sábado, 29 de agosto de 2009

Mais uma vez...

O mais belo luar, ao anoitecer de meus olhos cansados. eu deveria poder viver uma noite tão colirida, de céu na cor dos olhos impossiveis. na cor do mar e flor, dum beijo e gosto, saudade impulsiva.
Pares de olhares, duzias de centenas, qual o número equivalente ao abraço mais protetor?
Prefiro não pensar, mas minha mente involuntária não me obedece, já não me favorece, me leva pra longe de mim a todo momento, cada saudade. Saudade. Mais uma vez...
Refiro-me às estrelas, que deste céu colorido foram ocultadas, como nuvens vermelhas que brotam do frio    , as cores transformam-se em lágrimas, há alguém que chora!
Antes, dissera-me que triste era quem chorava, hoje, digo-lhe que quem chora também tem a capacidade de sorrir e força pra enxugar suas próprias lágrimas.
Mesmo se o meu céu colorido escurecer, perder a cor, e a lua minguar, e as estrelas voltarem... Não reclamarei, mas terei a certeza de que o meu diamante brilhante, mesmo no céu escuro não deixará de brilhar, pois mesmo que não esteja ali aos meus olhos, existe.
E isso já me fortalece.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Céu apagado, cobertores gelados, e agora? Agora nada mais aquece, nada entristece, nada.
Hoje os números desaparaceram, as palavras ficaram mudas, só o silêncio. Sem gestos, sorrisos, abraços, nada disso, só o céu apagado e o cobertor gelado. E minha solidão.
Mas desta não gosto de falar, embora seja do que mais falo.
Queria tocar meu violão, sentir a alegria de minhas poucas notas, poucas, rápidas. Parar de sentir medo, colar no teto do meu mundo uma estrela que brilhe mais, e um sonho que me ajude a realizar. Quero encontrar a graça que me faz rir, de tudo que me faço lembrar. Insistir em acreditar, das vontades que sinto ao fechar os olhos, ao olhar pro nada.
Nesse mundo acinzentado, toda a cor que vejo se limita a poucos grandes momentos. Da alegria que vive na profundidade do meu inconsciente, aguardando o momento certo pra se expandir. Aquarela de sentimento, impressão de sofrimento.
Olho pela janela e tudo que vejo é o céu, um céu triste e nublado, acinzentado, sem nenhum pássaro, nenhum vestigio de vida ou de alegria. Posso sorrir, adoro quando o céu fica assim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Incontável

Saudade, saudade do amor, saudade dos irmãos, amigas, saudade daqui, saudade de vocês, saudade de mim. Simples saudade, forte como nada e grande como tudo. Perdi minhas contas, de números, de sonhos, de vontades, de gostos. Perdi a conta das horas, das estrelas, das fotos, das folhas. Recortes e cores, perdi minhas contas, quilômetros, dias, medos. Tudo.
As vezes é bom, perder a noção de tudo e de nada, ficar com a mente livre, só por alguns minutos, mas é dificil, dificil porque tudo me leva a única pessoa, e já estou mais uma vez falando dela. Saudade, de novo a saudade.
Andei contra o vento, que me impede de voar, andei em direção ao anoitecer, que me impediu de chorar, mas não por muito tempo. E as páginas, quantas páginas foram? E palavras? Risadas? Lágrimas? Incontável, é tudo incontável...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Cansei-me deste tom gris, cansei-me desta Lua fria, desta noite solitária.
Cansei dessas frases, folhas, riscos sem sentido. Cansei desses dias...
Cansei de falar sempre sobre a mesma coisa, quando tudo parece piorar.
Cansei dessa falta de cor, ausência de flor. Hoje eu quero um abraço, quero dormir e sonhar, sem nada nem ninguém pra despertar...
Cansei dessas vozes, desses gritos e sussurros. Cansei desse céu azul, quero chuva de estrelas, pontos brilhantes caindo do céu. Quero mais vontade, mais saudade... Quero menos dor, menos agonia.
Quero um sorriso nesse silêncio ensurdecedor, quero compania nesse pôr-do-sol, porque assim me dá vontade de chorar, saber que a distância existe e não acaba. Porque a intensidade desse momento é mais forte que o vázio que me cerca.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Até que se prove o contrário

Dos meus olhos caem lágrimas compostas de uma alegria sem tamanho, um desespero de medo, e os sonhos de quem acordou à muito...
O céu da insônia de quem só olha, da cor escura que se transforma num dia, em horas. O pouco tempo em que se pensa na eternidade da vida, até que nossos olhos não vejam nada. A partir do momento em que o mundo parar, e os dias cansarem. A partir do momento onde tudo se acaba e se inicia uma nova história, uma história melhor... Os pensamentos da pessoa que me mudou a vida, e o mundo, o céu, as estrelas e todos os astros que perto de ti nada são.
O meu toque de poesia, a escuridão que me observa, me cerca... A força que ilumina, o tempo que não passa, os dias que não existem e as noites que não aconteceram...
E a graça, a graça que eu acho desses textos que começam falando de mim e sempre terminam falando de você, inevitável!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A história...

Tanto quis, tão pouco encontrei. E aos poucos me levantei, senti o pouco se transformar em muito, e o muito se transformar no incontavel. Senti, senti meus olhos, minhas mãos, logo sorri. Não pensei em desistir, mas tão pouco tentei, lutei contra todos os sentimentos de culpa, tristeza e angustia, então senti meus olhos, minhas mãos...
A história se repete infinitamente até que a mudemos, então faremos de nós mesmo os nossos sonhos, e das nossas conquistas a maior das alegrias.
Logo acreditei que todas essas frases, e os livros, e as músicas, todas essas coisas, toda essa poesia, esse mundo, quando o tempo passa e as folhas do outono caem no chão, e o frio do inverno, e as flores da primavera, e tão pouco o brilho do verão, e chuva de verão, a Lua cheia de todos os meses, e cada dia da semana... Logo acreditei na importância de cada batida.
E nas dores de cada partida, mas ei, hoje eu quero algo feliz!