quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Os últimos serão os primeiros!

Um sonho que me encontrou na margem do meu mundo perdido, em um solitário dia chuvoso, entre a névoa e a loucura das minhas lembranças. Meus olhos molhados entregavam-me a quem quer que fosse, meu rosto assustado lutava contra os gritos que chamavam pelo meu nome. Meu coração partiu-se. Entre batidas rápidas e uma respiração que cessava por alguns segundos e renascia no silêncio do medo.
Já não era possivel pensar, toda dor acumulada foge do controle e o tempo deixa de existir. O que era não existe mais. Quando perdemos alguém demoramos a crer na verdade, porque a verdade é mais cruel do que se pode imaginar. E em uma voz rouca crescem palavras que machucam, no sentimento desaparece toda doçura, todo calor e beleza. E entre tanta dor nascem os sonhos, que no começo são distantes e quase invisiveis, pois a tristeza torna nossos olhos pouco potentes, a nossa crença na vida se torna pequena.
Mas acredito que somos capazes de recomeçar, mesmo na dor da ausência. E podemos mudar o mundo, dissolvendo as paredes escuras e descoloridas em um lindo céu brilhante, pintando beijos e flores, sorrisos e novos amores, pois tudo é possivel, assim como o tempo não pára e a vida não espera ninguém.
Um lindo 2010 para todos!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um amor que se perdeu no céu.

Eu posso ouvir meu coração batendo e nem preciso me concentrar. Sinto medo. O pensamento é rápido como a chuva que molha meu rosto, numa confusão de lágrimas e água. Quando as coisas aconteceram eu não sei, mas não deixei de viver um grande amor. Cada sentimento de culpa se transformou-se em cura, e logo poderei voltar a sorrir.
Já imaginei, entre as estrelas, uma Lua ofuscante, que brilha como jamais, em qualquer hora de um dia qualquer. É verão, é inverno, tudo ao mesmo tempo. Cada sensação que eu tive me faz lembrar, me faz sorrir, me faz chorar. As lágrimas surgem e a vida retorna a acontecer. Escrevo sem sentido, sem rumo. Não busco compreensão, só conheço meus mistérios e meus limites como ninguém. Compartilho meus pensamentos somente com os papéis que me cercam e os livros que me acolhem.
Vivo na minha confusão, minha prisão, meu sermão. É assim meu mundo. Aqui, onde o Sol nasce, na direção da escuridão, sinto-me perdida perante o brilho das estrelas, só me restam palavras e um amor derrotado. Um amor que se perdeu no céu. Um amor que é um sonho, que é uma vida, que é o brilho na noite sombria. Um amor que é mais forte que qualquer barreira que já me vi derrubar.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Tudo o que sei e o que preciso

Sou só um momento, o amanhecer e o pôr-do-sol aos seus olhos, sou o tempo que não acaba e sou também o infinito brilho no seu olhar. Sou palavra sem sentido, com os sonhos revestidos de amor, me ponho a chorar. Sou o momento propício, a lágrima que brilha com o significado cheio de dor. Sou a fantasia das histórias e o ato de ser feliz. Sou o gesto da solidariedade e sou o céu de um dia gris... Sou a noite estrelada, a alegria compensada no abraço de quem sorri, sou grande e, por acaso, sou tudo aquilo que me faz sentir.
Sou a solidão que vivo, o eterno viver de um sonho. Sou o lugar em que nasci, e também sou o tempo que planejei. Sou qualquer coisa que seja livre, que tenha um gosto, uma essência.
Posso ser uma flor ou uma borboleta, posso ser o vento ou a chuva na janela. Eu só sei que eu vivo como se mais nada existisse, sei que eu amo como se o tempo não fosse passar e sei que eu quero tudo o que me faz feliz, durante a vida toda...
Sou também você, sou o nós que nos compõe. Sou o vento na tarde fria de inverno. Sou a solidão que já senti e o vázio que me envolve nos dias quietos. Sou tudo o que sei, e preciso, incontrolavelmente, de amor.

Once upon on a Time!


Acordei em um dia nublado, depois de chorar durante horas antes de dormir. Ouvi as palavras que mais temia, as palavras que chegaram como um golpe, uma dor quase inaudível invadindo cada músculo do meu corpo, e o meu coração batia rapidamente, acompanhando os soluços que eu nem sequer tentei controlar. Jurei a mim mesma que não iria aceitar desculpas, palavras ou flores, jurei que não aceitaria sonhos, nem sorrisos e nem beijos, nem um simples toque na mão. Pois sabia que a eletricidade do amor magoado que eu sentia iria me entregar por completo, jogando-me contra o corpo quente que me abrigava nas noites frias, com os braços fortes que me protegiam de qualquer perigo. Com os olhos marcados por tanto chorar, levantei-me e decidi recomeçar. Reergui meu rosto e permaneci viva durante alguns dias, evitando pensar em como seria quando eu o visse, sabia o choque que sentiria e não queria me machucar. Lembro-me dos seus olhos quietos enquanto me olhava de longe, lembro-me do calor das tuas mãos ao encontrar-se com as minhas. Depois disso tudo foi conseqüência. Tuas palavras doces e as esquecíveis vezes em que me pediste perdão... Eu sempre soube que não suportaria me culpar por deixar-lhe partir, joguei-me contra o teu corpo quente que me abrigou e me protegeram fortemente de qualquer e todo perigo. 
Quebrei minhas promessas, tudo bem. Nada mais importava, eu estava feliz e isto era realmente o que importava!   
Pauta pro Once upon on a Time :)

