segunda-feira, 24 de maio de 2010

Veronika. Parte II

 Mas estes olhos nunca seguem ninguém. Nunca seguiram. Por onde passa jamais olha para alguém, a única beleza que atrai seu olhar dominante é aquela que a natureza fez sozinha, não usa maquiagens, mascaras ou perfumes. Tem em si uma fragância tentadora, uma essencia que chega a abalar a mente de quem um dia tem a oportunidade de conhecer.
 E quem conhece, jamais esquece. Parece até clichê. Mas quando seu rosto aparece, muitos pensam que talvez poderão enlouquecer, é quente como o fogo e pode ser muito mais frio que o gelo, tem a ousadia de uma tempestade, é ventania. Entra e abala tudo que por ali esteja, esteve, estará. Simplesmente marca, entre um momento e outro, a sua existência.
 E todos fecham os olhos, calam-se para ouvi-la falar, ela tem as palavras mais bonitas, Veronika, sabe-se Deus de onde veio tanta alegria em sua forma de andar, às vezes parece flutuar em seus pés pequenos angelicais, às vezes é imóvel, como uma estatua de deusas gregas a se observar.
 Veronika nunca sentiu o amor, não este amor carnal, sensacional, estes amores que as pessoas tanto falam... Que não cabe no peito, e explode. Explode em sentimento, este amor que dizem que escorre pelos olhos, dentre lágrimas de felicidade e clareza. Clareza é verdade e verdade machuca profundamente.
 Ela tem toda sua intensidade, liberdade de voar. Viajando entre as nuvens, as estrelas e a Lua, ninguém pode a parar. Ninguém pode impedi-la, ela simplesmente quer, e quando quer, ninguém segura. Não posso entender, porque Veronika, um dia, decidiu morrer.
 É sem sentido, totalmente sem nexo que a paz que a envolvia tenha a levado a pensar que depois da morte existe só a eternidade. Encontrar-se com Deus, talvez. Não importava, simplesmente quis o fim e o fez. Sem arrependimento algum.
 E quando acordou, entre quatro paredes brancas e bonitas, brilhantes, iluminadas pela luz do sol que também a cercava, pensou que talvez o céu fosse ali, tão bonito e branco. Encontrou também uma janela, pequena e sem nada. Olhou atravéz dela e viu, diante dos seus olhos, todo o mundo que nunca imaginara.

12 comentários:

  1. Lembrei do Paulo Coelho, não sei por que... =P

    Essa Veronika é bem 'oito ou oitenta'.

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  2. "Veronika nunca sentiu o amor, não este amor carnal, sensacional, estes amores que as pessoas tanto falam... Que não cabe no peito, e explode".

    O fado de quem ama, o amor platônico.
    Assim é a vida?
    O sentimento intenso que exprime é lindo.
    Certo que um pouco avoado, mas de beleza puritana.
    Romântico.

    Beijussssssssssssssssssssss.

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  3. Adorei *-*
    ta ficando muito legal,
    vai ter continuação neah?

    bjus =*

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  4. veronika decide morrer, certo? adorei ele. :]

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  5. Nossa!
    incrível...
    lendo me fez lembrar
    do livro (Fortaleza Digital- Dan Brown )
    e também me fez lembrar do Paulo Coelho .

    Muiito bom Daniela !

    ( deixo comentário no meu blog,mas nem seguiu :/ auhsuahsu beeeeijO linda *---* )

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  6. inspiração no filme amigaa?
    ta lindoooo \o
    obs: não li o que voce me mandou.. mas vim akie e estou acompanhando .


    bejooosamovc

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  7. Continua, *--*

    Uma das mais criativas historias que ja li!
    Beijos amovoce amiga :D

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  8. Pela janela posso ver o futuro.
    Adorei o post!

    Beijos e boa semana!

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  9. Olá! Lindo os posts!!! Amei!
    Boa terça. Bjs

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  10. post passado eu queria ser veronika, mais fiquei tensa agora
    ja pensei varias vezes que o outro "mundo" pode ser melhor que esse, mais axo q n tenho tanta curiosidade assim afim de cometer isso.
    Muito boa historia, quero saber o que acontece depois...

    Beijos

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  11. (...)Que não cabe no peito, e explode.
    é a mais pura verdade .

    beijão

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  12. Verônika não tem limites! ela pode viajar até entre quatro paredes brancas.

    BeijooO'

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