasse logo...". Mas nossas bocas nada dizem, permanecem no silêncio compreensível de nossas mãos unidas, tantas horas mais tarde. Qualquer palavra seria suficiente para tudo destruir ou tudo começar. Porque só nos falta o impulso.
Às vezes, sinto-me indestrutível. E nesses raros momentos, estou sozinha no vazio do meu quarto. E eu queria ter-lhe por perto, só por agora, para dizer-lhe o que está me corroendo por dentro, quase a explodir sem aviso ou destino. Então você está indisponível, não porque não se importa, mas porque as necessidades nos fazem distantes. E se você soubesse, viria correndo, eu sei. Porque é isso que eu sinto quando sinto o seu coração batendo sob a pele, é isso que o silêncio fala quando você simplesmente acaricia meu rosto quando eu digo não e não ao seu pedido mais doce e sincero.
E por isso hoje eu desisto. Desisto de resistir, seja o que Deus quiser.

"Não entendo, apenas sinto. Tenho medo de um dia entender e deixar de sentir."
Clarice Lispector.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Onze minutos.

Fecho os olhos em busca de qualquer lembrança que me traga uma história, uma história como aquela que vi nascer e hoje vive tão perto de mim. Uma história que não posso deixar acabar. Não falo das minhas paixões desenfreadas ou da intensidade que por instantes amo alguns seres. Mas dessa certeza de que tudo irá acontecer exatamente como deve acontecer.
Nada me vem à mente, se não palavras antes já ditas ou sentimentos mortos que revivem por segundos e voltam ao seu estado imóvel. Como se estivesse prestes a explodir.
E o que poderia ser dito, diante dessas vozes que me envolvem, nas quais apenas uma se torna verdadeiramente audível. E são palavras ditas do mais profundo de sua alma, palavras que clamam, imploram por serem ditas. E entre lágrimas e soluços e suspiros, ganham vida. E a partir do momento em que vivem, tornam-se eternas na lembrança. Lembrança dos olhos que vêem, da alma que sente, do coração que pulsa. E tudo transforma-se em um só ser. Resultando no que chamamos de amor.
Momentâneo, talvez... Passageiro...
Mas, amor.

Frio. Dentro. Fora.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

The feeling.

Vejo um semblante de dor nos seus olhos. Olhos que me olham ternamente, como se encontrassem, em mim, algo como paz. E você passa o braço ao meu redor, como se quisesse me proteger do mundo. Você entrelaça nossos dedos e acaricia meu rosto, levemente. E quando choro, sem lágrimas ou soluços, você faz do seu silêncio meu abrigo.
Meus dedos buscam, incansavelmente, seu número – que eu sei decor – no celular, mas me nego a ligar-lhe. Para garantir que mais tarde não sofrerás por mero capricho meu, pelo meu egoísmo. Mas quando penso que logo partirás, que já não existirá quem me traga em casa nas noites vazias, preenchidas por ti... Quando penso que estarei sozinha, que seu abraço será o mais distante, que sua voz será uma falha lembrança... Quando penso na ausência que habitará em meu peito, sinto vontade de gritar, para que o mundo ouça e eu não precisa mais fingir, que estar com você é mero detalhe, que nossas mãos estão unidas só porque você o fez, não, eu também queria, e quero, você sabe. Mas não posso lhe dizer.
Só deixa eu escorar o meu rosto no seu ombro mais uma vez, para que eu guarde o perfume da sua pele. Para que eu saiba que você resistirá à distância melhor do que eu, para que eu entenda que você será feliz assim, dessa forma. Preciso saber se estás bem, essas horas de ausência me matam lentamente, tento ignorar o tempo, mas é impossível como o relógio insiste em me torturar. Preciso que entendas minha necessidade de sua presença. Não lhe peço nada que não possas me dar, somente um abraço e suas mãos pra me acalmar.
Sonhei contigo nas últimas noites, nos últimos dias meu maior desejo tem sido ver-lhe chegar. Insisto num sorriso cansado quando isso por fim acontece, a felicidade por dentro é incontável, mas não posso ignorar a impossibilidade de tudo lhe falar. Calo-me, digo simples palavras que nada dizem, espero pelo seu carinho, meu abrigo. O que farei quando não puder mais lhe tocar?

