segunda-feira, 30 de março de 2009

Sin rumbo...

Eu poderia sair por ai, aproveitar a liberdade, mas eu não me sinto dona de mim.
Nunca me dei atenção o suficiente, e hoje me sinto sozinha e deixada de lado.
Quando sinto medo, me abraço e penso que tudo está bem.
Sinto que está tarde, um pouco tarde demais. Sinto saudade, muita saudade.
Enquanto ouço as pessoas dormindo me pergunto porque não faço o mesmo, nunca me entendi.
As vezes me pergunto se eu realmente existo, ou se só estou vagando pelo mundo, sem rumo, sem propósito.
Ando na chuva sempre que ela vem, dou risada sempre que ela surge. Lágrimas escorrem por meu rosto sempre que as prevejo. Calafrios passam pelo meu corpo sempre que ouço sons.
Me sinto bem com grande facilidade, me sinto alegre com grande facilidade. Me sinto triste com grande facilidade, mas feliz, é difícil.
Acontece as vezes.
As vezes eu toco, na verdade, tento. Sinto as cordas sob meus dedos e passo de leve a mão sobre elas, e quando vejo estou tocando, alguma musica que eu nunca ouvi e nunca vou gravar na mente, alguma melodia que eu faço e esqueço segundo após segundo.
Vez ou outra penso em fugir desse lugar, ai me vem o pior dos pensamentos: Eu não posso fugir dessa vida, desse mundo. Logo desisto, nunca tive medo de viver, nem tenho medo de falar.
Tenho medo de perder, esse é o meu maior medo. Maior e mais forte.
Já tive sensações que me apagaria da lembrança, já tive sonhos que jamais esquecerei.

La mejor frase

Eu queria não rir tanto, porque assim as pessoas pensam que eu nunca fico triste.

domingo, 29 de março de 2009

Una posible auto-biografía

Não entendo muito bem os meus sentimentos, mas sei quem sou. Sei que posso viver sozinha, mesmo que as vezes eu sinta falta de um abraço forte e conquistador, mesmo que as vezes eu chore de saudade. Eu sei que posso viver sozinha, viver comigo mesma. Eu sofro, eu me aconselho. Eu choro, eu me consolo. Eu me animo, eu me estimulo a continuar. Sei que posso ser um fracasso sozinha, mas estaria pior sem mim. Se um dia me afastei de alguém, vou saber que foi por ouvir meus sonhos.

La noche del sábado

Não sei descrever muito bem como me sinto agora, confusa, não penso em nada, em ninguém, não tenho ninguém pra pensar; Não tenho segredos, antes de dormir penso em histórias de ficção imaginando cada palavra lida.
Dando vida à pessoas que nunca vi e dificilmente voltarei a ver.
Perdi costumes, abandonei sonhos, vontades;
Sorri de saudade e chorei de alegria, o quão fui falsa com as minhas emoções.
Senti e não senti, tive medo. Joguei fora...
Falei coisas sem propósito, matando o tempo em pensamentos, imagens, sorrisos; suspiros.
Perdi a noção, tive medo, chorei, me recuperei, recai; tive vontades, desejos. Medo.
Muito medo...
Ouvi a melodia, senti as notas, falei as palavras, ouvi o que não queria, li o que temia.
Vivi momentos, não teve importância, nem falta.
Bebi o veneno, acertei o alvo.
Me perguntei o porque.
O porque da vida, do céu, do inferno; O porque da tristeza, da alegria, do medo; O porque das flores, das pedras; O porque de mim, de você; O porque da saudade.
Não encontrei respostas. Li. Pesquisei. Busquei problemas, encontrei.
Sorri fracamente, um sorriso que não atingiu os olhos. Senti saudade, senti falta.
Mas falta de que? De quem?
Recai, ouvi os sons, tive os desejos. Pensei nos textos, livros, autores. Discussões; E o porque daquilo; O porque disso.
O sentimento, o abraço, sorriso, beijo.
A paixão, o amor, o ódio; Sentimentos tão diferentes e tão iguais; Distantes e próximos.
E o desejo mais uma vez. Leve tentação.