quinta-feira, 29 de julho de 2010

Confia em mim.

Eu andei por ruas e avenidas, passei por todos os lugares. Senti o vento na pele, vi o céu e as estrelas, a Lua solitária e distante. Por todo caminho busquei palavras, palavras e flores. Mas não encontrei. Flores são extintas por aqui, palavras me fogem. Minha unica distração é escutar músicas e ler livros, pensar na saudade quase constante do meu amor. Das batidas do seu coração quando acompanha o meu.
Vim fazendo anotações ultimamente, fragmentando sonhos e tentando combater pesadelos, esquecê-los, enterrá-los. Deixá-los na penumbra da noite que me assombra. Me encontro dia após dia na paz quieta do meu quarto, sem teu abraço, sem meu abrigo. Quero a loucura da sua presença, quero sem medidas, tão sem medidas que nem sei, mas quero com tanta força que chego a chorar.
Não minto, você sugeriu a eternidade em teus planos e eu amo-te não só por isso, mas especialmente pelo momento de agora, onde ouço tua voz cansada ao telefone. Eu também sinto sua falta. Sim, sonho acordada contigo. Você ri das minhas confissões, mas eu sei que você guarda os teus segredos no peito, bem guardadinhos, só pra mim desvendá-los aos pouquinhos.
Quero um beijo de boa noite, e o seu calor pra me aquecer, essa noite é fria demais para o meu singular vazio. Será que quando amanhecer, em um dia qualquer, vou olhar pro lado e encontrar você? Seria como acordar para um sonho, não posso nem imaginar. Quando você me olha é diferente de tudo, e eu sinto um desespero crescente no peito, medo de te perder é tão grande que não posso conjulgar. Amor, não me deixa viver sem você.
Me deixa ser hoje teu refugio, não parte pra longe de mim, fica aqui do meu lado um pouco, acompanho o teu pranto e espero ser tão segura para ti quanto você é pra mim. Vou segurar tua mão, acalmar tuas crises de pânico e sorrir no final, porque afinal, sempre fica tudo bem, amor, você vai ver.
Acredite em mim um pouco, nossa história não acaba aqui.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um pouco de coragem...

Olhos opacos miram o céu distante, que de tanta angustia perdeu o brilho e as cores, tornando-se então um teto de veludo negro – sem sequer uma estrela para refletir. Eu ando esquecendo de tudo, das flores, os cheiros, os medos e amores, das histórias, dos velhos tempos. Sinto-me obrigada a falar, e o que eu tenho pra dizer não é o que as pessoas querem ouvir.
Sinto-me como se estivesse à beira de um abismo sem fim, lembranças não servem para alimentar a alma e o corpo pede socorro. Gritos podem ser ouvidos se você me abraçar e deixar o rosto próximo ao meu por alguns segundos, porém, já não os ouço, e nem mesmo sinto o toque de braços à me acalentar. O meu único alivio é correr, e eu já não sinto minhas pernas. Algo está errado, ou certo demais para que eu possa compreender. Não posso ignorar os fatos, não posso esquecer os atos.
Tome conta desse corpo que agora desiste, esses olhos estão preenchidos de desespero e a dor bate mais forte que o coração. Agora fujo rumo ao sol que nasce lento no horizonte. A escuridão já não pode me parar, mesmo que minhas forças tenham sido extintas no ato de amar. O problema é essa singularidade, é essa fome de liberdade. A solução é o sentimento que sorri pra mim todas as tardes, é a sensação de céu que me envolve calmamente.
O sol brilha, a escuridão foge. Ela voltará, eu sei. Mas sou covarde demais pra pensar nisso agora, quero acreditar que não vou perder-me, que a estrada não se tornará incerta. Quero um pouco de coragem pra sonhar e correr o risco de viver os meus sonhos.

domingo, 18 de julho de 2010

Breakaway.

A escuridão dos seus olhos por um instante desnorteou o meu coração, que paralisado ficou. Sem pulsar, parou. E em segundos conforme os meus olhos ingeriram a imagem do seu rosto pacifico, uma paz inacreditável invadiu o coração que antes, esqueceu de viver.
Fixei meus olhos nos seus e a desarmonia das cores de alguma forma tranquilizou a minha alma que insistia em gritar. Percebo então que estou aqui, de peito aberto e mãos vazias, porém, não sei o que devo fazer ou calar. Como poderia ser capaz de mudar o mundo assim, sem ao menos tocar minha pele fria?
Assisto seus gestos como uma fã fiel, imagino seus atos como uma sonhadora que cria o céu e as estrelas acima do intocável. Como me encontrou? Por onde andou? Eu enfrentei todos para lhe ver chegar, esqueci de mim para lhe abrigar aqui em meu peito.
Então abrace-me rumo ao infinito, nenhuma barreira pode nos parar. Cuide dos meus sentimentos como eu farei contigo, não me deixe só por nenhum instante, pois sozinha posso me machucar. Encolho-me sob os escombros desse caminho, por onde escolhi andar é sempre muito difícil, mas contigo eu posso continuar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amazed.