"All this feels strange and untrue and I won't waste a minute without you."
Snow Patrol, Open your eyes.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De onde vem tanta dor?

O que é essa angustia no peito? Esse nó na garganta, que me impede de falar? O que é essa dor crescente, como ferro em brasa a marcar-me? De onde vem toda agonia? Será só medo ou instinto? Será obsessão ou só vazio? O que será esse sentimento?
Que me perturba... Que me preenche...
Quanto durará? Serei mais forte? Serei suficiente para tudo suportar?
E se o amor me apunhalar, por dentro, destruindo tudo o que venho a guardar? E se a dor for maior do que posso imaginar? Lágrimas ignoradas insistem em me visitar, pra onde correrei quando não puder mais esperar? Porque os dias passam, tão lentos... E os meus passos cansam de existir, o ato em si, às vezes, já é tão difícil.
Uma voz rouca ecoa em meus pensamentos. O grito de minh'alma torna-se mais alto, incalável, enlouquecedor. Fecho os olhos, a escuridão é meu refúgio, é de onde fujo e pra onde vou, é o que temo e o que me abriga. Então posso imaginar as estrelas numa noite sem luar. O vento castiga minha pele fria, distraindo a dor que me mata por dentro. Abro os olhos, a imagem desaparece, o vento cessa, ainda estou sozinha nesse quarto vazio e quatro paredes me impedem de respirar, nenhuma luz, nenhum som, só o silêncio que grita aos poucos.
Fecho meus punhos num ato violento de tentar ferir-me,  impacto da pele e do chão me faz rir, como uma louca, lágrimas molham o meu rosto. Sinto-me irracional, impotente. Por tanto sentir me afogo em mágoa, é impossível resistir. Portanto, desisto. Em minha imobilidade, fito o teto fosco, invisível. Talvez eu acorde desse pesadelo, talvez apalpe o concreto até encontrar uma saída. Talvez eu morra, assim, simplesmente.


"Como encontrar o seu caminho, de volta, no escuro?"
Marilyn Monroe.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Às minhas pequenas.

Ei, pequena, diga-me agora porque choras. E deixe que essas palavras e gritos saiam de dentro de ti, liberte essa dor que lhe impede de voar. Você não precisa dessa agonia crescente no peito, não quando tem algo tão belo em sua alma. Mas seria demais pedir que esquecesse, que deixasse pra trás. E por isso, nada lhe peço, só digo o que sinto, e sei que isso, em partes, basta.  Faça aquilo que lhe ensinei e sinta-se abraçada. Abra os olhos para esse céu brilhante, lágrimas só irão lhe impedir de ver as belezas que o mundo pode lhe proporcionar.
E para isso, seja forte. Não que já não sejas... Mas seja indestrutível. E isso não significa que lágrimas não irão molhar seu rosto, ou que seu coração parará de sangrar. Mas sim que, simplesmente, quando levantares os olhos para o horizonte, serás capaz de ver o Sol se pôr. E que as estrelas que logo serão visíveis não se apaguem diante do brilho incansável dos olhos seus. A Lua também brilhará, mas nem sempre você poderá encontrá-la, e nessas noites vazias, saiba que estarei aqui, segurando sua mão, mesmo que não sintas ou mesmo que não vejas, estarei aqui. Por você.
Se pela manhã, ao acordar, sentires um aperto no peito, faça com que os seus sentimentos tomem conta de seu ser, e sua alma sorrirá em resposta. Nada é tão digno de um abraço quanto a esperança de recomeçar. Então, não deixe que o peso que carregas seja demasiado para o seu corpo frágil, e se um dia parecer impossível suportar, aguentarei por você... O peso da sua dor, o peso dos céus, o peso do mundo. E por nada desistirei, porque por você sei ser capaz de tudo, e isso significa qualquer coisa.

"As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem."

À Hozana, Pâmela Filipini, Ariana Coimbra, Priscila Kai e Nara Sales. Minhas pequenas, nem tão pequenas assim. Que estão distantes, mas muito perto. ♥