domingo, 13 de dezembro de 2009

"Teus olhos certos mas não sei o que dizer..."

Eu poderia escrever um livro sobre tudo o que eu já senti por você, um capítulo para cada expressão, um parágrafo para cada minuto. E escreveria por toda vida se pudesse. Como um retrato do teu rosto, onde cada detalhe estaria incluido no meu ser. E o teu sorriso seria a capa do livro, e os teus olhos seriam o título. Teus olhos certos, que me calam e me acalmam e me fazem viver. Lembra daquela noite, em que eu vi você chorar? Por culpa dos teus sonhos irreais, da tua força iludida de amor e de um desamor quase fatal. Por medo do incerto, da saudade do que nem sequer acabou...
Um encontro que paralisa, e tudo o que se pode fazer é olhar. Uma despedida que machuca, desarma, separa e faz pensar... Sair sem rumo, ignorar o som, as pessoas, a fumaça e a bebida largada no chão. Chorar sem saber bem o por quê e perguntar-se várias vezes a quanto tempo tudo começou.
Beirar a loucura, olhar o céu a procura de um abraço, um alento. E de repente sentir falta e uma dor horrivel no peito. E tudo acabar do nada, assim como começou. Em um encontro que paralisa e um sentimento de indecisão mesmo quando se sabe o que quer. Todo amor e toda dor andam juntos, em encontros e desencontros que paralisam, e uma voz que não sabe o que dizer.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Como uma estrela no céu


E você, menina, pisava nas estrelas e sorria como a lua no céu iluminado por seu olhar. Quantas vezes me vi contemplando-a, em meus sonhos e em toda noite feita de realidade. Toda magia do seu sentimento, que transparecia na sua alegria, no seu modo de ver os dias passarem sem lamentar a vida solitária que tinhas.
Menina dos meus sonhos, menina dos meus olhos e do meu mais puro sentir. Se um dia eu lhe tocasse sei que jamais saberia o que lhe falar, por que o que você é pra mim ainda não tem explicação.
Mas quantas vezes me vejo tentando imaginar tudo ao seu redor, tudo o que sente e o que vive por brilhar... Quantas vezes pensei em seus sonhos, suas lembranças e seus planos. Se já teve um grande amor... Ou se tem, se quer, se precisa.
Quantos risos guardei para você, quanta inocência em meus pensamentos, quanta magia em meus sentimentos. Se soubesse como me faz feliz por somente e simplesmente existir, viveria eternamente. Se soubesse o tamanho do efeito que tem a cada cair no horizonte, a cada noite iluminada por seus sonhos que brilham como uma estrela linda, dessas que você tem aos seus pés, dessas que lhe fazem pular como um caminho a percorrer.
E sabes que neste caminho existe o amor, existe o céu e a esperança. Acredita, menina, se eu lhe disser que há muito tempo não durmo, só por lhe ver passar?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Os teus olhos calmos...

Teus olhos me derrubam, olhos profundos como o mar nos meus olhos claros e rasos como o céu... Teus olhos, que são capazes de acalmar qualquer louco, por que como na profundidade de um abismo existe um silêncio - uma serenidade - que eu jamais encontrei. E existe a confusão de um anjo. Um sentimento infinito até o ultimo pedaço de céu, onde vivem os sonhos e a felicidade. Onde uma flor é amor e um sorriso é amor, um sentimento tão bonito que meus olhos transbordam por um simples pensar, tão bonito que chega a machucar. Machuca como uma estrela ignorada, somente um brilho perdido no nada. Sem direção, uma dor quase insuportável diante de olhos desesperados como os meus, perto de olhos calmos como os teus, que me fazem crer que depois de uma noite escura sempre volta um Sol brilhante.
Teus olhos me embalam como uma criança, na sintonia de sua voz e meu riso. São nessas noites frias e solitárias que eu sinto o tamanho da falta que me faz você, é quando o céu está nublado que eu noto a importância do teu sorriso.
Pra mim, você é mais que o brilho da noite e a emoção de um beijo, pra mim você é mais do que eu posso explicar, mas que, olhando nos teus olhos calmos eu sinto que você entende.