sexta-feira, 12 de março de 2010

Memorável.

Um absurdo insondável essa tua dor. Proibindo-se de viver além da realidade, proibindo-se de sonhar além do possível. Querendo e não querendo algo que já tem. Esquece desse passado sombrio, deixa de lado um pouco essas lembranças doces, tão doces que te machucam por dentro e você não admite. Eu sinto isso, sabe?
Sinto tantas coisas, se você soubesse... Viria correndo, me abraçaria, cantaria baixinho no meu ouvido todas as noites. Não me deixaria só jamais, nem deixaria que a solidão invadisse nossos corações, pois tudo o que faz é controlado. Mas por um segundo perderia o controle, enquanto me olhasse nos olhos, esqueceria do resto, disto sei. Pois não existe no mundo alguém tão resistente.
E depois sentiria saudades, ligaria só pra ouvir minha voz rouca, perderia noites e noites olhando o céu escuro-brilhante, contando estrelas cadentes e sentiria uma agonia tão grande no peito que chegaria a imaginar que deixou uma grande parte de sí para trás. Gritaria em silêncio, rompendo a calmaria de suas palavras, encontrando-se desesperado, sem acreditar que seus pensamentos lhe traiam, cercando-o com lembranças dolorosas, golpeando-o com a simples necessidade.
Necessidade esta que foi julgada injustamente, levando-o a perceber que nem tudo é amargo e que o sentimento mais nobre é totalmente irracional.
Acordei em uma manhã fria qualquer, entre a agonia e o medo de esquecer. Um pequeno sentimento de uma intensidade sem fim, perfurando o peito, roubando a paz, criando entre o tudo e o nada uma ponte invisível capaz de destruir qualquer ser. Acordei perdida e por dias não fui capaz de me encontrar, estive entorpecida por uma loucura que não é minha, nunca foi, nunca será.
Acreditei ter sentido uma pesada desesperança, um incontrolável medo. Perdida entre o tudo e o nada do sentimento, contando estrelas em uma noite nublada, lembrando e querendo o impossível que já não é tão brutal. Ressurgindo das cinzas, com algumas notáveis mudanças, talvez olhos mais brilhantes e talvez algo que nunca me abandonará.
E mais uma vez, talvez a última, começo falando em você e termino assim, sem rumo. Mas como já disse, não precisa ser racional, só precisa ser.

25 comentários:

  1. Eu nao me surpreendo mais com as palavras, o conjunto que elas fazem. Mais me surpreendo com cada sentimento que elas exalam.
    Muitoo lindo amiga, acompanhei a criaçao, dando opinioes. Eu adoroo isso! Beijoo, te amo ♥


    Pequena.

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  2. muito talentosa a senhorita.

    laislabonitta.blogspot.com/

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  3. Ounw meu deus, que lindo *_*
    Adoro os seus textos; sempre tão expressivos e profundos !


    Beeeijinhos & até a próxima :)

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  4. Realmente, basta "ser". O resto pouco importa.

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  5. Que lindo texto.
    Seus textos são sempre cativantes.
    Muito bom.
    BOm fim de semana.
    :)

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  6. é o que realmente importa, apenas ser..
    Lindo

    beijos flor

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  7. Como disse antes você escreve o eu queria dizer. Por isso essa minha visita constante. O ser humano, o ser! Se acha, não é? Mas se perde todo por causa de um sentimento "Amor". É capaz de esquecer de viver quando está apaixonado. Mas passa e depois volta em outras letras e outras formas, porém sempre perdido, sem chão.
    e quando se ama começa falando e termina falando...

    Beijos menina talentosa.

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  8. desculpa o ctrl+c mais é que meu blog é novo e eu tenho que divulgar *-* se der de uma passadinha la? se der tbm comente!

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  9. Me surpreendo com seus textos. Siga com isso, você tem um belo futuro. Um mais impressionante que o outro, você consegue tocar no coração.

    Bom fim de semana.
    Beijos! (:

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  10. basta ser verdadeiro e singelo

    :O

    *--*

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  11. "entre a agonia e o medo de esquecer."

    sinto isso, o medo de esquecer, de acabar aquilo...
    como se apesar de tudo não quiséssemos a morte do amor. Paradoxo!
    ^^

    Lindo, como sempre.

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  12. E quando termina sem rumo, acho que é um novo recomeço, assim poderá ver adiante com seus olhos apenas, e enxergar camiinhos novos. A descrição do blog com a citação da Clarice é tudo *-*

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  13. Nada melhor que o amor nos mostrar um doce sabor.
    Beijos
    Juliane

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  14. não ruim se perder dentro da gente.
    acho válido, assim a tornam-se claro os nossos sentimentos por nós mesmo e pelos outros.

    :*

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  15. Bom demais. Adorei!

    "Viria correndo, me abraçaria, cantaria baixinho no meu ouvido todas as noites.'

    Eu iria e espero sempre isso das pessoas também.

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  16. "...e que o sentimento mais nobre é totalmente irracional."

    Garota, que incrível o sentimento que brota das suas palavras. Sempre quero falar de seu talento, estou me tornando até uma leitora com comentários repetitivos. Meus parabéns, somente.
    E que o rumo que você acha que perde ao final de seus textos, te faça encontrar-se fora deles na vida.
    Beijo!

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  17. Que belo Daniela!
    E tem coisas que a gente nao consegue nao começar escrevendo mesmo...

    Boa semana e beijos querida!

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  18. Fico lindoo Dani, to com muita saudades de você ;X
    Aamo =)

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  19. "...Perdida entre o tudo e o nada do sentimento..."

    Teus dizeres me fazem sorrir aqui! Ouço lifehouse para lê-la, é como abrir uma janelinha secreta e ficar olhando um mundo belo de se sonhar. Beijo,

    Charlie B.

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  20. o nome dessas lembranças doces tão doces que machucam por dentro se chama saudades

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  21. As vezes me sinto completamente exposta quando leio o que escreves. Apesar de você escrever tudo de um modo subjetivo e misterioso, as vezes leio e penso: como ela pode me invadir assim? Como pode dizer tão bem o que sinto se nem eu - aquela que sente - consigo?
    Adoro tudo que você escreve. Poderia passar tardes ouvindo todas as suas filosofias

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  22. Eu amo seu blog, amo seus textos. Só tem uma coisa absolutamente detestável neles: Eu não consigo comentar. Simplesmente não consigo explicar como eles são maravilhosos.

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