segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eu Poesia V

Tomara que a sua dor te convença de que é em mim o seu lugar. Que é só comigo que consegue ser feliz, e que serei sempre a pessoa rodeada por seus braços. Tomara que o seu sentimento transborde, e que você acorde pensando em mim, e que todo momento que viva comigo seja inesquecivel. Que deite todas as noites com imagens minhas em sua mente, e que sinta saudade o tempo todo.
Tomara que se lembre de mim sempre, depois de eu partir, depois de nos deixarmos. Mas me lembre como uma pessoa boa, que te fez feliz e sempre fará falta. Lembre-se dos meus olhos nos seus, e do que você vê neles, pois eu sei - você lê meus olhos -, e eu sei que você sabe, que neles, só existe você!
Eu espero que você saiba. Quero que olhe para o céu todas as noites e que acredite no nós que sempre irá viver dentro de ti, e de mim... Não peço que admitas isso, só quero que saiba, que em mim sempre vai existir um sentimento bom sobre você, uma lembrança boa.
Vou me lembrar das suas canções todos os dias, quando eu ver o céu, vou me lembrar de tantos nomes que recebi e quantas vontades me vi passar. Mas além de todas as lembranças, esquecerei do passado e lhe manterei em meu presente, por um bom tempo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eu Poesia III

Murchou minha flor de cabeceira
Queimou meu livro de pensamentos
Surtou com toda minha alegria
E dissipou todos os momentos

Você fugiu
Levou contigo tudo o que vivemos
E levou toda a minha tristeza
Agradeço-lhe, quando chegaste, ela estava aqui, e agora partiste levando a junto.

E me deixou
Mas agradeço-lhe, nunca me senti tão bem
Porque agora, sozinha estou
E sozinha ficarei

Se eu me lembrar de você
Fique tranquilo, pois a saudade não me maltratara
Mas se eu lembrar de você
Será somente por um segundo, rápido e frio, assim como você se fez (...)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um momento de chuva

Caio sobre as casas, e em uma janela de luz fraca a vi. encolhida em um canto apagado, os olhos perdidos que jamais esqueci. Conheci sua história, suas dores e suas alegrias, por ela me apaixonei. Tristeza na noite, sua intensidade de sentir me tornou mais calmo para o seu coração ouvir... Escutei suas lamentações, suas canções no escuro, sua imensidão de medo, eu quis lhe dizer, menina, isso tudo é só a vida, algo que sempre vai acontecer...
Seu corpo tremia e eu quis lhe dizer, que se eu não fosse tão fria poderia tentar lhe aquecer. Ouvi os estrondos de minha fúria, raios brilhantes chocaram seus ouvidos frágeis, abraçava-se ainda mais.
Eu quis lhe dizer, menina, essa dor logo passa... Somente tenhas força para continuar!
Logo me vi passando, a tempestade estava prestes a acabar, me enchi de um pouco de sua dor, jamais a veria... Teria em meus sonhos a lembrança de sua imagem vazia. Gritei o mais alto que consegui, o som da fúria, abraçou teu corpo pequeno e tremulo mais uma vez, encolhendo-se.
Menina, eu caí numa pétala de flor pequena, que desabrocha como sua esperança de reviver.
Abra seus olhos, menina, pois eu adoraria saber a cor dos teus olhos, tamanha é minha dor, pois sou chuva, sou forte, mas não sou maior que minha dor.
Minha única verdade é que espero pelo dia em que em teu rosto minhas gotas irão tocar. Minha única lembrança é a noite fria em que te vi chorar, linda menina, que em tão poucos segundos me fez o momento mais feliz.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Qual é a graça de viver morrendo?