Me perdoe por essa abstinência de amor, o que houve é que a fragrância de sua pele mudou a textura da minha e agora não me sinto como antes fui. A verdade é que esqueci da vida antes de você, o início foi o dia em que falaste-me as palavras que eu não sabia, mas precisava ouvir. E ouvi como quem é culpado e pede desculpas pelo que não fez. Me perdoe amor, pelas palavras brutais que por vezes digo ou pelas doces verdades que deixo de dizer. Não existe no mundo uma pessoa que eu queira mais do que quero você.
Porque só contigo o escuro deixa de ser ameaçador, e no calor dos seus braços eu me sinto protegida, como um escudo, e nada pode me atingir ali. Eu aceitaria tanto por você, mas não posso esquecer de mim. Infelizmente amor, não foi isso que a vida me proporcionou, e agora eu sinto um desespero crescendo no meu peito. É a falta do seu beijo na minha boca que já não sorri por outro alguém. Nada além de você, e contigo, somente essa alegria mansa, essa paixão serena que por vezes perde o controle.
Eu deixo o mundo pra trás por agora, não preciso nem do ar se estiver com você, não preciso nem da terra e nem do céu. Basta a sua presença e o seu coração pulsando sob a pele quente que me protege do perigo. Eu sei que não tenho nada além de você, sei que o universo é grande demais pra se viver sozinho, e por isso estou aqui agora. Entenda que nem a distância poderá nos separar, que nem a saudade me fará desistir. Não posso simplesmente te deixar partir, assim, sem mais nem menos. Seria tolice. Então, não sei porque arrisco.

“Everytime our eyes meet, this feeling inside me is almost more than I can take. Baby, when you touch me, I can feel how much you love me, and it just blows me away. I've never been this close to anyone or anything, I can hear your thoughts, I can see your dreams”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Usted se me llevo la vida...

Sabes, amor, quando fecho meus olhos os teus olhos são o único brilho capaz de me guiar... Por vezes fingi não crer, não querer. Mas é em vão, ao entardecer de todos os dias, eu olho o horizonte e imagino o som dos seus passos ao se aproximar, imagino teus braços quentes envolvendo-me lentamente, teu sorriso fácil nos lábios é como uma faca no peito ao recordar. Talvez hoje seja o dia em que vou enfim reencontrar-lhe. Procurei-lhe, amor, por todos os pedaços de chão em que pisei, em cada pedaço de teto em que me abriguei. Você foi meu radar, e ao perder-lhe, o rumo foi-se contigo, agora não sei para onde ir, por onde andar, existem pedras e espinhos no caminho, e depois de tudo isso, ainda consigo me arriscar.
Amor, se eu pudesse hoje, gritar-lhe todo o amor que sinto, toda a força que tenho, calaria todas as vozes do mundo, quebraria todos as paredes que ousassem nos separar. Transformaria a distância em nada e logo não existiria nada além do abrigo que te protege da chuva. Eu andaria em passos lentos, tempo algum iria me parar, no fim da estrada, enxugaria as lágrimas dos olhos, do rosto, chamaria-lhe pelo teu nome, esperaria teu abraço para aquecer-me. E quando você enfim visse-me, me acolheria como uma criança pequena, que precisa de proteção, e eu escutaria o teu coração, descansaria o rosto no teu peito, sua voz sussurrando com calma as palavras que por tanto tempo eu busquei.
“Senti tua ausência, amor, como pancadas no peito à cada batida do meu coração. Porque deixaste me ir, quando eu não sabia o que estava fazendo? Se em meu medo você é a coragem, não posso viver se não contigo. Se em minha fragilidade você é a força, não existe razão para não estar ao lado teu. Agora, desculpa-me, amor, perdoa-me por todas as tolices que um dia eu cheguei a dizer-lhe, perdoa-me, aceita-me novamente, eu prometo que não vou deixar o mundo nos separar outra vez.”
E então aceitaste meu beijo doce, cheio de necessidade e eu aceitei tuas palavras tão cheias de verdade, amor, você é sempre bem mais do que eu esperei.