Uma palavra que soa estranha em nossa própria voz, nós nos encontramos, no meio da desilusão, de olhos fechados, olhos cansados, você olha ao seu redor e não quer, não quer viver aquela realidade, porque aquela realidade é dura demais. Tenta permanecer oculto, mas não se oculte, identifique-se. Viver é um fato incrivel, desejo que não perca seu tempo chorando, se querer é poder, seja feliz. Eu vivi um sofrimento que eu escolhi, um sofrimento que hoje não me completa. E por mais dificil que seja, chega a hora de recomeçar, secar os olhos, reconstruir nossos sonhos e planos, e vivê-los. Porque sofrer lembrando de algo que te fez tão bem? Isso devia ser um fato bom... Pode ter acabado, mas aconteceu! E... Afinal, qual é a graça de viver morrendo?

domingo, 13 de setembro de 2009

O único coração que me faz viver, é o meu!

Dos dias tristes, noites frias e momentos pequenos que eu passei, hoje tenho vagas lembranças. Sorrisos que já não merecem serem lembrados, então eu penso no futuro, no presente. No que será e no que é!
Penso nas noites quentes, no vento frio que já não me gela. Penso nos capitulos da vida, os que já vivi e o que aos poucos escrevo. Sou tempestade de palavras, mas não sei falar de mim, palavras de quem não é tão importante me fazem ver que me conheço pouco demais pra ter uma base de quem sou. Mas não me importo, terei muito tempo pra descobrir. Encanta e some, ponto fraco. Mas tenho um coração corajoso, não desisto assim tão facilmente, não antes de tentar e cair várias vezes. Dizem que quem quer consegue, não é? Decepções nunca me fizeram uma pessoa mais fraca, e foram tão poucas vezes as que desisti, que nem me lembro.
Não tenho disfarces, não abaixo a cabeça nunca, sou forte, sou por acaso. Fiz descobertas que mudaram minha vida, uma delas, é que o único coração que me faz viver, é o meu.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cartas de um presente bom!

Algo que você quer e não quer ao mesmo tempo, que você teme e não pode evitar querer.
Uma felicidade incontável, incrivel otimismo de viver!
Tenho visto o pôr-do-sol, olho estrelas e acerto na Lua todo pensamento. Olhar pro céu acalma, ouvir melodias também, já não tenho lido, só pensado. Inventado. Não procuro me encontrar, mas não me sinto perdida. Me sinto muito bem com minha própria companhia, de volta ao começo, sempre foi assim...
Descobri felicidade onde nunca imaginei encontrar, tenho visto muitas saudades, lembranças deixadas pra trás. Lembranças que já não fazem chorar, não magoam, não chateiam, só se fazem lembrar por alguma palavra ou outra, só fazem sorrir, por serem boas, por serem poucas.
Dias que já passam normalmente, noites que vem e vão, acabam e voltam, nos sonhos, nos abraços. Um rosto alegre demais pra ser descrito em palavras. Uma saudade pequena demais pra ser lembrada, e por enquanto não vale a pena lembrar. Eu só não sei descrever o tamanho da alegria que eu sinto agora, e preciso continuar assim, pra viver.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Memórias de um presente cruel

"As vezes, construimos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grande mesmo eram os sonhos, e as pessoas, pequenas demais pra torna-los reais! (Bob Marley)"

O que falar quando nenhuma palavra parece forte o suficiente pra demonstrar o que se sente? Devo ser masoquista, ou algo do gênero, porque não sei. Não sei o que pensar, o que falar... Não sei o que sentir, simplesmente não sei. Não sei se vivo, mas sei que me levanto. Sou forte, e talvez sempre tenha alguém pra me ajudar. Talvez sempre tenha... Talvez pra sempre dure. Talvez nunca se acabe! Já lhe falei, das cartas? Eu fiz cartas... Muitas, muitas cartas! Fiz sonhos, escrevi... Me perguntei, 'em que situação cheguei?' Olhe o que eu fiz comigo, já não posso ver, minha visão esta borrada, borrada demais, e eu quero sair daqui, quero sorrir de novo, com toda sinceridade que eu nunca tive e tive ao mesmo tempo. Com toda alegria, e falar que eu fui feliz, e vou ser muito mais. Porque eu vou, só preciso manter essa esperança aqui, e eu sempre mantenho. Sempre.